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Tecnologia

Tendências: tecnologias disruptivas para 2021 e além

Empresa de tecnologia NTT aposta em redes fotônicas, edge computing e gêmeos digitais como algumas das tendências disruptivas para 2021

POR Carolina Cozer | 14/01/2021 10h00 Foto (Neurable/Divulgação) Foto (Neurable/Divulgação)

Honestamente, 2020 não foi o ano dos sonhos de quase ninguém. Ainda assim, todas as tecnologias geradas pela transformação digital acelerada, pelas urgências médicas, sanitárias, financeiras e muitas outras, terão um lugar importante na história no futuro.

As tecnologias disruptivas, segundo dizem os inovadores, irão nos ajudar a ter um futuro mais seguro, saudável, sustentável e com melhores práticas alinhadas às mudanças climáticas. E elas continuarão em plena evolução em 2021 e além.

A NTT, empresa global de soluções de tecnologia, lançou o estudo Future Disrupted: 2021 Technology Trends, mostrando algumas dessas tecnologias que nos ajudarão a obter proteção a partir de 2021, além de apoiar o desenvolvimento da sustentabilidade e reduzir a carga de aquecimento global do planeta.

novo normal Foto (Pixabay)

Redes fotônicas

Segundo a NTT, as redes fotônicas vão impulsionar as comunicações. Embora a mídia ainda fale pouco a respeito, as redes de TI são extremamente poluentes, com impacto significativo nas emissões de carbono. Felizmente, os inovadores de TI já conhecem a solução para esse problema: as redes fotônicas de cabeamento óptico e híbrido, que oferecem alta qualidade de tráfego, baixa latência e baixíssimo consumo de energia, representando sustentabilidade e eficiência energética.

Computação de gêmeos digitais

Os gêmeos digitais são uma tecnologia que visa a construção de um cenário ciberfísico que duplica algo que existe ou irá existir no mundo físico ou digital. Essa técnica serve para prever situações, emular melhorias e antecipar possíveis problemas. De acordo com o NTT, os gêmeos digitais estão sendo preparados para não apenas prever e antecipar cenários, mas também propor soluções para problemas de modo totalmente autônomo. 

No futuro, os gêmeos poderão possibilitar essa integração com seres humanos, com a criação de gêmeos virtuais cujas mentes, pensamentos, hábitos e atitudes serão capazes de executar tarefas e tomar decisões no ciberespaço no lugar de uma pessoa real. “Por uma questão de ética e responsabilidade social, essa inovação provavelmente só será introduzida no mercado em cerca de uma década”, aponta o estudo.

Desenvolvedor cidadão

A Amazon AWS se prepara para lançar um novo produto: a AWS for Everyone ― uma plataforma sem código ou de baixo código construída para permitir que qualquer pessoa crie aplicativos para negócios usando os dados da empresa. De acordo com o NTT, isso dará origem ao desenvolvedor cidadão, ou seja, um indivíduo sem treinamento de programação, mas com conhecimento em negócios, que irá criar aplicativos com melhor compreensão das necessidades e desafios das empresas, com uma visão menos voltada para os dados do sistema e mais para a parte técnica dos negócios. 

Novo patamar para a computação de borda

A edge computing, conhecida como computação de borda ou de ponta no Brasil, é a computação dos dispositivos IoT, ou seja, tudo aquilo que funciona através de conectividade, como os drones, sensores ou carros autônomos, por exemplo. O estudo do NTT aponta que a computação de borda está cada vez mais perto de se tornar popular, não apenas pela popularização dos dispositivos IoT, mas também porque o seu sistema de computação local envolve menos latência que o tradicional sistema de nuvem que usamos no dia a dia. “Em um futuro próximo, mais trabalho computacional poderia ser feito localmente, especialmente para aplicativos de missão crítica ― por exemplo, o sistema de visão computacional de um carro autônomo iria processar e reconhecer imagens imediatamente, em vez de enviar essas informações para a nuvem para verificação”, informa o levantamento.


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