Uso de inteligência artificial leva app de exercício a receber aporte milionário - WHOW
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Uso de inteligência artificial leva app de exercício a receber aporte milionário

Startup com sede na Alemanha conquistou investimento de US$ 25 milhões e vê Brasil como mercado potencial. Confira na entrevista do Whow!

POR Adriana Fonseca | 06/10/2020 12h05 Uso de inteligência artificial leva app de exercício a receber aporte milionário Arte Grupo Padrão (Tainara Ricaldes)

O Freeletics, que tem sede em Munique, na Alemanha, se autointitula como o aplicativo líder em exercícios físicos e estilo de vida com uso de inteligência artificial. Difícil precisar essa informação, mas Daniel Sobhani, CEO da startup, disse ao Whow! que usa a palavra “líder” porque a empresa de bem-estar cresceu exponencialmente de várias maneiras.

“Como uma startup ‘bootstrapped’ – que utiliza recursos próprios – a empresa obtém lucros desde o primeiro dia, sem qualquer financiamento externo. Hoje, temos usuários em mais de 175 países e números líderes do setor em nosso envolvimento de usuários, base de assinantes e crescimento de receita.”  Em comparação o Gympass descreve que, atualmente, opera em 13 países.

As informações citadas por Daniel não param por aí. 

“Nos últimos 18 meses, especificamente, dobramos nossa base de assinantes pagantes para mais de 600.000 – uma referência real nesse setor quando comparada aos concorrentes. Além disso, vimos um crescimento forte e consistente de usuários ao longo dos anos. Só este ano, já tivemos mais de 11 milhões de novas pessoas registradas, atingindo 51 milhões de usuários em todo o mundo”, diz o CEO da startup de bem-estar. No Brasil, o aplicativo tem mais de três milhões de usuários registrados. De acordo com a plataforma Crunchbase, o app tem pouco mais de 1,2 milhão de visitas por mês.

A América Latina e, especialmente, o Brasil são mercados com potencial para o Freeletics. “Há uma alta aceitação e grande interesse em soluções de fitness digital e vimos um aumento no número de usuários este ano nesse mercado”, comenta Daniel.

Milhões pela inteligência artificial

Mas em um mercado tão concorrido como o de aplicativos para exercícios físicos, como o Freeletecis, fundado em 2013, se diferencia a ponto de ter conquistado um aporte de US$ 25 milhões no mês passado, liderado pela JAZZ Venture Partners e Causeway Media Partners, com o apoio do Grupo KKCG, em uma rodada Série B? A resposta está na inteligência artificial. Esta foi uma terceira rodada de capital injetado, após o recebimento de US$ 40 milhões dezembro de 2018 pelos mesmo fundos e um aporte não revelado em agosto do mesmo ano, segundo dados do Crunchbase.

Com esta tecnologia, o app personaliza os treinos de seus usuários, além de oferecer cursos de áudio para aumentar a atenção plena. “Oferecemos uma solução holística de longo prazo para a saúde e o bem-estar”, diz o empreendedor. “O Freeletics é um produto para todo tipo de usuário, não importando seu histórico de condicionamento físico ou objetivos.”

Segundo Daniel, a tecnologia de IA utilizada pelo aplicativo serve para fornecer uma experiência de treinamento única para cada usuário. Algo que ele chama de “treinos hiperpersonalizados”. “Graças à tecnologia, não existem dois planos de treinamento iguais, então o usuário sabe que está recebendo o melhor plano para ele e seus objetivos”, afirma.

Os usuários do app fornecem ao “treinador” um feedback ativo e passivo após cada treino, e o algoritmo inteligente também faz uso dos dados de treinamento dos milhões de assinantes.

“Ao identificar semelhanças entre os usuários, podemos fornecer uma experiência de treinamento melhor e mais personalizada desde a primeira sessão em diante.”

Daniel Sobhani, CEO do Freeletics

Diante disso, para o CEO da startup de digital fitness, a empresa concorre principalmente com redes de academias que já têm grande reputação, bem como com influenciadores do mundo fitness e outros provedores digitais. 


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