Tecnologia e inovação a favor do bem: startups promovem ações solidárias para ajudar quem precisa em meio à pandemia - WHOW

Pessoas

Tecnologia e inovação a favor do bem: startups promovem ações solidárias para ajudar quem precisa em meio à pandemia

Eats For You, Raízs e Ribon utilizam suas soluções e plataformas para tentar mitigar os impactos da crise. Confira algumas campanhas e como ajudar

POR Redação Whow! | 26/05/2021 10h07

A pandemia da Covid-19, que já dura mais de um ano, está deixando consequências sérias em todo o Brasil. Além do número de casos de contágio que continua alto, o desemprego e a fome também assolam o país. Segundo uma pesquisa do Instituto Data Favela, 82% das famílias que vivem em comunidades brasileiras não conseguiriam se alimentar diariamente sem a ajuda de doações. 

Neste cenário, a boa notícia é que diversas iniciativas e campanhas solidárias surgem para ajudar quem mais precisa em um momento tão delicado. Muitas startups estão direcionando suas soluções e plataformas para tentar mitigar os impactos da crise no dia a dia do brasileiro.

A Eats For You, por exemplo, é uma startup que conecta pessoas que amam cozinhar a pessoas que querem garantir uma alimentação caseira de forma rápida e fácil. Com a pandemia, a startup desenvolveu um novo canal para continuar cumprindo seu propósito de gerar renda formal e oferecer alimentação de qualidade. Nas últimas semanas, a Eats For You agiu rápido e lançou a campanha #100MilSemFome, em parceria com o aplicativo de pedidos Pede Pronto, da Alelo, com a RedeRua e a Ecopack. Com isso, o aplicativo se tornou um canal para doação de refeições à população em situação de vulnerabilidade nas ruas da grande São Paulo. Nas primeiras semanas da campanha, mais de 10.000 refeições já foram doadas e a meta é distribuir 100 mil marmitas.

“Estamos vivendo o momento de maior impacto sanitário e socioeconômico desta crise sem precedentes. Milhares de pessoas perdem suas vidas diariamente e o isolamento social novamente se fez necessário, fazendo com que famílias inteiras percam sua fonte de renda. Na outra ponta, com menos pessoas nas ruas e o comércio funcionando com duras regras, uma população de mais de 24 mil pessoas está desassistida e sem ter o que comer. Nosso objetivo é alimentar quem tem fome e gerar renda formal para as famílias dos tios e tias que preparam as comidas”, comenta Nelson Andreatta, CEO da Eats For You.

Como doar para a #100MilSemFome?

As doações podem ser feitas a partir de qualquer valor, via PIX pela chave juntos@eatsforyou.com.br, ou pelo site https://www.eatsforyou.com.br/100milsemfome. Além disso, a campanha disponibiliza doações maiores, com kits de 1, 5 e 10 mil refeições, para pessoas ou empresas que queiram apoiar a ação. Neste caso, basta entrar em contato pelo e-mail 100milsemfome@eatsforyou.com.br.

Quem também está agindo para diminuir os efeitos da crise no Brasil é a Raízs, foodtech que conecta pequenos produtores ao consumidor de alimentos orgânicos. A startup acaba de firmar parceria com a Prefeitura de São Paulo para a entrega de 23 toneladas de alimentos orgânicos por mês para quase dois mil moradores da cidade de São Paulo considerados vulneráveis. Ao todo, até o fim da parceria, serão 138 toneladas de produtos orgânicos doados em seis meses de entregas, e cada cesta levará frutas, legumes e verduras orgânicas para os beneficiários. O perfil dos cadastrados é de paulistanos idosos, com deficiência ou mobilidade reduzida.

“Nosso intuito é de criar uma rede do bem colaborativa para que esse momento que vivemos no País seja menos dolorido para as famílias vulneráveis, e nós temos capacidade para isso, já que temos como parceiros produtores de orgânicos de quase todo o país e estamos dispostos a fazer esse ciclo do bem”, relata Tomás Abrahão, CEO e fundador da Raízs.

Outro caso é a Ribon, startup membro do Cubo Itaú, que já nasceu com o intuito de ter um papel importante socialmente e possui uma plataforma de doações para millenials. É um aplicativo em que as pessoas podem doar e, muitas vezes, fazer essa ação sem gastar dinheiro nenhum. Isso porque os usuários podem juntar ribons, a moeda virtual da plataforma, lendo as notícias disponíveis no app. A partir disso, ele escolhe quais causas deseja ajudar e faz a doação. Deste modo, as empresas que patrocinam aqueles projetos fazem o repasse do dinheiro real por meio da visualização de anúncios.   

Um case interessante é o da WFP, que atua no Brasil como um braço da ONU, responsável por promover ações específicas de combate à fome.Com o uso da plataforma, eles conseguiram mais de 44 mil novos doadores, resultando em R$ 33,3 mil doados para a WFP por meio da Ribon. Isso significa um aumento de quase 40% no valor inicial levantado pela organização, o que permitiu que mais de 8,4 mil crianças receberam merendas higienizadas durante o ano. 

“O que fez a gente começar a Ribon foi saber que 750 crianças morrem por hora ao redor do mundo por causas totalmente evitáveis e estarem relacionadas à extrema pobreza. Quando a gente viu que era grande a quantidade de pessoas falando que fazia tempo que não doava, não estava encaixando doações no dia a dia e que com a Ribon era possível fazer o bem, foi uma sensação muito boa e gratificante”, explica Rafael Rodeiro, CEO e co-fundador da Ribon.