Whow revela as empresas mais inovadoras do País - WHOW

Vendas

Whow revela as empresas mais inovadoras do País

Prêmio Whow de Inovação reconhece as companhias mais inovadoras em 34 setores da economia

POR Gabriella Sandoval | 23/07/2019 22h10

“Aquele País que é gigante pela própria natureza – como diz nisso hino – precisa começar a acordar e não ficar deitado eternamente em berço esplêndido, porque muita gente quer fazer o Brasil hoje. Estamos cansados de esperar. Chega de mesmice!”. Foi com esse desabafo que Roberto Meir, CEO do Grupo Padrão, deu início à apresentação do Prêmio Whow!, que reconhece as 100 empresas mais inovadoras do País. Diretor Executivo de Conhecimento do Grupo Padrão, Jacques Meir reforçou que, neste caso, não é o faturamento que define o valor da inovação. “Ser uma empresa incumbente não a torna inovadora”, afirmou.

“Aquele País que é gigante pela própria natureza – como diz nisso hino – precisa começar a acordar e não ficar deitado eternamente em berço esplêndido”

Roberto Meir, CEO do Grupo Padrão

Para chegar aos vencedores, o Centro de Inteligência Padrão (CIP) usou uma ferramenta de inteligência artificial da Stilingue. Ao calcular como a inovação é percebida no País, ela chegou a 185.000 resultados. Após uma análise, 300 empresas foram selecionadas e submetidas ao crivo de mentes brilhantes. Elas avaliaram as melhores companhias em 34 segmentos considerando a relevância da inovação, o nível de impacto que ela produz e a capacidade de gerar valor ao negócio.

Confira as grandes vencedoras da noite (passe o mouse para saber mais):

UMA AULA DE ATENDIMENTO
Unicórnio brasileiro do setor de meios de pagamento, a Stone tem como premissa que
todos os colaboradores entendam como suas decisões afetam o dia a dia da operação e a
relação com o consumidor final. Para facilitar o trabalho de quem está na linha de frente
do atendimento, a companhia lançou recentemente o Professor Xavier, uma ferramenta
que tem o poder de, por meio da inteligência artificial, predizer as demandas dos clientes,
reduzir o número de chamados e preparar a equipe para situações em que o contato
humano for indispensável. “Atendemos mais de 90% dos chamados em menos de 20
segundos e damos autonomia para a nossa linha de frente resolver os problemas sem a
necessidade de acionar outros níveis”, destaca Nalini Rincon, head de Customer Support
da Stone.DRONES DE OLHO NO GADO
Vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária (Embrapa) se descreve como uma empresa de inovação tecnológica. E projetos
colaborativos de sucesso, como o de monitoramento de gado por drones, mostram que ela está no
caminho certo. Coordenado pelo pesquisador Jayme Garcia Arnal Barbedo, ele permite a contagem do
gado em grandes propriedades que adotam a pecuária extensiva. Antes, isso era possível por meio
de satélites, mas as imagens, além de não apresentarem resolução espacial suficiente para identificar
os animais individualmente, podem ser prejudicadas pela presença de nuvens. O projeto, que teve
início em fevereiro deste ano, recebeu investimento de R$ 175 mil. “Ter acesso a essas informações é
de fundamental importância para a definição das práticas de manejo mais adequadas e para a gestão
da propriedade como um todo”, explica Barbedo. “Futuras pesquisas podem ajudar a obter outras
informações a partir das imagens obtidas, como a detecção de animais doentes e a detecção do
nascimento de novos bezerros”, exemplifica.POR UMA ALIMENTAÇÃO MAIS SAUDÁVEL
Ao encontro de consumidores que cobram cada vez mais sustentabilidade das marcas, a Seara passou
a apostar em produtos orgânicos e veganos. Só este ano, foram três lançamentos: a Seara Nature, uma
linha de produtos com conservantes naturais; o frango orgânico, fruto de animais alimentados com
produtos de origem vegetal, como milho e soja não transgênicos; e um hambúrguer vegetariano com
sabor e textura de carne feito com proteína 100% vegetal. “A Seara Alimentos investe constantemente
em inovações, tecnologias e segue tendências mundiais, não apenas em alimentação, mas também em
serviços”, explica José Cirilo, diretor-executivo de Marketing da Seara Alimentos. “Queremos agregar e
entregar cada vez mais experiências gastronômicas e produtos de qualidade aos consumidores”.NA DIREÇÃO DO OPEN BANKING
No ranking de empresas mais inovadoras em dois segmentos (bancos
e seguros e previdência e capitalização), o Bradesco é um dos líderes
em open banking no Brasil. A ideia consiste no compartilhamento
de dados bancários pessoais com o objetivo de oferecer um serviço
mais adequado à renda do cliente, score ou mesmo interesse. No
último ano, muitas das inovações do Grupo passaram pela BIA, sua
inteligência artificial. Graças a ela, já é possível consultar saldo e
até saber a cotação de moeda estrangeira por meio do WhatsApp
ou acionar o seguro pelo Google Assistente. Todas essas iniciativas
não surgiram ao acaso. “A inovação permeia toda a organização,
de forma estruturada, baseada no ecossistema de inovação do
Bradesco, o inovaBra”, explicou Antranik Haroutiounian, diretor do
DPI do Bradesco. Para apoiar essa estrutura, o hub conta com um
departamento de Pesquisa e Inovação que tem como missão buscar
novas oportunidades de acordo com as necessidades dos clientes,
vantagem competitiva, retorno financeiro ou ineditismo do ponto de
vista de mercado.O ROBÔ INVESTIDOR
No fim do ano passado, o Sofisa Direto incluiu no seu aplicativo um robô especializado em sugerir
investimentos a partir de inteligência artificial. Para isso, ele utiliza algoritmos sofisticados para analisar
os movimentos do mercado financeiro, o perfil dos clientes, a disponibilidade de recursos e as metas
estabelecidas. A novidade – uma “mão na roda” para investidores de primeira viagem – foi decisiva
para o banco alcançar destaque no estudo Whow! dentro do concorrido mercado de bancos digitais.
