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Vida Loka Podcast #67 – Daniel Scott e o que ninguém te ensina sobre empreender

Você já parou para pensar nos conselhos tradicionais quando alguém procura dicas de empreendedores? Com Daniel Scott você verá tudo a respeito do assunto. No episódio #67 conversamos com Daniel Scott, fundador da HyperXP, trazendo dicas e insights sobre o mundo do empreendedorismo. Todas as dicas são verdadeiros achados, então senta aí que é hora […]

POR Johnny Telles | 16/05/2022 16h58 Vida Loka Podcast #67 – Daniel Scott e o que ninguém te ensina sobre empreender

Você já parou para pensar nos conselhos tradicionais quando alguém procura dicas de empreendedores? Com Daniel Scott você verá tudo a respeito do assunto.

No episódio #67 conversamos com Daniel Scott, fundador da HyperXP, trazendo dicas e insights sobre o mundo do empreendedorismo.

Todas as dicas são verdadeiros achados, então senta aí que é hora de saber tudo que ninguém te ensina sobre empreender!

Quem é Daniel Scott?

Formado em economia pela PUC do Rio de Janeiro, Daniel Scott é mestre pela FGV, também do Rio, em administração. Além disso, possui uma pós-graduação em empreendedorismo pela Escola Superior de Comércio de Paris.

Daniel Scott é fundador da empresa HyperXP, escola de negócios que atua diretamente com marketing, como uma consultoria para pequenas e médias empresas. Assim, criada em 2018, a HyperXP ganhou o mundo e já passou por 30 países.

Dentro dessa expansão, Daniel Scott já formou mais de oito mil empresários com o corporativismo, focando da educação.

O surgimento da HyperXP veio quando ele deixou uma startup para voltar a prestar consultorias para outras empresas. Ao explicar sobre a sua metodologia, fica claro o foco dado à educação acima de qualquer estratégia.

Na empresa, ocorre uma grande variedade de clientes e mercados. Hoje em dia, os produtos principais ofertados são as imersões e os cursos de gerenciamento e marketing.

Para a imersão, Daniel Scott explica que se trata de algo intensivo com dois dias de duração, onde mentores realizam a parte de conteúdo. Além disso, são realizadas outras dinâmicas entre os empresários no treinamento.

A educação do cliente como estratégia

“Para você vender um serviço, você tem um processo que é educar o cliente e executar o serviço”, afirma Daniel Scott.

A grande filosofia de atuação de Daniel Scott é entender que o cliente primeiro precisa ser educado sobre o seu serviço, antes de executar uma captação para compra. Por exemplo, ofertar cursos e mentorias online como porta de entrada.

Normalmente a ideia é trabalhar com o conceito de ter um experimento do seu serviço por um valor razoável. Nesse caso, tanto o cliente ganha pelo conhecimento quanto sua empresa consegue um bom marketing.

Inevitavelmente, se a experiência é positiva, a chance desse mesmo cliente voltar a fazer negócio com a sua empresa é muito maior. Além disso, é possível fazer a educação do lead de forma que ele consiga perceber dores que até então não eram trabalhadas.

A ideia de ofertar uma porta de entrada é uma das melhores formas de captação de leads hoje em dia. Afinal, o nível de exigência é maior para fechar uma contratação efetiva, e é isso que Daniel Scott traz para a própria empresa.

Vendas B2B e o desapego do CNPJ

Quando se vende um serviço para outra empresa, inevitavelmente se imagina o CNPJ por trás. Entretanto, precisamos entender que estamos falando de um CPF, como qualquer outro cliente.

Pensando nisso, quando se vai vender algo para uma empresa, o ideal é tratar diretamente com as vantagens e benefícios para aquele colaborador específico. Por exemplo, realizar esse tipo de serviço gera uma promoção? Um networking? Um aumento?

Apesar de tudo funcionar como se fosse parte de um plano empresarial, no fundo, são vários CPFs que buscam oportunidades de carreira. Assim, antes mesmo dos ganhos financeiros, é necessário estabelecer esse plano de ação para os próprios colaboradores se sentirem engajados.

Todo pensamento estratégico dentro de uma empresa ocorre a curto prazo. Afinal, ninguém sabe como o mercado vai estar daqui a pouco tempo, Daniel Scott falou muito sobre essa necessidade de entender que aquele cliente é, nada menos do que um CPF.

Por conta disso, ter em mente que as empresas buscam esse bônus e benefício agora, você entende que se trata de interesses pessoais acima dos profissionais.

Vender gestão é desafiador

Se você sair agora em uma empresa e perguntar se ela prefere resultados de curto ou longo prazo, eu imagino que já saiba a resposta.

Esse pensamento chega principalmente quando falamos do mercado de consultoria e, mais ainda, quando comparamos com o mercado digital. Hoje em dia, é impossível não comparar mercados com o de tecnologia, por motivos evidentes.

Vender uma solução digital hoje é vender facilidade, agilidade e rapidez. Assim, de acordo com Daniel Scott, vender gestão é uma tarefa muito mais difícil, exatamente por essa necessidade a longo prazo.

