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Tecnologia

Você sabe o que é o RH 3.0?

A experiência do funcionário é fundamental, assim como o uso de dados, processos para mensuração de desempenho e requalificação

POR Adriana Fonseca | 23/11/2020 18h30

As empresas estão implementando novas tecnologias em escala para fazer uso dos enormes volumes de dados produzidos e capturados via Internet das Coisas. Particularmente, a inteligência artificial e a automação estão sendo usadas para construir novas plataformas de negócios e reestruturar o fluxo de trabalho. E isso já vem de alguns anos e, mais recentemente, a pandemia global acelerou tudo drasticamente, incluindo uma mudança sem precedentes no local de trabalho.

No centro de todas essas mudanças estão as pessoas encarregadas de implementá-las e as pessoas direta ou indiretamente afetadas por elas. E, com a diminuição do contato humano causado pela crise sanitária, as empresas devem agora se tornar inerentemente humanizadas, construir engajamento com funcionários remotos, fomentar a confiança em tempos de incerteza e cultivar uma força de trabalho resiliente capaz de enfrentar o futuro, seja ele qual for.

Isso é o que está sendo chamado de RH 3.0.

Entenda o RH 3.0

Um estudo recente da IBM, intitulado “Acelerando a jornada  ao RH 3.0”, sobre o tema mostra que a reinvenção radical dos recursos humanos é crítica para as organizações. Parece que os gestores já sabem disso, porque mais de dois terços dos executivos entrevistados para o relatório disseram que a função de RH está pronta para uma ruptura. 

As melhores empresas do mundo — aquelas que superam todas as outras em lucratividade, aumento de receita e inovação — estão extremamente confiantes na necessidade de reinventar a área de recursos humanos.

Oito vezes mais executivos de RH dessas empresas disseram já estar causando a ruptura em suas organizações, em comparação com outras.

Com as entrevistas, o levantamento identificou um consenso sobre cinco características comuns que sustentam o RH 3.0:

  • Design centrado na experiência e profundamente personalizado;
  • Habilidades colocadas no centro da empresa;
  • Tomada de decisão baseada em dados com tecnologia de IA;
  • Práticas ágeis para velocidade e capacidade de resposta; e
  • Transparência consistente para preservar a confiança e reduzir o risco de reputação.

Segundo o estudo, a experiência do funcionário é fundamental no próximo passo do setor, pois é o que ajuda a impulsionar a transformação geral da empresa. A função da área de RH se torna mais automatizada e orientada por IA, mais centrada em dados, mais consultiva e mais ágil do que antes. 

Tendência ou realidade?

O RH 3.0, no entanto, é mais tendência do que uma realidade de fato. Apenas 30% das empresas disseram que estão vivendo alguns dos princípios na atualidade, e apenas uma em cada dez está liderando em todos os cinco.

  1. Medir a performance do funcionário continuamente e de forma transparente;
  2. Investir no novo papel da liderança, que requer novas habilidades e comportamentos, prevendo líderes fortes em analytics e investindo em seu desenvolvimento;
  3. Construir e aplicar competências em metodologia ágil e design thinking;
  4. Remunerar por desempenho – e habilidades – de uma forma justa e transparente;
  5. Construir continuamente competências no fluxo do trabalho;
  6. Desenhar experiências intencionais para os funcionários;
  7. Modernizar o portfólio de tecnologia de RH;
  8. Aplicar insights direcionados por dados;
  9. Reorientar e requalificar os business partners do RH;
  10. Procurar talentos estrategicamente.

fonte IBM


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