“Fomos o primeiro banco 100% digital do País. O nosso foco era apenas criar um modelo barato, sem
pegadinhas para o cliente e que fizesse ele ganhar dinheiro com a gente” lembra Alessandro Andrade,
head do Sofisa Direto. Na ocasião, diz ele, o banco lançou uma plataforma sem agências, com tarifa zero
e com investimentos em CDB com rentabilidade de 100% do CDI. “Ainda hoje, é algo inovador e que, em
parte, foi copiado por outros bancos digitais. Não pensamos na inovação pela inovação, mas sim em
eliminar pontos de atrito que causavam dor aos clientes”.ASAS AO EMPREENDEDORISMO
Festivais de música e atividades com atletas
são ações conhecidas da Red Bull. Agora, a
aposta da marca é o Red Bull Amaphiko, um
projeto que nasceu em 2014 na África do Sul
e conta com 45 empreendedores no Brasil
em áreas como sustentabilidade, educação,
dança e acessibilidade. Por meio de uma
competição, projetos são selecionados para
uma consultoria de dez dias com um mentor
que ajuda a dar vida às ideias. Um dos cases
mais conhecidos é o da SSEXBOX, um projeto
social que busca oferecer perspectivas plurais
sobre sexualidade e gênero. “No fundo, a
gente está buscando pessoas criativas que
tenham talento e energia para olhar para
problemas e enxergar algum tipo de solução
para as pessoas”, explica Gabriel Gomes,
gerente de inovação social da Red Bull.O BENEFÍCIO DA AUTOMAÇÃO
Diante da necessidade de tornar seu back office
mais eficiente, a Ticket, uma das maiores empresas
de benefícios do País, usou a tecnologia de Robotic
Process Automation (RPA) para automatizar 53
processos. Com a medida, coisas simples, como a
solicitação de segunda via de cartão, a reativação
dele ou a reversão de crédito, passaram a ser feitas
em um dia útil. Ao todo, 6.800 ocorrências já foram
atendidas de maneira robotizada, poupando 700 horas
de trabalho humano. Desenvolvida pela Edenred
no Brasil, a solução deu tão certo que foi exportada
para outras unidades de negócio da companhia
na França, no México, no Chile e no Peru. “Todo o
projeto foi desenvolvido pelo time Brasil, que colocou
a imaginação para trabalhar, a fim de criar uma
ferramenta que se traduzisse no propósito da marca:
tornar tangíveis formas inspiradoras de conexão
de empresas, empregados e comerciantes”, diz Luiz
Adolfo Gruppi Afonso, CIO da Edenred para Américas.CARTEIRA DIGITAL
Uma pesquisa realizada pela Mastercard em parceria com
a Norstat no Brasil mostra que 52% dos consumidores
abandonam suas compras no ambiente on-line quando
esquecem a senha, por exemplo. Para tornar o processo
de checkout mais fluido, a Mastercard lançou, em 2017,
o Masterpass, uma carteira digital que permite ao
cliente preencher as informações do cartão, seja ele
Mastercard, seja Maestro, American Express, Diners Club
ou Visa, apenas uma vez. Depois, basta utilizar o botão
do Masterpass para finalizar a compra. “A Mastercard
apoia o fluxo de pagamentos do mercado brasileiro e
fornece serviços e soluções que permitam às pessoas
pagarem da forma como preferem”, diz Sarah Buchwitz,
vice-presidente de Comunicação e Marketing da
Mastercard Brasil e Cone Sul. “Compreender os benefícios
percebidos pelo consumidor e os pontos críticos em
sua jornada de compra nos ajudam a estar um passo à
frente no desenvolvimento de soluções que tenham suas
necessidades no centro de nossa estratégia”.GIRL POWER
“Somos uma startup fundada por duas mulheres apaixonadas por suas famílias, que
desmistificam a maternidade e têm uma visão fora da caixa sobre carreiras para mães”. Esse
é o slogan do Grupo M.Ã.E – sigla para Maternidade Aliada ao Empreendedorismo. À frente
da fundação e das atividades da startup estão Lia Castro e Carmem Madrilis. Elas usam a
plataforma digital para fomentar o negócio de mães que precisam conciliar a rotina profissional
com a maternidade. “Criamos uma ferramenta estratégica para aumentar o número de mulheres
em cargos de liderança de grandes organizações. Queremos trazer soluções para complementar
o programa de acolhimento à maternidade de organizações. Chega de maternidade solitária”,
defendem as fundadoras. Entre as iniciativas do Grupo M.Ã.E está um livro no qual Lia e Carmem
compartilham suas histórias. “Esse livro não é um manual. Ele é um empurrão. Uma inspiração.