Gestão não é feita do dia para a noite, os negócios precisam correr e nada pode ser feito sem algumas aprovações burocráticas. Por isso, é mais difícil vender esse modelo de consultoria para empresas, dado que a maioria busca resultados para a semana que vem.

Crescer não combina com rodas convencionais de networking

É natural que durante um negócio, as empresas busquem outras empresas semelhantes para troca de experiências e entendimento de mercado. Mas será mesmo que esse é o melhor modelo?

Para Daniel Scott, estar inserido no mercado multifacetado é muito mais vantajoso do que se prender a algo nichado. Por exemplo, pensar na Magazine Luiza como ecommerce, hoje em dia, é fechar os olhos para o que de fato a empresa se tornou.

Outros cases famosos citados são das empresas Google e Netflix, gigantes mundiais que utilizam o sistema de AWS da Amazon, outra gigante. Ou seja, se grandes empresas reconhecem os espaços de mercados diversos, por qual motivo você vai manter sua empresa com um olhar travado na mesma direção?

O contato com outras áreas consegue expandir as ideias, além de aumentar seu poder de networking e facilitar implementação de melhorias na empresa.

Ao optar pelo nicho, as pessoas pensam principalmente que só podem falar com quem sabe do que você está falando. Entretanto, “a diferenciação ocorre quando você pensa em algo que ninguém pensou“.

A diversidade de temas pode ampliar principalmente para sua empresa conseguir se destacar no mercado. Hoje em dia, muitas empresas apenas copiam o que já é feito e se perguntam o motivo de não estarem se diferenciando.

Não existe ideia de um milhão de reais, existe implementação de um milhão de reais“, diz Daniel Scott. É nesse momento que fica evidente que, por mais que sua ideia seja incrível para o seu nicho, às vezes ela implementada é apenas mais do mesmo. Por isso, ter essa interdisciplinaridade de assuntos é fundamental.

A atração de clientes

Hoje em dia, a melhor maneira para aquisição de clientes é pensar na fidelidade e recorrência. Ou seja, mais do que investir um alto valor para captar novos clientes é focar em fazer aqueles que chegam se fidelizarem.

Um exemplo clássico são os produtos de assinatura, já que é aqui onde o cliente traz um retorno constante e mensal. Com isso, às vezes o número de clientes pode ser, na verdade, uma corda bamba.

Qual a maior barreira para quem quer nascer no mercado?

Para quem inicia no mercado, a maior barreira acaba sendo o medo de não fazer dar certo. Assim, por mais que a ideia seja ótima e gere resultados, a empresa passa meses sem ser aberta por medo de não obter retorno.

No entanto, não ter esse primeiro passo impacta o restante do processo.

Posteriormente a esse ponto inicial, o foco deveria ser sempre em marketing, em mostrar sua empresa no mundo. Além disso, a gestão da empresa não precisa ser o foco inicial, e sim o primeiro passo.

Com essa estratégia em mente, um empreendedor iniciante consegue trazer a empresa para a visão dos clientes e, posteriormente, se organizar internamente. Com isso, a gestão de processos precisa funcionar em conjunto com a gestão de marketing.

É claro que todo mundo vai ter medo do não dar certo e do dinheiro investido ser jogado fora. Porém, quanto mais demorar a se lançar no mercado, menor vai ser sua atuação direta com o jogo iniciado.

Diferenciação no mercado

Se você vai iniciar um projeto que não tem diferença alguma para outros projetos do ramo, é melhor nem começar. Afinal, o que exatamente vai fazer um cliente ir até você e não até o concorrente?

Quando falamos de diferenciação, nem sempre diz respeito ao produto em si, mas tudo que envolve sua compra e venda. Por exemplo, inovar na logística, inovar na forma de vender, inovar nos canais, etc.

É claro que fazer o que os outros fazem é mais fácil, afinal, funciona. Mas se sua ideia é concorrer de frente, você precisa fazer mais. E nesse caso, precisa ser algo capaz de agregar na vida do seu cliente a ponto dele se fidelizar e manter o tempo de casa como o esperado.

Canal de distribuição

Falando em inovação, pensar nos canais de distribuição que sua empresa usa hoje pode ser um grande diferencial competitivo. Para isso, vamos a um exemplo prático citado na nossa conversa de hoje com o Daniel Scott e os insights apresentados.

Hoje em dia, existem diversos marketplaces:

  • Americanas;
  • Magazine Luiza;
  • Amazon;
  • Submarino;
  • Etc.

Entretanto, o Mercado Livre vem crescendo de maneira exponencial nos últimos meses. O motivo? Investiu em canal de distribuição e em logística.

Hoje, nenhuma dessas outras empresas citadas oferece uma entrega no mesmo dia ou para o dia seguinte. Além disso, ainda que uma delas implemente amanhã, vai ser sempre lembrado como algo iniciado pelo Mercado Livre.

Ou seja, apesar de ser “o mesmo” ramo das demais, existe diferenciação e um foco no canal de distribuição. Com o mundo cada vez mais tecnológico, investir em canais de distribuição é uma grande virada de chave para o seu negócio.

Curtiu nosso episódio? Você pode conhecer mais sobre o trabalho do Daniel Scott pelas redes sociais, todas com @odanielscott!

Te espero no próximo episódio, valeu por ter chegado até aqui!