UX Writing: entenda o seu papel na jornada do cliente e o que faz o profissional da área - WHOW

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UX Writing: entenda o seu papel na jornada do cliente e o que faz o profissional da área

Edvaldo Junior, é UX writer da Zup Innovation e conta ao Whow! a importância desse profissional para o sucesso do cliente

POR Adriana Fonseca | 30/11/2020 18h44 Imagem: Pexels Imagem: Pexels

Uma rápida busca na aba de empregos do LinkedIn, incluindo a palavra UX Writer, traz mais de 70 ofertas de vagas no Brasil. Quando mudamos para os Estados Unidos, as opções passam de 900. Afinal, o que faz o UX Writer, nomenclatura que se une a outras como UX, UI e CX, sobre as quais já falamos aqui no Whow!.

Para entender melhor o que faz a atuação em UX writing deste profissional, conversamos com um deles, Edvaldo Junior, que atua nesta cargo da Zup Innovation, empresa de tecnologia e soluções digitais.

Acompanhe a entrevista.

Desafios e competências no UX Writing

Whow!:Como você começou a trabalhar com UX writing? Foi uma carreira que você planejou ou entrou nessa função sem que houvesse planejado?
Edvaldo Júnior: Sou jornalista formado desde 2011. Até ingressar na carreira digital, fui assessor de imprensa na Mercedes-Benz do Brasil durante cinco anos. Na metade de 2018, fui convidado para uma oportunidade na Zup, empresa de tecnologia, para trabalhar como UX Writer. Fiquei muito pensativa à época, porém resolvi aceitar o desafio, pois percebi que era um mercado novo e tinha tudo para expandir. A maioria das empresas vai precisar de um aplicativo e a tecnologia já é uma realidade forte no mercado.

Desde agosto de 2018, trabalho com UX writing e desse período, até 30 de junho de 2020, eu trabalhei dentro do banco Santander e há cinco meses faço parte do time de design de produtos da Zup. Criar a estratégia de conteúdo digital é o desafio diário do profissional de UX Writer.

W!: Que competências técnicas e comportamentais você acha importante para quem quer trabalhar como UX Writer?
EJ: Acredito que o profissional precisa sempre ter a estratégia de escrever para todos os públicos, ou seja, para o usuário que já conhece aquele determinado produto ou para quem está navegando pela primeira vez.

Quando eu sinto que o usuário pode ficar com dúvida em uma determinada fase do fluxo do meu projeto, eu acrescento um campo com mais informações, ex.: Saiba Mais ou (i). Assim, basta o usuário tocar em um dos itens acima para obter mais esclarecimento sobre aquela determinada jornada.

E jamais escrever o “juridiquês”, “banquês” ou “engenharês”. Dependendo da situação, escrevo em uma linguagem mais coloquial possível. Converse com o seu usuário e não escreva palavras difíceis, que possam atravancar a sua continuação e fazê-lo sair da jornada.

W!: Como você vê o mercado hoje para a função de UX Writer? Está realmente aquecido?
EJ: Com mais de dois anos de experiência em UX Writing, percebo uma movimentação cada vez maior nesse mercado, com muito mais oportunidades para o UX Writer no Linkedin, por exemplo. As empresas perceberam a extrema importância de contar com um profissional que pensará em toda estratégia de conteúdo. Eu brinco que é uma união o profissional de UX Writer e o UI (User Interface).

Imagina no aplicativo você ter um design lindo, porém um texto que o usuário não compreende o que fazer, como também é uma péssima experiência o texto estar claro, porém a interface ser ruim. Eu fui o primeiro UX Writer da Zup. Hoje em dia, somos em cinco. E até o final do ano que vem acredito que estaremos mais que o dobro desse número de profissionais na empresa.

W!:Como é o cotidiano de quem atua com UX writing?
EJ: É responsável por todo o conteúdo digital. Se for um app, por exemplo, o profissional pensará desde o momento da tela de login até a tela de sucesso, passando pelas mensagens de erro e toda experiência que o usuário pode ter durante a jornada.

Após criar os textos e realizar testes de usabilidade, o que pode ser compreensível para você, talvez não fique claro para seu usuário. Na dúvida, teste.

O UW Writer interage com times multidisciplinares, apresentando e discutindo ideias e propostas, e contribui para a construção do Design System e Tom de Voz da empresa.

W!: O que você faz no seu dia a dia para tornar os produtos mais acessíveis? O que é possível fazer?
EJ: Desde o momento que iniciei a carreira como UX Writer, percebi o quanto é importante realizar o famoso teste de usabilidade. O que adianta ficar muito claro como realizar aquela determinada ação, se quando chegava a vez de o usuário fazer de fato, a pessoa não conseguia? Então, identificando esse cenário, eu tento testar todos os meus projetos. Quem falará para mim se ficou bom o conteúdo será o meu público.

Com o teste de usabilidade, identifico qual palavra está ruim, qual eu posso trocar, se o usuário compreendeu toda jornada, etc. Outro teste que é acessível é o A/B. Certa vez, estava em dúvida se eu escrevia “adquirir” ou “comprar” em uma tela de cartão de crédito. O pessoal de produto gostaria que fosse a primeira opção, já a minha opinião era contrária. Parti para o A/B. A adesão foi muito maior em comprar. Isso é coloquial e mais fácil de entender. O comprar já está no automático. A palavra adquirir o usuário pode demorar um tempo para compreender.


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