Whow! Festival de inovação terá arte a partir da atividade cerebral - WHOW

Tecnologia

Whow! Festival de inovação terá arte a partir da atividade cerebral

Engenheiro da computação e especializado em arte, Levy já atuou como consultor para empresas como Toyota, Telefônica e Nissan. Ele é um dos nomes do Whow! Festival de Inovação, que acontece no mês de julho

POR Raphael Coraccini | 17/06/2019 18h27

O brasileiro Alberto Levy já foi chamado de “evangelizador da inovação” pela revista Harvard Business Review e pelo Fórum Econômico Mundial. Em outras palavras, é uma espécie de mensageiro de novas ideias. Formado em engenharia da computação com especialização em arte, já atuou como consultor para empresas como Toyota, Telefônica e Nissan. Um dos destaques do Whow! Festival de Inovação, que acontece no mês de julho, em São Paulo, ele vai apresentar durante o evento um dos seus mais recentes projetos: o brain art. Confira abaixo a entrevista exclusiva com ele.

WHOW – QUAL O SEGREDO PARA INOVAR?
ALBERTO LEVY –
Na minha trajetória, notei que é preciso combinar a razão com a emoção. Fiz engenharia da computação, mas depois decidir fazer mestrado em arte e tecnologia. Tomei essa decisão porque entendi que as coisas que eu fazia em computação funcionavam bem, mas normalmente eram feias. Quando a estética, a arte e o design apareceram na minha vida, isso mudou. Naquele momento, entendi que uma boa ideia precisa da comunicação certa, logo programação e design eram, sim, fundamentais para a inovação. É preciso combinar a arte e a tecnologia, pois isso nos faz pensar com os dois lados do cérebro, ou seja, os lados lógico e intuitivo.

 “É preciso combinar a arte e a tecnologia, pois isso nos faz pensar com os dois lados do cérebro, ou seja, os lados lógico e intuitivo”

WHOW – DURANTE O EVENTO VOCÊ VAI APRESENTAR UMA IDEIA CHAMADA BRAIN ART. NO QUE ELA CONSISTE?
AL – Sempre tive essa inquietude com várias tecnologias. Há uns anos, comprei e hackei um eletroencefalograma. E por que eu fiz isso? A ideia era entender como funcionam as atividades cerebrais a partir de estímulos visuais e auditivos. Surgiu aí o projeto chamado brain art. Eu transformo as minhas emoções em arte e mostro tudo em um telão em tempo real. Para isso, eu coloco um eletroencefalograma portátil na cabeça e o telão exibe as minhas atividades cerebrais a partir de estímulos. É a arte que está no nosso cérebro.

WHOW – VOCÊ FALOU DA IMPORTÂNCIA DE UM PRODUTO OU UMA SOLUÇÃO BEM-DESENHADA. É POSSÍVEL RESGATAR BOAS IDEIAS QUE FORAM ESQUECIDAS?
AL – Sim. Uma boa ideia sempre pode ser resgatada. Se ela tem um conceito muito forte, isso pode ser feito por meio de várias implementações. Já uma ideia ruim pode até ter uma boa implementação e pode até vender um pouco, mas não vai ter continuidade. Nesse sentido, sempre digo que o design é o novo filósofo. Filósofos são agentes de transformações sociais e designers têm uma capacidade parecida a partir do jeito de como reproduzem a realidade por meio de uma comunicação não visual. Temos nas mãos a capacidade de transformar, de repensar e de criticar o mundo.

CLIQUE AQUI PARA COMPRAR

+INOVAÇÃO

O que é inovação disruptiva, e por que é tão importante?
Uma disrupção para cada tipo de empresa
As 17 empresas mais disruptivas do mundo

Um mercado em disrupção: o Brasil 2020 é fruto de uma auto-inovação