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Quais os países mais inovadores do mundo?

Saiba quais são os países que lideram o ranking de nações mais inovadoras de 2019, seus pontos fortes e startups de maior destaque

POR Carolina Cozer | 16/08/2019 15h42 Quais os países mais inovadores do mundo?

A Suíça aparece no topo do ranking dos países mais inovadores do mundo pelo nono ano consecutivo de acordo com o ranking atualizado da Global Innovation Index (Índice de Inovação Global, ou simplesmente GII).

Ele organiza países de acordo com sua capacidade de inovação, baseado em diversos fatores, como investimento em educação, desenvolvimento econômico e social, incentivo à pesquisa, infraestruturas, produção e distribuição de alimentos, impostos, modernização dos negócios entre outros.

Já a China tem sido um dos maiores destaques do estudo desde 2018, sendo a única economia emergente a figurar no top 20 da lista.

Tanto é que neste ano alcançou uma posição ainda melhor graças às suas políticas governamentais, incentivo à pesquisa e desenvolvimento e inovações em saúde pública.

No ranking geral aparece em 14º lugar, à frente de grandes economias como Japão, França e Canadá. Em 2018 havia ficado em 17º.

Saiba o que têm feito os cinco países mais inovadores que ocupam o topo da lista e conheça algumas de suas startups:

Suíça

De acordo com o GII 2019, os principais fatores para a inovação e sucesso consistentes da Suíça, que a mantém há quase uma década no topo do ranking, são seus valores de propriedade intelectual e patenteação de primeira linha, com altos investimentos em tecnologias, pesquisa e desenvolvimento, além das excelentes universidades.

E quais são as startups que estão chamando mais atenção no momento?

AKTIIA: desenvolveu uma pulseira de monitoramento de pressão arterial com sincronização a smartphones. A tecnologia combina sensores óticos comuns e algoritmos de software para medir a pressão sanguínea de um indivíduo. Recebeu um financiamento de US$ 4,1 milhões para desenvolvimento e validação do produto.

WAYRAY: desenvolve tecnologias de realidade aumentada holográficas para veículos do futuro, e entre seus investidores estão nada menos que a Porshe e a Hyundai. Já arrecadou mais de US$ 100 milhões em financiamentos.

FRONTIFY: é uma plataforma B2B SaaS para gerenciamento de marcas, que ajuda a criar experiências consistentes em todos os canais de comunicação. Recentemente levantou US$ 8,3 milhões para construir mais produtos e expandir dentro dos EUA.

way ray Imagem: Divulgação WayRay

Suécia

Subiu uma colocação na lista dos países mais inovadores de 2018 para cá, tornando-se o segundo país mais inovador do mundo, e desbancou até mesmo o primeiro colocado em alguns temas, como infraestrutura e sofisticação dos negócios.

É um exemplo para todo o mundo em relação à segurança social, administração pública, saúde e educação. Suas startups de destaque são:

KRY: está transformando o mundo da saúde, tornando o atendimento mais acessível e conveniente através de chamadas de vídeo totalmente gratuitas, abertas 24h por dia. O aplicativo recebeu nota média de 4.8 dos usuários nas lojas de aplicativos e conta com US$ 91 milhões financiados.

MIN DOKTOR: é semelhante à KRY, e já recebeu diversos prêmios como a melhor startup da escandinávia. É conhecida como o exemplo perfeito de empreendimento que usa tecnologia moderna para melhorar a vida dos outros. Arrecadou US$ 76,4 milhões em financiamento.

LENDIFY: é a maior plataforma de empréstimo interpessoal da Suécia, que garante investimentos acima de US$ 1 bilhão a seus usuários. Arrecadou um total de US$ 300 milhões em financiamento em 11 rodadas.

Estados Unidos

Lidera o tópico de inovação de mercado, devido aos crescentes investimentos em tecnologia e seus altos resultados. Sem falar que suas empresas dominam o mercado global. Porém, tem estado em declínio desde 2007, quando figurava no primeiro lugar do ranking geral.

As startups WeWork (coworking), Airbnb (hospedagem) e Juul Labs (cigarros eletrônicos) lideram como as mais rentáveis, com subsídio de US$ 45 bilhões para a primeira e US$ 38 bilhões para as outras duas. A SpaceX, de Elon Musk, também figura na lista com valor de mercado superior a US$ 30 bilhões.

Holanda

O país caiu duas posições desde 2018, mas continua extremamente relevante nas pontuações de produção de inovação e absorção de conhecimento, além de ter tido grandes melhorias nos gastos do governo com pesquisa e desenvolvimento.

Também apresentou aumento significante no número de mulheres empregadas em cargos avançados. Duas de suas maiores startups estão na área de mensageiros e telecomunicação.

SIILO: rede de mensagens gratuita criada especificamente para equipes de saúde, com foco em gestão, acompanhamento e discussão de casos, de modo seguro e criptografado.

MESSAGEBIRD:  plataforma de comunicações em nuvem que conecta empresas a seus clientes globais e é considerada a telecom do futuro. Ajuda 15.000 organizações a enviar mensagens ou se comunicar com clientes via chat, voz ou vídeo. Desembolsou US$ 60 milhões em financiamento na primeira rodada – o maior investimento de capital de risco de estágio inicial em uma empresa de software europeia.

Reino Unido

Caiu da quarta para a quinta colocação em 2019, mas continua sendo um grande exemplo de investimento em tecnologias.

Fora que é um dos países com o maior número de startups na área. São pioneiros em ideias e negócios que estão moldando a forma como vivemos.

As startups britânicas de destaques são a Prodigy Finance – plataforma digital especializada em empréstimos a estudantes internacionais de pós-graduação, que arrecadou US$ 1,3 bilhão – e a Deliveroo, o ‘iFood’ britânico, com US$ 956.6 milhões financiados.

Top 20

  1. Suíça
  2. Suécia
  3. Estados Unidos
  4. Holanda
  5. Reino Unido
  6. Finlândia
  7. Dinamarca
  8. Cingapura
  9. Alemanha
  10. Israel
  11. Coréia do Sul
  12. Irlanda
  13. Hong Kong
  14. China
  15. Japão
  16. França
  17. Canadá
  18. Luxemburgo
  19. Noruega
  20. Islândia

E o Brasil?

O Brasil é um país em declínio consistente no ranking do GII, aparecendo sempre entre a 60ª e 70ª posições na última década. Dentre os países da América Latina, está posicionado em quinto lugar, perdendo para Chile, Costa Rica, México e Uruguai, respectivamente.

“Há falta de habilidade ou interesse das universidades brasileiras em patentear possíveis inovações – e quando o setor privado decide fazer isso, na maioria das vezes é fora do âmbito da academia. Por outro lado, vemos que o número de patentes tem aumentado enormemente na China nos últimos dez anos. Não vemos nada disso acontecendo no Brasil”, disse Bruno Lanvin, co-autor do relatório e diretor executivo de Índices Globais do INSEAD Business School.

“O Brasil também não produz talentos suficientes para implementar, desenvolver e produzir inovação.”

“As carreiras científicas e tecnológicas não atraem quase tantas pessoas – especialmente meninas – quanto você pode ver em outros países”, concluiu.


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