Você sabe o que faz um CHO – Chief Happiness Officer? - WHOW
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Você sabe o que faz um CHO – Chief Happiness Officer?

Para entender a função, relativamente nova no ambiente corporativo, o Whow! conversou com a fundadora da Reconnect – Happiness at Work

POR Adriana Fonseca | 17/09/2020 13h03

Recentemente surgiu um novo cargo no alto escalão das empresas, é o Chief Happiness Officer, ou CHO, na sigla utilizada no meio corporativo. Em uma tradução livre, é algo como diretor de felicidade. Mas, afinal, o que isso significa? O que esse profissional faz dentro do escritório?

Para entender melhor a função, o Whow! conversou com a Renata Rivetti, que uma das novas CHOs no mercado. Formada em administração de empresas e com especialização em psicologia positiva, ela trabalhou como executiva de marketing por mais de uma década em grandes empresas e em 2017 decidiu fazer uma mudança de carreira, se especializando em felicidade corporativa. Hoje, é fundadora e diretora da Reconnect – Happiness at Work.

Em essência, o que faz um Chief Happiness Officer?

Segundo Renata o papel de um Chief Happiness Officer é criar um plano de felicidade organizacional, como foco em “medir a felicidade, rever a cultura e o propósito da empresa, engajar a liderança, comunicar e disseminar o tema na empresa, implantar o plano e acompanhar os resultados e manter o tema sempre vivo.”

Ela ainda desmistifica que a felicidade corporativa vai além de garantir ações que trabalhem a satisfação, como salário, um ambiente cool, frutas no andar, programas de bem-estar, festas no final do ano. “Sem isso há, sim, insatisfação, mas com essas ações o resultado é neutro. Então, é preciso trabalhar também em dois aspectos que trazem sentido e significado para o colaborador: resultados e relações”, descreve. “É preciso que o colaborador tenha um trabalho que o motive e o desafie, mas esteja dentro da sua capacidade. E é preciso que os colaboradores se sintam conectados, que a liderança seja positiva, que a pessoa sinta que contribui para a equipe.”

Relevância no ambiente corporativo

A executiva aponta que o cenário atual traz insegurança, ansiedade e altos índices de burnout. Uma pesquisa da FGV aponta que 30% das empresas pretendem manter o home office. Outra pesquisa da WeSeek, empresa de recrutamento digital, com cerca de 1.000 colaboradores de RH de pequenas a grandes empresas, apresentou que 60% deles estão preocupados com saúde emocional e bem-estar dos colaboradores para recuperação no cenário atual. “Por isso é de extrema importância trabalhar com as pessoas que ficaram, entender como liderar à distância, fazer plano de volta presencial que traga segurança, aproveitar este momento para rever cultura e valores”, explica.

“Estamos em um momento do mundo que as pessoas valorizam empresas que são preocupadas socialmente. As empresas têm uma oportunidade de mostrar que se importam com seus colaboradores, e isso é essencial em um cenário tão incerto como o atual.”

Renata Rivetti, fundadora da Reconnect – Happiness at Work

O especialista em felicidade corporativa da universidade Harvard, Shawn Achor, é mencionado pela fundadora da Reconnect – Happiness at Work, por conta do seu livro, no qual revela que a felicidade leva ao sucesso em praticamente todos os âmbitos de nossa vida. “O que Shawn Achor nos fala é que ‘você não precisa de sucesso para ser feliz, mas precisa ser feliz para ter sucesso'”, conta.

Mudança de carreira 

Renata trabalhou por cerca de 16 anos na área de marketing e se sentia muito feliz com os reconhecimentos e benefícios, no entanto ainda se sentia incompleta, achando que eu tinha um propósito diferente. Então, ela foi estudar psicologia positiva e desenvolvimento de pessoas em curso dentro e fora do Brasil, como Happiness at Work de Berkeley, e o Search Inside Yourself, do Google. Com isso, foi possível que ela atuasse junto a  empresas para que olhem os colaboradores como seu maior ativo. E nessa busca surgiu a parceria com a Happiness Business School, líder em Portugal no tema felicidade corporativa.


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