Uma luz no fim do túnel. Um abraço de encorajamento!”, diz Carmem.IMÓVEL: UM BEM OU SERVIÇO?
Nos últimos anos, a Vitacon ganhou notoriedade pela venda de imóveis com
metragens mais enxutas, porém em endereços badalados da cidade de São Paulo.
A estratégia deu certo e, agora, a companhia quer promover uma revolução no
setor: para ela, imóvel será um serviço e não um bem. Esse processo começou a se
materializar por meio de uma ideia chamada Housi, uma plataforma 100% digital
para alugar apartamentos de dez metros quadrados. Todos eles vêm com opção de
internet e uma lista curiosa de serviços, como faxinas. De quebra, o serviço exclui a
necessidade de um fiador. “Temos essa leitura de que o nosso negócio deve seguir
na direção de um modelo membership (filiação ou clube), com foco na prestação
de serviços em vez da venda de apartamento. Não acredito nesse modelo no qual
uma pessoa se endivida por 30 anos. Vamos provocar uma segunda revolução no
setor”, disse Alexandre Frankel, fundador e CEO da Vitacon.INOVAÇÃO BASEADA EM ANALYTICS
Em 2017, a consultoria Accenture inaugurou, no Brasil, o Analytics Innovation Center, um centro de
desenvolvimento e experimentação tecnológica localizado no Rio de Janeiro e que funciona como um
hub de analytics. Esse é o quinto espaço do gênero no mundo. Os demais estão em Barcelona, Dublin,
Atenas e Singapura. No espaço, trabalham mais de 200 profissionais, entre eles cientistas, engenheiros
e arquitetos de dados. Uma das funções do espaço é promover a inovação baseada na análise de dados
para ajudar áreas como marketing, cadeia de suprimentos, produção, finanças e de riscos a tomarem
decisões mais assertivas. “Com a aplicação da inteligência analítica é possível transformar dados –
internos e externos – em insights disruptivos, que auxiliam nas tomadas de decisão em marketing e em
vendas, por exemplo”, diz Robson Sano, diretor de Data Science da Accenture no Brasil.O FUTURO DA GESTÃO DE PESSOAS
A inovação na AeC tem nome: Robbyson. Lançada oficialmente em 2017, trata-se de uma plataforma
de gestão de pessoas que usa a gamificação para engajar os colaboradores e entender onde estão
os gargalos de uma companhia. “Nós enxergamos uma forte necessidade de parar de mensurar a
performance das pessoas pela média. Ninguém quer ser mediano. Numa grande operação, quando você
não consegue avaliar as pessoas individualmente, você acaba enxergando os profissionais pela média.
A média pode beneficiar aqueles que estão aquém do esperado e subestimar aqueles que entregam
muito além da média”, afirma Cassio Azevedo, sócio da AeC. Se depender da empresa, o futuro da
plataforma será promissor. “Nossa expectativa é revolucionar a gestão de pessoas e o atingimento de
metas e produtividade das empresas”, garante o executivo.A ESSÊNCIA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Em parceria com a IBM e a empresa de fragrâncias alemã Symrise, o Boticário lançou, este ano, duas
novas fragrâncias produzidas pela Philyra, uma inteligência artificial. A novidade é uma tentativa
da marca de alcançar as Gerações Y e Z – os Millennials. Com uma base de dados de 1,7 milhão de
fórmulas, além de informações como o número de vendas por países e faixas etárias, a ferramenta
é capaz de fazer infinitas combinações. “Ao otimizarmos o processo, teremos profissionais mais
disponíveis para fazer o que máquina não faz”, comenta Tiago Martinello, gerente de Pesquisa e
Desenvolvimento do Grupo Boticário.COMBUSTÍVEL PARA AS STARTUPS
Líder no mercado brasileiro de distribuição de combustíveis e lubrificantes, a BR Distribuidora está
de olho nas startups. Pelo projeto InovaBR, responsável por incubar e acelerar ideias, oito projetos
estão sendo, neste momento, acelerados. “As integrações entre grupos diversos, que trabalham
inspirados pela metodologia ágil, trazem efeitos muito positivos para a companhia como um todo”,
afirma Aspen Andersen, CIO da Petrobras Distribuidora. Além do InovaBR, a empresa promove um
“Desafio de Startups”, que busca soluções inovadoras em mobilidade para pessoas, para negócios
e sustentabilidade; e uma Comissão de Inovação, que hoje tem como foco o universo corporativo, a
prototipação rápida, conexões com startups e interação com ecossistema de inovação aberta.MIT BRASILEIRO
A experimentação e a criação de novas tecnologias feitas no Brasil – e por
brasileiros – é uma das conhecidas deficiências da educação superior no
País. Uma exceção à regra é o Instituto Mauá de Tecnologia, uma espécie de
