Wearables: o mercado em ascensão das tecnologias vestíveis - WHOW
Tecnologia

Wearables: o mercado em ascensão das tecnologias vestíveis

Bastante associados aos segmentos de saúde e fitness, os wearables são parte do universo de internet das coisas (IoT) e têm potencial de impactar todos os mercados

POR Daniel Patrick Martins | 23/09/2021 14h53 Wearables: o mercado em ascensão das tecnologias vestíveis

A tecnologia avançou tanto que hoje podemos vesti-la. No mercado, este conceito é conhecido como wearables, que significa tecnologia vestível ou simplesmente vestíveis. Este termo é empregado para classificar dispositivos móveis, tais como relógios, pulseiras, óculos, fones de ouvido ou outros aparelhos, que fiquem no corpo do usuário e o ajudem em algum sentido. Por exemplo, estamos falando desde smart watches, relógios inteligentes que funcionam praticamente como um smartphone, até pulseiras que apenas medem a frequência cardíaca de quem usa.

Com os avanços tecnológicos na área, este tipo de dispositivo está cada vez mais acessível aos consumidores. Estes aparelhos monitoram os sinais vitais, a qualidade do sono, contabilizam os passos dados no dia, informam as calorias perdidas – tudo com conexão à internet. Este mercado, somente no primeiro trimestre do ano passado, teve aumento de 21,1% em vendas, segundo dados do estudo IDC Tracker Brazil Wearables Q2 2020, realizado pela consultoria IDC Brasil.

Os wearables são exemplos práticos da utilização da internet das coisas (IoT), revolução tecnológica que permite a junção do mundo físico com o digital, trazendo mais inteligência artificial e conectividade, principalmente para o setor de saúde e medicina. Inclusive, o wearable mais usado no mercado é o smartwatch (relógio inteligente), que corresponderá até 70% de toda tecnologia vestível ao redor do mundo, de acordo com pesquisa da IDC.

“Estamos vivendo uma era de conversão digital. A pandemia acelerou a presença da tecnologia em nossa rotina, e mais pessoas estão percebendo como ela pode ser utilizada não somente para o trabalho. Os wearables, por exemplo, estão sendo percebidos como um dispositivo que pode trazer grandes benefícios ao dia a dia das pessoas”, reflete Renato Meireles, analista de pesquisa e consultoria em Consumer Devices da IDC Brasil ao portal Tele Síntese.

Porém, há um dado curioso, e que pode ser explorado por empreendedores, pois na indústria da moda, esta tecnologia permanece inexplorada. Ou seja, os vestíveis ainda estão restritos a acessórios utilitários, e não há muitas opções de roupas com tecnologia embarcada. E, segundo pesquisa da Accenture, há potencial para este mercado: 52% dos consumidores têm interesse no wearables fitness, 46% em óculos inteligentes e 15% querem experiência de usar sensores inteligentes na roupa que vestem.

Existem algumas barreiras para a indústria, como a própria experiência de uso dos dispositivos. Por exemplo, os óculos inteligentes de realidade aumentada (AR) ainda não têm uma boa relação entre custo, funcionalidade, conforto e design. Há também um fator de educação do consumidor, já que hoje ainda há um estranhamento em ver alguém usando um par de óculos tecnológico, por exemplo. Por último, há um outro desafio do setor, principalmente em países menos desenvolvidos, que é a conectividade, já que os wearables dependem da conexão à internet para funcionarem.

Este mercado, claro, está muito associado às grandes empresas desenvolvedoras de hardware. No entanto, há também oportunidades de criar negócios, especialmente aplicações digitais, que possam rodar nos sistemas operacionais de wearables. Por exemplo, um empreendedor da área de saúde pode utilizar um smartwatch para medir os batimentos do seu cliente, e assim ter mais dados que possam ajudar no tratamento para um problema no coração. Uma outra alternativa é identificar esta tendência e empreender com distribuição dos wearables, seja por meio de uma loja física, seja nos canais digitais. Em suma, é necessário estar ligado às tendências de mercado para se antecipar à concorrência e aproveitar as oportunidades de negócio.