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Você sabe o que é a carga beta na tecnologia?

Lidar com a “carga beta”, que inclui mudança e pioneirismo, é um desafio para os líderes de alto escalão, mas traz vantagens competitivas

POR Adriana Fonseca | 10/09/2020 12h00 Foto: Unsplash Foto: Unsplash

Na era digital em que vivemos, as pessoas estão usando a tecnologia mais do que nunca. De acordo com a pesquisa Technology Vision Consumer, da consultoria global Accenture, 52% dos consumidores dizem que a tecnologia desempenha um papel proeminente ou está enraizada em quase todos os aspectos de suas vidas diárias. Na verdade, 19% relatam que a tecnologia está tão interligada com suas vidas que a veem como uma extensão de si mesmos. Globalmente, as pessoas passam, em média, 6,4 horas on-line diariamente. Nesse cenário, onde tudo está conectado, ganha terreno a internet das coisas (IoT), que deve crescer para 75,44 bilhões de dispositivos conectados até 2025, com um valor de mercado projetado de US$ 1,1 trilhão até 2026, segundo dados levantados pela consultoria.

Evolução tecnológica com foco no cliente

tecnologia Segundo a Accenture, a IoT deve crescer para 75,44 bilhões de dispositivos conectados até 2025, com um valor de mercado projetado de US$ 1,1 trilhão até 2026. Foto Pete Linforth: Pixabay

Para aproveitar a oportunidade que se desdobra a partir disso, as empresas precisam enfrentar o que a Accenture chama de “carga beta”, e as consequências indesejadas que ocorrem quando produtos inteligentes e as experiências que eles contêm estão em constante mudança. Isso quer dizer que as empresas podem (e devem) mudar a funcionalidade de produtos inteligentes e reconfigurá-los ao longo do tempo, mas, ao mesmo tempo, precisam garantir que a experiência do cliente permaneça consistente e com suporte durante todas essas mudanças. “Os clientes não esperam nada menos que isso”, pontua o estudo da consultoria.

Navegar nesse conflito tecnológico é um desafio importante para os líderes de alto escalão na próxima década. O que a consultoria alerta é que, até agora, as empresas têm se beneficiado amplamente ao seguir um roteiro de tecnologia estabelecido pelos pioneiros digitais. Só que a tecnologia digital está evoluindo de uma vantagem para uma expectativa básica e, com isso, as melhores práticas de ontem estão se transformando nas deficiências de hoje. “As empresas devem oferecer experiências mais focadas no ser humano, de acordo com o que as pessoas esperam”, diz o estudo.

Enfrentar essa “carga beta”, que envolve mudança e pioneirismo, ainda que traga consequências desafiadoras, traz vantagens para o negócio. Ao responderem as demandas e expectativas do consumidor em tempo real, as empresas se tornam verdadeiras parceiras de seus clientes e o valor do produto, então, cresce. O cuidado a se tomar é que, na enxurrada de atualizações e mudanças constantes, os clientes podem ficar para trás e frustrados. 

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Como superar a “carga beta”

A recomendação da Accenture para empresas pioneiras é que elas reconsiderem como toda a organização desenvolve novas ideias, faz as entregas e apoia os resultados. O caminho passa, então, por processos mais flexíveis e aspectos como as interfaces de programação de aplicativos (APIs), que permitem às empresas evoluírem com o tempo.

Para superar a “carga beta”, as empresas precisam levar essa mentalidade para todas as áreas da organização, desde vendas até suporte ao cliente, desenvolvimento, design, entre outros. Isso, diz a consultoria, ajuda a garantir transições suaves de uma geração de produtos inteligentes para a próxima.

O caminho da inovação a ser seguido pode ser guiado pelas expectativas das pessoas, mas não há um roteiro único. “O sucesso da próxima geração de produtos e serviços dependerá da capacidade das empresas de elevar a experiência humana, adaptando-se ao mundo que criaram”, aponta a consultoria.


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