MIT brasileiro. Localizada em São Caetano do Sul, a instituição de ensino foi
uma das principais fornecedoras de mão de obra qualificada para a indústria
automobilística que se instalou no ABC Paulista – também conhecida a Detroit
brasileira. Isso ajudou a impulsionar e a desenvolver uma das atuais vocações
da Mauá: o apreço por novas tecnologias. No ano passado, alunos, professores
e pesquisadores do Centro de Pesquisa da instituição participaram de diversos
grupos de pesquisa nas áreas de microondas, softwares de navegação de
satélites, entre outros. “Nós entendemos que para um processo ou produto
ser inovador deve ser sustentado com base no que chamamos de Tripé
da Inovação. Ele é formado pelo conhecimento técnico e sua viabilidade
(feasibility), pelas questões que tratam de processos comerciais e jurídicos tal
como viabilidade econômica (viability) e, finalmente, pela beleza das formas
e funcionalidades (desirability), área em que os designers são os principais
protagonistas”, afirma Claudio Foltran, responsável pela Divisão de Inovação e
Qualidade do Instituto Mauá de Tecnologia.TEORIA EM PRÁTICA
Muitas vezes comparado à Amazon, o Magazine Luiza mostra não só que está
preparado para a era digital como quer continuar liderando o movimento
de digitalização do varejo brasileiro. Enquanto o mercado on-line como um
todo cresceu 13,4% no último trimestre de 2018, segundo o Ebit, as vendas
fora das lojas físicas do Magalu cresceram impressionantes 57,4% no período.
O e-commerce já representa 38% das vendas da empresa. Grande parte
deste sucesso pode ser creditada ao Luiza Labs, o centro de pesquisa e
desenvolvimento do Magazine Luiza. Na empresa, tudo que é relacionado
à tecnologia passa por pelo menos um dos núcleos da equipe de 800
profissionais. O Labs é responsável por grandes projetos, entre eles estão o
Magazine e Você – que cria lojas virtuais para qualquer pessoa – e o Bob –
aplicação de Big Data responsável por todas as recomendações de produtos
do e-commerce. “O Labs nasceu com a ideia de transformar o mindset da
empresa”, afirma Daniel Cassiano, diretor do Luiza Labs. Segundo o executivo,
o Luiza Labs pode entregar projetos que normalmente levariam um ano em até
três meses. Isso acontece por causa do processo de seleção: “O principal fator
para contratação não é técnico, mas sim a bagagem cultural e comportamental.
Uma vez que a gente acerta, o restante fica mais tranquilo”, explica.ENERGIA NA PONTA DOS DEDOS
A Elektro, empresa do Grupo Neoenergia, lançou em novembro do ano passado o projeto Energia do
Futuro. Ele propõe um novo modelo de distribuição de energia elétrica nas cidades de Atibaia, Bom
Jesus dos Perdões e Nazaré Paulista, no interior de São Paulo, por meio da instalação de medidores
inteligentes. A Elektro já iniciou a instalação de 2 mil aparelhos em residências de Atibaia no último mês
e garante que, até o fim do ano, 75 mil equipamentos vão possibilitar aos clientes das três cidades fazer
um acompanhamento diário do consumo de energia e definir um plano de economia via app. Para garantir
uma comunicação eficiente, a Elektro fechou uma parceria com a Nokia para implantação de uma rede de
comunicação 4G LTE. Será a primeira do tipo no País. O grupo conta ainda com uma verba de R$ 25 milhões
por ano para investimento em tecnologias voltadas a redes inteligentes, geração distribuída e fontes de
energia renováveis.ENTREGAS SOBRE DUAS RODAS
Os desafios logísticos brasileiros se mostram um universo de possibilidades para
investidores estrangeiros. Que o digam SoftBank, Microsoft, GGV, Fifth Wall e Velt Partners,
que se uniram para fundar a Loggi, um aplicativo brasileiro de entregas por motoboys.
Recentemente, a startup arrecadou US$ 150 milhões, tornando-se um unicórnio, com valor
de mercado superior a US$ 1 bilhão. “Este é um marco financeiro que confirma que a
Loggi está no caminho certo para alcançar sua missão de conectar o Brasil, reinventando
a logística com o uso de tecnologia”, destaca Fabien Mendez, CEO da Loggi. O investimento
será destinado à expansão territorial da startup, com a criação de centros de expedições
urbanos e o aumento da malha logística, incluindo transporte aéreo. O aporte também deve
catapultar o serviço de entrega no mesmo dia para outros municípios, um desafio e tanto
para o e-commerce.ROBÔ FARMACÊUTICO
Em sua loja-conceito, na Avenida Paulista, em São Paulo, a Onofre apostou na experiência digital.
