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Você já pensou na inovação lenta?

Ser rápido demais ao inovar pode ser um problema. Uma empresa especializada em inovação aponta para a atenção ao timing de uma novidade

POR Redação Whow! | 08/04/2021 13h51 Você já pensou na inovação lenta? Imagem: Eunice Lituanas (Unsplash)

A agilidade e rápido crescimento têm se tornado quase sinônimos da inovação, seja por conta da aplicação demetodologias ágeis nas empresas ou pela necessidade das mesmas apresentarem novos produtos e serviços em um curto espaço de tempo e assim ganharem outros mercados ou maior participação no que já atuam.

Mas e se fosse aplicada uma inovação lenta? Será que esta seria tão inovadora e eficaz?

A empresa de estratégia de inovação de design de negócio Board of Innovation, localizada na Bélgica, questiona o motivo pelo qual a sociedade avalia  o mais veloz como o melhor. E apesar da sua necessidade, ela, a velocidade, não é a única forma de inovar, segundo a companhia.

Ela aborda que lançar uma novidade de forma ágil, talvez infrinja o ponto de a sociedade ainda não estar preparada para ela. E esta análise também tem sido comum na tomada de decisão de fundos de venture capital ao avaliar a possibilidade de investimento em uma startup. Um exemplo citado pela Board of Innovation é de carros elétricos lançados no meio da década de 90, quando ainda não existia a infraestrutura total para que eles rodassem.

Movimento da inovação lenta

Para o contraponto, a Apple é usada como exemplo de uma empresa que cresceu e sempre foi vista como inovadora, mas que na realidade focou em aperfeiçoar os seu produtos e serviços lançando novas versões e atualizações em vez de buscar incessantemente pela disrupção.

A empresa belga destaca dois momentos distintos. Ao inovar, onde no estágio da inovação, ou criação, o ideal, segundo a empresa, seria usar mais tempo para realizar um briefing, pesquisar e até mesmo criar a solução para o problema que se quer solucionar. E em na segunda parte, para executar o que foi desenvolvidos, a agilidade volta a ter o seu valor nos quesitos de montar a solução, testá-la, enviá-la ao mercado e escalar a sua produção.

E isso é chamado pela Board of Innovation de “se apressar de forma devagar”.

Como dica para desenvolver esta mentalidade, a empresa indica que se equilibre o pensamento da intuição e o pensamento da lógica, análise e rigor. Dessa forma, a probabilidade será menor de agir de forma reativa ou emocional para novas inovações.

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