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Todos os 62 unicórnios que surgiram em 2019

Pitchbook publicou levantamento sobre os unicórnios nascidos entre janeiro e julho deste ano. Saiba quem são e como atuam. Tem brasileiro na lista

POR Raphael Coraccini | 06/08/2019 17h15

No fim de 2018, um dos maiores grupos de investimento especializado em inovação desembarcou com tudo na América Latina. Num primeiro momento, o principal beneficiado pela entrada do  Softbank, banco japonês, foi o iFood. Em 2019, a Loggi foi a beneficiada da vez. Com o investimento, a empresa foi alçada à categoria de unicórnio (valor igual ou superior a 1 bilhão de dólares).

A startup brasileira de logística faz parte do ranking das startups que viraram unicórnio em 2019, publicado pela Pitchbook, consultoria especializada em investimentos. Os Estados Unidos lideram com folga o ranking quantitativo de novos unicórnios. Os segmentos que recebem as empresas bilionárias são variados, vão do setor de imóveis a desenvolvedoras de inteligência artificial. Confira.

Segmentos e países  

Mountain View, cidade da Califórnia onde nasceu o Google, continua criando seus prodígios. A Nuro, desenvolvedora de carros autônomos para transporte de mercadorias, é conterrânea da gigante de tecnologia, assim como a Coursera, desenvolvedora de plataforma online de serviços de educação, e a Hippo, provedora de seguros residenciais. Todas passaram a valer 1 bilhão de dólares neste ano.Fora dos Estados Unidos, destaque para China e Israel. Os chineses têm quatro novos unicórnios, enquanto os israelenses somam dois. A China se destaca em software de gerenciamento e aplicação, serviços imobiliários, logística e robótica.

Israel tem evoluído em áreas fora da segurança da informação, que tem sido o forte do país nos últimos anos. A Lightricks e a Monday produzem software de aplicações e de negócios, respectivamente. As startups são os mais novos unicórnios da lista – ambas alcançaram o bilhão nos últimos dias de julho.

Mais valiosas

A mais valiosa da lista da Pitchbook é a Flexport, que bateu 3,2 bilhões de dólares. A startup americana, de São Francisco, reúne 66 investidores e tem negócios de até 1 bilhão de dólares. A Flexport é desenvolvedora de uma plataforma de encaminhamento de frete projetada para fornecer visibilidade e controle sobre toda a cadeia de suprimentos. A plataforma da empresa organiza as mercadorias a serem transportadas e, em seguida, rastreia o estoque em tempo real em pedidos transportados por frete marítimo, aéreo e rodoviário, permitindo que as empresas de logística otimizem rotas de transporte e o gerenciamento de estoque.A Horizon é o segundo unicórnio mais valioso da lista. A startup chinesa é provedora de tecnologias com inteligência artificial com capacidade de percepção, compreensão e tomada de decisões. A empresa proporciona sistemas abertos ou integrados de Inteligência Artificial e está avaliada em 3 bilhões de dólares.

Equipes enxutas

A Fulcrum, americana de energia verde e biotecnologia, bateu a marca de 1 bilhão de dólares em valor de mercado com uma equipe de apenas 20 funcionários. Na média, as startups do ranking possuem uma equipe de 100 a 300 funcionários e as maiores, até 5 mil funcionários, muito abaixo do que tinham as empresas bilionárias da economia analógica. Como comparação, no Brasil, a empresa que mais emprega é a Atento Brasil, segundo levantamento do Ministério da Economia, com quase 74 mil postos de trabalho, 15 vezes mais que a startup do ranking com o maior número de colaboradores.

Confira o ranking na íntegra:


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