Lá, os consumidores podem fazer o checkout nos totens de autoatendimento e retirar os pedidos
online, mas o grande astro da unidade é o robô farmacêutico. O equipamento automatiza o processo
de armazenamento, separação e de distribuição de remédios. Assim, ajuda a evitar desperdícios,
monitorando a dosagem e a data de validade das medicações. A máquina leva apenas 30 segundos
para pegar o medicamento e entregar ao farmacêutico. Além disso, produz um relatório que mostra
o volume de saída de cada produto do estoque, além de possuir um refrigerador para armazenar as
medicações que necessitam de temperaturas controladas. “Na Onofre, nós analisamos quais são as
maiores dores antes de pensar a automação”, diz Elizangela Kioko, presidente da Onofre.INOVAÇÃO NA VEIA
No último ano, a 3M investiu 3,8% das vendas em pesquisa e desenvolvimento, lançou 48 novos
produtos e teve 133 concessões de patente. “A 3M realiza estudos sobre megatendências e identifica
continuamente, por meio de pesquisas, análises de dados e intensa interação com seus clientes, quais
são os problemas ou dificuldades que ela pode solucionar por meio de novos produtos ou soluções”,
explica Paulo Gandolfi, diretor de P&D da empresa. Uma das inovações são as resinas Filtek One Bulk
Fill para uso na odontopediatria. Desenvolvido pelos laboratórios da 3M nos Estados Unidos e na
Alemanha, o novo tipo de resina possibilita que pacientes pediátricos e dentistas tenham uma melhor
experiência durante o procedimento de restauração, reduzindo as etapas da intervenção e dando
mais longevidade ao produto. Outras tecnologias vêm sendo desenvolvidas em áreas como reparação
automotiva, proteção de redes elétricas em áreas de contato com vegetação e empacotamento
através de soluções via internet das coisas. “Fazemos e compramos muitas pesquisas para entender
as necessidades dos consumidores, mudanças de comportamento e expectativa. Além disso, trocamos
informações com nossos colegas de laboratórios, marketing e vendas de outros países para identificar
algo já criado que possa contribuir com a necessidade do nosso cliente no Brasil”, conta Gandolfi.PRODUTOS INTELIGENTES
Considerada a empresa mais inovadora na categoria Eletroeletrônicos, a Samsung tem como premissa
incentivar o desenvolvimento de soluções que gerem mudanças positivas na vida das pessoas. Este
ano, a companhia lançou as smart TVs QLED 8K com um processador que utiliza inteligência artificial
para melhorar a imagem. “Para realizar esse upscaling, a TV faz uma análise de cada cena em tempo
real e consulta um banco interno com mais de 8 milhões de imagens em alta e baixa resolução. Todas
elas servem como referência para preencher os pixels faltantes, independentemente do conteúdo
nativo (4K, full HD ou HD), fazendo com que detalhes e texturas sejam recriados e atinjam qualidade
próxima ao 8K”, conta Eduardo Conejo, gerente de Inovação da Samsung na América Latina. Outras
novidades foram os smartphones da linha Galaxy S9, S9+ e Note9, que trouxeram a abertura dupla das
câmeras, a linha Galaxy S10, com inovações como o carregamento da bateria por contato, e a QDrive,
lava e seca inteligente que, além de reduzir o tempo de lavagem, é integrada à plataforma de Internet
das Coisas da Samsung para garantir a conectividade da máquina.SCANNER PARA MEDICAMENTOS
Para facilitar a vida do consumidor, a rede de laboratórios Aché desenvolveu o Aché Meus
Medicamentos, um aplicativo que identifica o medicamento, sua origem, etapas de produção e
bulas originais. Disponível nas versões Android e iOS, a plataforma utiliza a câmera do smartphone
para fazer o escaneamento do produto e disponibiliza vídeos explicativos sobre o remédio. De
acordo com o Aché, a iniciativa visa apoiar o programa de rastreabilidade do Sistema Nacional de
Controle de Medicamentos (SNCM). Aprovado em 2017, o SNCM passa a valer para toda a cadeia
farmacêutica a partir de 2021 e pretende garantir a rastreabilidade dos medicamentos, evitando a
compra de remédios falsificados, roubados ou adulterados. O aplicativo grava o histórico do paciente
com horários e dias para a medicação. “É um recurso interessante para quem toma mais de um
comprimido por dia, já que o paciente pode agendar mais de um alarme e garantir a adesão correta
aos tratamentos”, comemora Fábio Fortunato, gerente de Produtos da franquia Respiratória do Aché.PET SUSTENTÁVEL
Líder em produção de resina de base renovável no mundo, a Braskem vem fazendo, desde o ano passado, testes para verificar
a possibilidade de usar o açúcar como catalisador na produção de monoetilenoglicol (MEG), um dos principais ingredientes do PET. A
