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Tecnologia

Tendências para a educação no novo formato de ensino

O ensino à distância ganha força na pandemia e estimula também crescimento de empresas que desenvolvem soluções para o setor. Conheça

POR Luiza Bravo | 31/08/2020 18h29

A nossa forma de relacionamento com as outras pessoas foi alterada radicalmente nos últimos meses, e isso provocou mudanças consideráveis em diversos setores. A educação, talvez, tenha sido um dos que mais sentiu os impactos da nova realidade que se impôs, e precisou passar por grandes adaptações. Algumas dessas mudanças, ao que tudo indica, vieram para ficar como tendências.

Ensino à distância

Aprender pela internet se tornou uma premissa durante a pandemia, e todos – alunos, professores, pais e instituições de ensino – precisaram se adaptar ao EaD e às aulas ao vivo.  O mercado, que já vinha crescendo de forma expressiva, ganhou ainda mais importância nesse novo cenário, mas isso só foi possível graças às plataformas digitais, que possibilitaram que alunos e funcionários tivessem acesso ao conhecimento e que as instituições de ensino e empresas dessem continuidade à missão do aprendizado. 

A Sambatech, edtech que atua com treinamento corporativo e EAD acadêmico e livre, registrou um crescimento de 467% de entre fevereiro e junho no consumo total de seus vídeos. “Passamos a doar a nossa plataforma para instituições públicas e órgãos do governo, além de trabalhar com modelos de negócio diferenciados para as escolas particulares. Fechamos com a Secretaria Estadual de MG e temos orgulho de contribuir para que o conhecimento chegue a mais de 1,5 milhão de alunos da rede pública do Estado” ,diz Pedro Filizzola o CMO da startup.

A empresa criou ainda uma força-tarefa para se aproximar dos clientes, respondendo suas dúvidas mais rapidamente e acelerando o desenvolvimento de novas soluções e produtos. 

Outra tendência que vem ganhando força na educação é o uso da realidade aumentada. Algumas faculdades de Medicina, por exemplo, já disponibilizam plataformas que permitem a visualização de partes do corpo humano em elementos em 3D, como sistema muscular e esquelético. “Já nas escolas, por exemplo, a tecnologia pode ser usada nas aulas de biologia, com projeção de células que dão uma percepção para os alunos do que são os conceitos de forma mais real e mais precisa, diferente do microscópio”, explica Marcos Trinca, head de XR da More Than Real.

Conteúdos digitais

A suspensão das aulas presenciais nas escolas levaram o mundo da educação básica para os canais digitais de ensino de uma forma muito rápida e não planejada. Apesar da confusão causada no primeiro momento, essa nova realidade acelerou a transformação digital no setor e tem nos levado a um modelo de educação realmente híbrido, com a presença de atividades presenciais e digitais.

A Desenrolado é uma edtech que desenvolve múltiplos formatos de conteúdo para sistemas de ensino. Segundo o CEO, Igor Pelúcio, os conteúdos digitais potencializam a experiência de aprendizagem e serão fundamentais nos novos planos de aula dos professores e na jornada de estudos dos alunos. “Eles são uma peça-chave para que a transformação, que está acontecendo neste momento, se consolide como algo virtuoso para o futuro da Educação”, acredita.

A partir de conversas com clientes, a empresa desenvolveu sequências didáticas que orientam as jornadas de aprendizagem remota dos alunos através da combinação de vídeos, podcasts, artigos e atividades interativas. “Para nós, foi fundamental criar soluções desenvolvidas por professores que também foram afetados por essas mudanças. Com isso, eles conseguem usar esse conhecimento na criação de algo que de fato será útil para o “novo normal” em termos de planejamento e execução das atividades didáticas desses profissionais. Não basta criar soluções inovadoras para o novo momento, elas precisam fazer sentido para a nova forma de ensinar que é exigida agora”, diz Pelúcio.

Reconhecimento facial 

As ferramentas tradicionais de segurança, como logins e senhas, estão cada vez mais ultrapassadas. Uma das alternativas que vem ganhando força é a biometria facial. Com o crescimento da educação à distância durante a pandemia, as instituições de ensino têm adotado cada vez mais essa tecnologia para garantir a autenticação de alunos nos portais e durante as realizações de provas e processos seletivos. 

“Começamos a atuar forte junto ao setor de educação para auxiliar na transição do ensino presencial para o ensino à distância. Além do mercado de educação, percebemos a necessidade de utilização de biometria facial em outros setores da economia, como por exemplo, saúde, financeiro, e controle de acesso em geral, uma vez que se tornou necessário a criação de processos ‘contactless’”, diz Danny Kabiljo, CEO da FullFace.

Aprendizagem divertida como uma das tendências 

A gamificação também tem sido cada vez mais usada para tornar o aprendizado mais lúdico, agradável e persuasivo. O aplicativo da Qranio, por exemplo, possibilita que as crianças aprendam sozinhas ou desafiem amigos para duelos em diversas categorias, como Conhecimentos Gerais e Cultura Pop, com trilhas de Matemática, Geografia, Língua Portuguesa, História, entre outras. 

“Para dar um estímulo a mais, também é possível trocar as Qi$, moedas virtuais do app, por prêmios reais. Graças a essa ação, registramos um crescimento de 43% na procura de professores e instituições pela plataforma desde o início da pandemia”, conta o CEO, Samir Iásbeck.

Durante a pandemia, a startup liberou o acesso à sua plataforma para professores e instituições de ensino públicas e privadas.


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