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Conheça as tendências em inteligência artificial para o setor da saúde

Pesquisa do MIT aponta como a IA já está sendo usada no setor de saúde nos Estados Unidos e onde as empresas pretendem investir mais neste ano

POR Raphael Coraccini | 29/01/2020 12h24

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos com mais de 900 profissionais de saúde pelo MIT Technology Review Insights em associação, com a GE Healthcare, mostrou que 72% dos entrevistados têm interesse em implementar a inteligência artificial nos locais de trabalho, seja para melhorar atendimento aos pacientes ou agilizar processos internos.

A verdade é que os profissionais de saúde daquele País já usam as soluções em IA criadas pelas healthtechs para aperfeiçoar alguns processos, como análise dos dados, diagnósticos, além de definições sobre tratamentos. E o que é importante, sem abrir mão da equipe médica.

Os médicos e enfermeiros passam a estar, em alguns desses casos, livres de trabalhos administrativos e burocráticos para exercer o cuidado clínico.

saúde Foto Vidal Balielo Jr (Pexels)

Máquinas em prol dos médicos

A constatação do relatório é de que as máquinas estão, cada vez mais, funcionando para os médicos. Sem a tecnologia da inteligência artificial, muito tempo de consulta do paciente é gasto inserindo dados, sem que haja uma extração eficiente deles.

Entre os gestores do setor de saúde americano entrevistados, 80% acreditam que a IA está ajudando a melhorar as oportunidades de receita da empresa e 81% avaliam que a tecnologia vai deixar também os seus fornecedores mais competitivos, e 79% dizem que vão aumentar o orçamento em aplicações de IA em 2020.

Inteligência artificial ativa na saúde

Entre todas as empresas consultadas pelos pesquisadores, 39% dizem já adotar a tecnologia de inteligência artificial. A atividade que mais tem recebido investimentos nesse sentido é a de diagnóstico e exames de imagem, com 43% das empresas já usando a tecnologia. “O que vemos é que a tecnologia apoia decisões”, disse à MIT Review Michael Brady, professor de imagens oncológicas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e empreendedor no segmento de health techs.

Otimização do fluxo de pacientes e análise preditiva vêm na sequência, com 41% das empresas aderindo às novas soluções. Já automação de registros eletrônicos de saúde por meio de ferramentas de processamento de linguagem natural, com 40%, é outra atividade que já recebe investimentos em tecnologia inteligente para automação.

saúde Foto (Unsplash)

Apostas para 2020

Está no radar das empresas de saúde para o futuro próximo a utilização da tecnologia para wearables para medir funções vitais, triagem ativada por inteligência artificial e até mesmo diagnóstico automatizado. “A IA pode sintetizar várias perspectivas a partir de dados e insights fornecidos por pacientes e profissionais de saúde”, diz o relatório. Com isso, é possível monitorar o bem-estar de forma contínua e trabalhar na prevenção com eficiência.

A IA precisa trabalhar para profissionais de saúde como parte de um ecossistema robusto e integrado, conclui o relatório. Para tanto, é preciso ainda humanizar a aplicação.

Quanto mais próxima das habilidades humanas mais refinadas, mais ela será entregue às funções centrais da saúde e garantirá maior retorno sobre investimento às empresas do setor. Mas Bijoy Khandheria,

cardiologista do Aurora International e executivo do Health Program do Aurora Hospital, em Milwaukee, Wisconsin, afirma que, por mais eficiente que seja o robô, a participação humana será fundamental.

“Os humanos não estão indo embora, eles apenas tomarão decisões mais inteligentes, com menos erros”

Bijoy Khandheria, cardiologista do Aurora International e executivo do Health Program do Aurora Hospital


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