iniciativa surgiu de uma parceria com a empresa dinamarquesa Haldor Topsoe, especialista em catalisadores. A previsão é de
que o PET à base de cana-de-açúcar seja lançado no mercado em 2021, mas já no ano que vem os clientes vão começar a
receber amostras para testarem em seus produtos. “A inovação na Braskem permeia todas as áreas da empresa, não sendo
exclusividade do setor de ciência e tecnologia. Ela vai desde a área de sustentabilidade, com projetos como Braskem Labs – que incentiva empreendedores a pensarem soluções socioambientais inovadoras –, até o relacionamento com o cliente”, explica Gilfranque Leite, diretor de Inovação e Tecnologia da Braskem. “Entender para onde a sociedade se move é essencial
para compreendermos para onde essas demandas evoluem e desenvolvermos estratégias para resolver os problemas que precisamos resolver”.CONSULTORA DA TELINHA
Lançada em abril do ano passado, a K, assistente digital da Sky, tem-se tornado uma consultora na indicação de programações e filmes para os clientes. Com mensagens informais e despojadas, a empresa já registrou mais de 1 milhão de conversas com ela. Três em cada dez interações buscam sugestões de programação. Disponível no app, K dá dicas de canais, envia mensagens de acordo com datas especiais e ajuda o cliente em problemas relacionados a imagem, sinal, fatura e visita técnica. A K também atua proativamente ao perguntar se ele quer ser avisado quando um determinado filme estrear nos canais da operadora, e interage em datas sazonais. Entre as mensagens simpáticas está essa aqui: “Hoje é Dia dos Namorados. Tá tudo lotado, né?! Que tal ficar em casa e curtir um filminho? Me fala o que você quer assistir que eu procuro para você”. “A gente trabalha todos os dias para elevar a nossa barra porque o cliente está sempre elevando as suas expectativas”, diz Raphael Duailibi, vice-presidente de clientes da Sky.VÁ DE PATINETE
Não faz muito tempo, parecia impensável que patinetes e bicicletas entrariam no hall de soluções para mobilidade urbana, competindo por espaço com os veículos tradicionais, como carros e motos. Mas hoje os veículos alternativos já fazem parte da paisagem de grandes cidades brasileiras. O sucesso do compartilhamento desses novos modais criou a Grow. Resultado da fusão da mexicana Grin com a brasileira Yellow, a empresa surge não apenas como uma solução para a mobilidade urbana, mas também para a redução da emissão de poluentes. Segundo o Detran-SP, o número de veículos movidos a combustíveis poluentes em todo o Estado de São Paulo ultrapassa os 30 milhões para uma população de 44 milhões de pessoas. Na capital, são mais de 8 milhões de veículos desse tipo para 12 milhões de cidadãos. Pior: entre 2009 e 2017, a malha viária no Brasil cresceu apenas 0,5%, enquanto o número
de veículos bateu crescimento de 63%. Essa realidade estende-se pelos países da América Latina, onde Grin e Yellow concentram seus
esforços. Segundo Jonathan Lewy, cofundador da Grin e presidente do conselho da Grow Mobility Inc., a oportunidade de mercado na região é enorme. “Ambas as empresas estão escalando o mais rápido possível para atender à demanda dos usuários em toda a região. Essa transação apresentou uma grande oportunidade de combinar forças e recursos para avançar mais rapidamente e atender a nossa região de origem”, revela o executivo.HUBS DE EXPERIÊNCIAS
Ao passo que as lojas virtuais tomam conta do conceito de comodidade, o varejo físico caminha em direção
à prestação de serviços. As lojas se tornaram pontos de encontro de fãs com influenciadores, centros de
assistência técnica e sedes para palestras e workshops. A Centauro acompanha esse movimento com o seu
novo modelo de loja. O objetivo da marca é ser vista pelos consumidores como um hub de esportes, um
lugar onde eles possam acompanhar a transmissão de eventos esportivos, aulas e eventos promovidos em
parceria com outras marcas. “Nós entendemos que as lojas são um centro de experiência. Passamos a ter
uma loja que quebra as barreiras entre físico e digital”, diz Artur Silva, diretor de Marketing da Centauro. A G5,
como foi nomeada a nova geração de lojas da Centauro, tem nove funcionalidades que tornam as unidades
mais ágeis e tecnológicas. Entre as novidades estão provadores inteligentes e esteiras para teste de calçados.ROBÔS NA FÁBRICA E NO ATENDIMENTO
Na Fiat Chrysler Automobiles (FCA), a busca por inovações que melhorem o processo de produção
e a experiência do cliente é cada vez maior. “Temos o desafio de ressignificar o carro do futuro.
