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Tecnologia

Conheça 5 tendências antecipadas pela crise de coronavírus

Veja as principais tendências aceleradas pela pandemia da COVID-19, e saiba como a transformação digital reduz a disseminação e torna a sociedade resiliente

POR Carolina Cozer | 18/05/2020 16h56

A crise de coronavírus tem sido uma verdadeira catalisadora de tendências. Há muito se falava, por exemplo, no crescimento do trabalho remoto, do aumento da utilização de serviços de entrega, bem como atendimentos em telemedicina. O que antes eram serviços e funções iniciais agora são o novo normal.

O World Economic Forum listou as principais tendências aceleradas pela pandemia da COVID-19, e que mostram como a transformação digital e as tecnologias podem tanto ajudar a reduzir a disseminação do coronavírus quanto ajudar as empresas a permanecerem abertas e tornar a sociedade mais resiliente como um todo.

“A COVID-19 demonstrou a importância da prontidão digital, que permite que a vida e os negócios continuem como de costume ― o máximo possível ― durante pandemias. Criar a infraestrutura necessária para apoiar um mundo digitalizado e manter-se atualizado será essencial para qualquer empresa ou país permanecer competitivo no mundo pós-COVID-19, além de adotar uma abordagem centrada no homem e inclusiva à governança de tecnologia”

World Economic Forum

Home office

Muitas empresas já adotavam rotinas de home office e funcionários remotos. Outras, em compensação, se mostravam céticas na capacidade de funcionalidade dessa modalidade de trabalho. Com o isolamento social, o home office se tornou obrigatório para serviços não-essenciais, e as empresas que não estavam preparadas precisaram adaptar seus times rapidamente. Desde então, gestores que antes desacreditavam no trabalho remoto perceberam que, sim, ele é funcional, desde que bem aplicado, e pretendem mantê-lo como norma mesmo em um cenário pós-pandemia.

Como nem tudo é perfeito, o trabalho remoto também pode complicar questões de direitos do trabalho, como aquelas associadas ao fornecimento de um ambiente de trabalho seguro, além de possíveis dificuldades fornecimento de Wi-Fi e outras tecnologias necessárias. Além disso, os funcionários podem sentir solidão e falta de equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Segundo o World Economic Forum, as leis e os regulamentos devem ser atualizados para acomodar o trabalho remoto ― e mais estudos psicológicos precisam ser realizados para entender o efeito do home office nas pessoas.

Pagamentos digitais

A utilização do dinheiro físico já estava em queda, dando lugar para os meios de pagamento digitais. O que antes era questão de segurança, agilidade e conveniência, agora também se tornou uma importância sanitária. Cédulas, cartões de crédito e maquininhas de cartão podem ser agentes portadores do vírus, e podem se tornar obsoletos quando existem alternativas não-físicas.

No entanto, de acordo com o Banco Mundial, existem mais de 1,7 bilhão de pessoas sem banco, que podem não ter acesso fácil aos pagamentos digitais. A disponibilidade de pagamentos digitais também depende do acesso à internet, dispositivos e redes que convertam dinheiro em moeda digitalizada.

Telemedicina e robótica

Outras duas tendências muito discutidas nos últimos anos foram a telemedicina e as cirurgias a distância. Apontadas como potenciais solucionadores da crise de saúde em países emergentes, possibilitam ultrapassar a escassez de profissionais da saúde e instalações médicas em locais remotos do planeta. Agora, são eficazes no tratamento médico sem contato, minimizando tanto os riscos de contaminação quanto filas em espaços de saúde.

EaD e entretenimento a distância

O ensino a distância, tanto de educação básica quanto cursos livres e diplomas universitários, já são realidade há mais de uma década. Contudo, assim como o trabalho remoto, havia certa resistência na aceitação desses diplomas no mercado de trabalho. Com o isolamento social, o ensino remoto também se tornou a única alternativa viável de estudo. Mostrou, também, como pode ser altamente funcional em muitas disciplinas e áreas de estudo. Universidades que antes não ofereciam ensino EaD estão passando a inserir esse recurso em seus currículos.

Semelhantemente, a área de entretenimento ganhou novo formato com lives e streamings de artistas, que passaram a transmitir seus shows diretamente de casa, via Instagram. Aulas de ginástica e outras modalidades de educação física também passaram a ser aderidas via internet. Raves dentro de jogos e outros ambientes virtuais estão ganhando o mundo todo. Museus, cidades e demais patrimônios internacionais oferecem passeios virtuais, e também houve um aumento no tráfego de jogos online desde o início surto.

Compras online e entregas de robôs

A COVID-19 fez com que o ecommerce deixasse de ser apenas uma conveniência, passando a se tornar praticamente mandatório. Empresas de comida que não dispõe de delivery, e não foram capazes de pivotar seu negócio a tempo, se viram forçadas a fechar as portas. No Brasil, a startup de entregas Rappi precisou aumentar em 50% o seu time de atendimento, bem como seus personal shoppers (entregadores), para dar conta de toda a demanda atual, além da implementação de novos protocolos e processos de onboarding

As entregas por drones ou robôs já estavam em fase de experimentação em diversas cidades no mundo, e continuam em evolução, se mostrando altamente necessárias em uma sociedade livre de contágio viral.


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