Você comeria alimentos à base de insetos? - WHOW

Consumo

Você comeria alimentos à base de insetos?

Saiba como a inovação pode acabar levando alimentos à base de insetos para as refeições de todo o mundo

POR Carolina Cozer | 30/11/2020 19h23 Foto: MIKHAIL VASILYEV (Unsplash) Foto: MIKHAIL VASILYEV (Unsplash)

Já pensou em comer um hambúrguer ou uma farofa à base de besouros ou gafanhotos? Pois saiba que a Organização das Nações Unidas (ONU) listou os insetos como uma das possíveis soluções para erradicar a fome e reduzir a emissão global de CO2 ― o gado criado para abate é responsável por cerca de 20% das emissões de CO2 em todo o planeta.

As startups, claro, já estão na corrida para desenvolver inovações dentro desse segmento, que o PitchBook classifica como “um espaço emergente e de crescimento veloz”.

De acordo com um relatório de 2020 do banco britânico Barclays, a indústria de comidas à base de insetos pode valer US$ 8 bilhões em 2030.

Os insetos apropriados para o consumo humano incluem besouros, larvas e lagartas, formigas, gafanhotos e outros. São apontados como uma alternativa sustentável para a produção de gado, que requer muito mais água, comida e terra para serem mantidos. Os insetos, por outro lado, não dependem de muita água, podem ser cultivados com resíduos orgânicos e requerem pouca metragem quadrada para serem cultivados, segundo observa o PitchBook.

Baixa pegada hídrica ✓

Emissões de gases de efeito estufa extremamente baixas ✓

Agricultura eficiente e com desperdício zero ✓

Alto teor de nutrientes e aminoácidos ✓

Sem gordura saturada ou colesterol ✓

Baixo custo ✓

Pode ser uma resposta à crise alimentar ✓

É mais ecológica do que a pecuária ✓

Requerem pouco espaço de cultivo ✓

Insetos Alimentos à base de insetos podem ser uma resposta à crise mundial da fome e ao aquecimento global. Foto: Joshua Hoehne (Unsplash)

Startups e empresas do ramo

A Ÿnsect é uma empresa francesa criada em 2011 e hoje líder mundial na criação de rações comestíveis à base de insetos ― para pets, para fertilizar plantas, para insumos agrícolas e até mesmo para humanos.

A empresa já ganhou dezenas de prêmios em todo o mundo pelos seus esforços em reduzir a pegada de carbono no mundo. A Ÿnsect já levantou mais de US$ 425 milhões em aportes.

A Hargol FoodTech é uma startup de Israel que desenvolve proteínas alimentares à base de gafanhotos. Segundo o PitchBook, a startup desenvolveu protocolos e tecnologias específicas para o cultivo de quantidades comerciais de gafanhotos como uma alternativa saudável e sustentável de proteína para a indústria de alimentos. 

O produto desenvolvido pela empresa é uma proteína em pó de alto potencial proteico, funcionando como suplementação para a substituição da proteína da carne de vaca. 

A empresa já levantou mais de US$ 5 milhões em financiamentos.


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