O automóvel está se transformando em uma plataforma conectada, cada vez mais autônoma,
associada a um cliente mais digital, informado e exigente”, comenta Breno Kamei, diretor de Portfólio,
Pesquisa e Inteligência Competitiva da FCA para a América Latina. Entre as novidades está o uso de
machine learning em robôs responsáveis por soldar peças na área de funilaria. “Verificamos no Polo
Automotivo Fiat em Betim a melhoria de 37% nos índices de qualidade desse processo”, comenta
André Souza, CIO da empresa para a América Latina.O DIAGNÓSTICO DO WATSON
O uso de processamento de linguagem e machine learning é a aposta da BP — A Beneficência Portuguesa de São Paulo para melhorar o atendimento ao paciente. Para isso, ela conta com o Watson, a inteligência artificial da IBM, para mapear dados dos prontuários eletrônicos e, assim, ampliar o potencial de informações apuradas, como diagnósticos associados, proporcionando uma gama maior de indicadores que permitirão melhorias na gestão, planejamento e atendimento. De acordo com Lílian Quintal Hoffmann, diretora-executiva de Tecnologia e Operações da BP, tecnologias aplicadas à saúde são uma promessa para melhorar a área de atendimento. “Muito mais que investir em aplicativos, a transformação digital tem o potencial para difundir saúde, pois nos abre possibilidade de fazer diferente, mais e melhor. Aqui na BP, por exemplo, já estamos trabalhando para um futuro próximo como a robotização e a criação de algoritmos que abrem novos horizontes para a nossa instituição. Eles trarão melhoria no atendimento prestado, no apoio à decisão, nas informações preditivas e no ganho real para nossos pacientes”, completa.PEDIATRA SEM SAIR DE CASA
Desde 2007, a SulAmérica usa chatbots no atendimento ao cliente. A novidade é que, desde
o ano passado, com a evolução dos algoritmos, passou a disponibilizar um assistente virtual,
que diminuiu em 90% o tempo médio de resposta e aumentou para 50% o índice de resoluções
imediatas. O cliente encontra o AVI tanto no site da SulAmérica quanto no aplicativo SulAmérica
Saúde. “Conforme as novas tecnologias se tornam cada vez mais disseminadas e acessíveis
para empresas de todas as indústrias, ganharão vantagem competitiva aquelas que souberem
utilizá-las para gerar valor para o consumidor”, afirma Cristiano Barbieri, vice-presidente de
Estratégia Digital, Advanced Analytics, Inovação e TI da SulAmérica. Entre as iniciativas recentes
que merecem destaque estão o Médico em Casa, que permite agendar atendimento médico em
domicílio para crianças de até 12 anos e beneficiários a partir de 65 anos, e o recém-lançado
Médico na Tela, que dá aos responsáveis por crianças de até 12 anos a opção de solicitar uma
videochamada com pediatra para receber orientações e tirar dúvidas.ROBÔ CONCIERGE
Com mais de 4.800 hotéis e resorts em cerca de cem diferentes países e uma equipe de mais
de 250 mil pessoas, o Grupo Accor tem um grande desafio pela frente: entregar experiência aos
hóspedes. Uma das saídas foi investir em empresas disruptivas. Foram mais de 12 aquisições
de startups desde 2016; entre elas a Onefinestay, que aluga casas e vilas luxuosas em lugares
incríveis para que os hóspedes aproveitem sua estadia com conforto e com o suporte de uma
equipe de atendimento 24 horas por dia. “O Airbnb nos fez repensar em experiências mais
autênticas”, disse Maud Bailly, Chief Digital Officer do Grupo. Outra obsessão da Accor é oferecer
uma experiência diferenciada em todas as etapas da jornada. “No Pullman Vila Olímpia há um
robô que recebe o visitante, dando indicações de horários, restaurantes etc. Ele não vai substituir
o funcionário, mas pode tornar a experiência mais divertida”, conta Patrick Mendes, CEO América
do Sul da AccorHotels.INOVAÇÃO DENTRO DA CASA (DO CLIENTE)
Antes de se lançar no mercado, a Trigg fez um intenso trabalho de pesquisa. “Íamos à casa das
pessoas e ficávamos quatro horas ali para entender o dia a dia delas: como pagavam o transporte,
se tinham filho, quantas vezes por semana iam ao mercado… Tudo isso para identificar grupos
por afinidades”, afirma a cofundadora da startup, Marcela Miranda. Desde o começo das suas
operações, em 2017, a fintech tem como objetivo trazer ao mercado novas soluções de pagamento.
A Trigg cresceu no concorrido mercado de meios de pagamento ao apostar em um cartão digital
com cashback. Ela se destacou ainda como a primeira fintech a oferecer transações por meio da
carteira eletrônica da Samsung no Brasil, a Samsung Pay. “Acreditamos na inovação nos meios
de pagamentos. Todas as tecnologias ‘pay’ vão mudar rapidamente a forma como compramos”,
destaca a executiva.UNICÓRNIO NA ÁREA
Criado em 2013 pelos estudantes brasileiros de Stanford Gabriel Braga e André Penha, o QuintoAndar acaba de se
tornar um unicórnio. Para alcançar o sucesso, a startup criou um sistema em que tudo é feito de forma on-line – do
agendamento da visita à assinatura do contrato. Um robusto banco de dados também permite avaliar o risco de
inadimplência, assumindo o risco para que os locadores sempre recebam o pagamento em dia. “Temos dados que
nos permitem conhecer profundamente as regiões em que atuamos, bem como o comportamento dos potenciais
inquilinos”, explica o CEO da startup, Gabriel Braga. O QuintoAndar permite que membros da plataforma ganhem
R$ 100 mais 10% do primeiro aluguel de imóveis de terceiros quando estes são alugados. A iniciativa engaja não
só pessoas físicas, mas também imobiliárias que podem atuar na plataforma indicando imóveis de seus clientes.
