UX, UI e CX: a sopa de letrinhas que cuida do cliente - WHOW
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UX, UI e CX: a sopa de letrinhas que cuida do cliente

Conheça três profissões do futuro e relativamente novas no mundo da inovção: user experience, user interface e customer experience

POR Adriana Fonseca | 27/02/2020 09h00 UX, UI e CX: a sopa de letrinhas que cuida do cliente Imagem: Shutterstock

Oportunidades para User Experience (UX), User Interface (UI) e Customer Experience (CX) estão cada vez mais comuns em anúncios de emprego e talvez algumas pessoas ainda fiquem confusas em relação ao significado delas. Todas estão relacionadas a profissões do futuro e relativamente novas. Conheça melhor cada uma delas.

UX

Muito se fala em UX (user experience ou, em bom português, experiência do usuário) nos mercados de tecnologia e internet, mas o escopo de atuação desse profissional é mais amplo, porque toda empresa pode se beneficiar para melhorar a satisfação dos seus clientes.

O que esse profissional faz é estudar a experiência do usuário com um produto ou serviço – seja ele físico ou digital – para, com essas informações, propor melhorias. Isso é feito com pesquisas e entrevistas, mas também com o profissional de UX se colocando na posição de usuário daquele produto ou serviço.

No caso de produtos ou serviços digitais, o profissional de User Experience vai fazer a experimentação a fim de deixar a navegação de sites e aplicativos mais fácil, intuitiva. Muitos dos profissionais que trabalham nesta área têm a nomenclatura UX Designer, mas há também UX Writer e UX Researcher, ou simplesmente UX.

Formada em design de produto pelo Instituto Federal de Santa Catarina, Helena Bello, 30 anos, trabalha como experiência do usuário, desde o começo da carreira. “Comecei a trabalhar com UX muito cedo, foi a minha segunda oportunidade profissional”, conta a UX manager da OLX Brasilao Whow!. “Migrei já sabendo o que era UX e querendo fazer isso.”

Ela conta que, já na época da faculdade, seis anos atrás, as vagas para quem fazia design já eram de UX e ela tinha curiosidade de entender o que era aquilo. “As vagas nas empresas mais modernas pediam isso. Aí fui estudar, fiz cursos na área, li muito e planejei a mudança de carreira.”

No começo da carreira, Helena trabalhou na área de criação da Imaginarium, em Florianópolis. Depois disso, quando migrou para a montadora Hyundai, já entrou na área que idealizava, de experiência do usuário, mas ainda na indústria, e lá ocupou a função de Automotive Experience Designer. “Quando fiz design industrial, toda a parte que comunicava diretamente com as necessidades das pessoas, fazer um produto mais justo, preços de acordo, coisas que melhorassem a sociedade e o ecossistema me alegravam muito. O UX foi um caminho natural pra isso.”

Depois da Hyundai ela passou pela Whirpool, fabricante de marcas como Brastemp e Consul. Ali já tinha o cargo de UX Designer / Researcher e trabalhou com produtos como geladeira, fogão e máquinas de lavar. Depois dessa experiência é que Helena migrou para o digital. “Eu migrei do UX de produto físico, que é quando a indústria escuta as necessidades do consumidor, para o UX de produto digital.”

UX Foto ilustrativa Kelly Sikkema (Unsplash)

Habilidades para o User Experience

Para ela, trabalhar com UX requer duas importantes competências. A primeira delas é ter uma curiosidade eterna pela opinião das pessoas.

“O que a gente faz nunca está 100% bom. A gente faz pensando em uma categoria de usuário, e um tipo de pessoa, e está sempre descobrindo como melhorar e trazer algo mais efetivo para a rotina dos usuários. Então precisa ter essa inquietação e curiosidade”

Helena Bello, UX manager da OLX Brasil

A segunda característica relevante é ser ágil. “Se escutar 30 sugestões e não executar nada, essa riqueza se perde. É fundamental conseguir mostrar para o time e para a empresa o que ouviu para implementar”, completa a executiva.

Em relação às competências técnicas, isso vai depender do ambiente de trabalho, segundo Helena. “Algumas empresas pedem que o profissional seja mais habilidoso em geração de interface de produtos digitais (UI), outras vão pedir mais ‘skill’ de entrevista e de validação, e outras vão querer que faça tudo ao mesmo tempo: desenho de protótipo, pesquisa e validação.”

Com esse gancho, seguimos para a segunda sigla da nossa lista de profissões.

UI

A sigla vem de “user interface” ou, em português, interface do usuário. Enquanto o UX garante que a experiência do usuário com um produto ou serviço seja a melhor possível, o profissional de UI faz com que a interface esteja preparada para que isso de fato aconteça.

A interface é aquilo que é perceptível visualmente na plataforma e que leva à interação do usuário. Fica, então, sob responsabilidade do profissional de UI a criação de layouts levando em conta a usabilidade.

UX Foto ilustrativa (Unsplash)

CX

Na sopa de letrinhas das novas profissões temos ainda o “customer experience”, que nada mais é do que a “experiência do cliente”. O conceito vem sendo bastante disseminado nos últimos anos e fala sobre o conjunto de percepções que um consumidor tem sobre determinada empresa após interagir com ela. Em resumo, é a imagem que a marca passa para seus clientes.

O profissional que trabalha com customer experience é responsável pela jornada do cliente, para entender suas necessidades e motivações e articular, na empresa, as melhorias necessárias.


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