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A tecnologia pode ser sustentável?

O consumo consciente vai além da substituição dos canudos plásticos pelos estabelecimentos comerciais. Conheça iniciativas sustentáveis de empresas pelo Brasil

POR Redação Whow! | 25/07/2019 18h25 A tecnologia pode ser sustentável? Imagem: Pixabay

O desafio de produzir sem causar impactos ao meio ambiente e garantir um uso consciente dos recursos naturais são pautas presentes nas empresas, desde as de pequeno porte até grandes companhias. E foi em torno desse tema que o painel “A tecnologia é sustentável”, no último dia de Whow!, abordou conceitos relacionados à cadeia produtiva e o comportamento do consumidor consciente.

Maya Colombani, diretora de sustentabilidade da L’Oreal Brasil, comentou sobre as mudanças feitas pela marca – desde o seu compromisso com o clima e o meio ambiente  – além do fato de que 78% dos produtos da marca terem pegada ambiental e social.

“Somos a primeira geração a sentir todos os problemas climáticos e a última que pode fazer algo para mudar e contribuir com uma solução. Nós mudamos o dia a dia e a rotina do trabalho, desde a maneira de produzir o produto e se relacionar com os outros e a comunidade próxima”, afirma a executiva.

“Somos a primeira geração a sentir todos os problemas climáticos e a última que pode fazer algo para mudar e contribuir com uma solução”

A aproximação com as comunidades e abertura para o diálogo social, como a criação de escolas de beleza no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, são exemplos de ações da marca de cosmético no Brasil.

sustentabilidade2Já em relação ao agronegócio, uma das primeiras atividades humanas, Marcelo Zanetti, diretor da área na PepsiCo Brasil, citou projetos de apoio a pequenos agricultores, como uma iniciativa da marca em prol da sustentabilidade.

“Nós temos um programa de agricultura sustentável, que auxilia agricultores a adotarem práticas sustentáveis no cultivo agrícola, como o de utilização de irrigação por gotejamento, com uso de 20% menos água, por exemplo”, conta.

A expectativa da PepsiCo, segundo Marcelo, é de que 100% das embalagens no mundo devem ser recicláveis, compostáveis e biodegradáveis até 2026.

A EXPECTATIVA DA PEPSICO É QUE ATÉ 2026 100% DAS EMBALAGENS SEJAM

RECICLÁVEIS, COMPOSTÁVEIS E BIODEGRADÁVEIS

E como uma indústria de produção e fornecimento de embalagens plásticas pode ser sustentável? Esse é o obstáculo da DOW, fabricante de embalagens que tem em sua filosofia a colaboração com toda a cadeia de valor e o desenvolvimento de materiais e tecnologias para embalagens inovadoras, que atendam às necessidades de diferentes setores sem causar impacto ao meio ambiente.

Tamires Silvestre, gerente de sustentabilidade da companhia, reforça que para inovar com sustentabilidade em um universo como o da DOW é preciso pensar em rede.

sustentavel1“É importante olhar para um ecossistema. Estamos inseridos na sociedade, trabalhando com todas essas empresas. Então, como que escutamos o consumidor, como colaboramos com isso. Assim, percebemos que precisa trabalhar para que essa cadeia de sustentabilidade seja reciclável, que todos atuem nessa viabilização da sustentabilidade”, ressalta a executiva.

Completando 50 anos de história, a Natura é um dos exemplos de marcas brasileiras fundadas com base em princípios sustentáveis. Luciana Villa Nova, gerente de sustentabilidade da Natura, afirma que para se investir em sustentabilidade deve-se pensar como uma cultura para um bem social.

“Se uma empresa existe na sociedade, ela tem que gerar um bem social. Ela não pode tirar da natureza e não devolver”

Luciana Villa Nova, gerente de sustentabilidade da Natura

“Se uma empresa existe na sociedade, ela tem que gerar um bem social. Ela não pode tirar da natureza e não devolver. Não é só impactar, mas gerar um impacto positivo. Uma empresa é uma empresa cidadã. Eu não preciso somente fazer algo direito. Tenho que ter uma atitude empresarial de mobilizar o poder público, as empresas e provocar mudanças”, conta a diretora.

E as próximas gerações?

Os Z e Millennials são as próximas gerações, que concebem um planeta mais consciente. Mas qual mundo será deixado para essas pessoas?

Tamires reforça a importância de o negócio estar alinhado com a sustentabilidade em todas as suas atividades para uma real mudança. “Esse é o caminho: a sustentabilidade estar alinhada ao negócio. Não dá pra você pensar na sustentabilidade como um elemento corporativo, ela tem que estar no core da empresa.

O CONSUMIDOR DE HOJE É ANTENADO E MAIS JOVEM

ELE EXIGE UMA POSTURA SUSTENTÁVEL DAS EMPRESAS

Maya afirma, por fim, que o consumidor de hoje e amanhã é informado, mais jovem e exige essa postura sustentável das empresas. “Nosso consumidor de hoje e amanhã é o millennial, é o mais jovem e hoje ele exige essa sustentabilidade. O negócio que quer sobreviver tem que se reinventar e transformar sua cadeia de valor. Não vai ter mais marca que exista sem agregar valor a sociedade”, completa.


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