“Queremos que as pessoas encontrem a casa ideal para cada momento da vida e, ao mesmo tempo, garantir que os
proprietários tenham cada vez mais liquidez na hora de alugar seus imóveis”, diz Braga.EDUCAÇÃO COM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Primeira colocada no ranking das 100 empresas mais inovadoras do País, a Stefanini criou uma universidade
corporativa digital com foco no desenvolvimento de competências comportamentais. “O aprendizado que
é adaptado individualmente com o uso da inteligência artificial e estimulado por meio de gamificações
corporativas”, diz Breno Barros, diretor Global de Inovação & Negócios Digitais da Stefanini. A partir dessa
tecnologia, a empresa também está desenvolvendo soluções que tornam o ensino digital mais acessível
a pessoas com deficiências auditiva e visual e portadores de autismo. “A novidade irá trazer recursos
com suporte a libras nos canais digitais e uso melhor de cores em imagens e vídeos que irão melhorar a
concentração destes estudantes”, comenta. A Stefanini já tem um histórico de desenvolvimento de tecnologias
disruptivas para o segmento educacional. Em 2017, desenvolveu a plataforma LIT para a escola de negócio Saint
Paul. A solução funciona como um serviço de streaming no qual o aluno adere a uma assinatura a partir de R$
129 mensais e tem acesso uma gama de serviços: 1.500 exercícios solucionados, 7 mil livros e dez programas
de MBA. Todas as informações são consultadas por meio do robô Paul – sem restrições de dia ou horário. De
acordo com a empresa, a solução deverá chegar a outros grupos educacionais brasileiros e internacionais,
mas os nomes ainda não foram divulgados. “A inteligência artificial cria uma educação individualizada (ou
adaptativa) que permite desenvolver competências técnicas e comportamentais”, conclui Barros.OLÁ, EU SOU A AURA!
O uso da tecnologia no atendimento ao consumidor não é novidade. Mas foi pensando em proporcionar
uma experiência mais otimizada ao cliente que a Vivo criou a Aura, sua assistente virtual. Mais de
cem colaboradores estão envolvidos no setor de desenvolvimento e manutenção da plataforma. “Os
consumidores têm um comportamento cada vez mais digital e querem respostas para suas necessidades,
seja para solucionar dúvidas, seja para comprar serviços, na hora em que desejarem, de forma rápida e
prática. A Aura se encaixa perfeitamente nesse contexto”, comenta Luiz Medici, VP de Dados e Inteligência
Artificial da Vivo. Com um ano de funcionamento, ela realizou mais de 50 milhões de atendimentos e está
integrada a mais de 20 diferentes canais da Vivo, como os aplicativos Meu Vivo Móvel, Meu Vivo Fixo, além
do contato via Messenger, Facebook, WhatsApp e pelo tradicional contact center. Medici reforça que o uso
da IA revolucionou o atendimento da Vivo. “A Aura traz uma nova experiência para nossos clientes, pois
ajuda o assinante a gerenciar sua vida digital em tempo real, de forma simplificada, transformando dados
em informação customizada e personalizada para cada cliente. Conseguimos ser mais contextual, simples e
diretos”, finaliza o executivo.INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL DE CHOCOLATE
Fundada em 1928, a Kopenhagen decidiu adotar um sistema baseado em
inteligência artificial para gerir melhor o seu estoque. Os franqueados com
grandes pedidos tiveram a redução de quatro a oito horas de trabalho por
semana. “No caso das lojas franqueadas, nas quais o driver do capital de
giro é altamente relevante, conseguimos alcançar uma redução de 60% a
70% nas rupturas pontuais de determinados produtos. Já nas lojas próprias,
nas quais por vezes o excesso de estoque pode gerar perdas por tempo
de prateleira, obtivemos uma redução considerável nesse indicador”, diz
Fernando Vichi, Vice-presidente de Finanças do Grupo CRM, que desde 1990
controla o Grupo no Brasil. O portfólio também aumentou e passou a incluir,
além de versões zero açúcar e zero lactose dos chocolates, cápsulas de café
de marca própria.ATENDIMENTO CENTRALIZADO
Em abril deste ano, o Carrefour apresentou a Carina, sua assistente virtual.
O bot foi desenvolvido para tirar dúvidas dos consumidores e oferecer
sugestões. A ferramenta foi criada como uma das últimas etapas do processo
de centralização da comunicação de todas as empresas do Grupo que, antes,
tinha mais de dez números de contato. Luiz Souto, diretor de Customer Service
do Carrefour, explica que o principal obstáculo para desenvolver Carina foi
comportamental. “Os desafios não são tecnológicos, nem de investimento. Os
desafios são culturais”, afirma. “Todos os níveis da companhia precisam ser
convencidos de que este é um caminho sem volta”, diz ele. A expectativa do
Carrefour é reduzir em 50% o número de atendimentos via contact center em
dois anos. Hoje, a Carina faz até 6 mil interações diárias. O objetivo é chegar a
10 mil interações diárias e assim provar que a inovação pode reduzir gastos e
otimizar processos.


+ WHOW! FESTIVAL

Na noite da inovação, Whow! e 100 Open premiam as startups de destaque em 2019
Whow! 2019 premia as mulheres mais inovadoras do ano
Whow revela as empresas mais inovadoras do País
Whow! Festival de inovação terá arte a partir da atividade cerebral