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Tecnologia

Conheça startups voltadas para tecnologias na indústria pet

Tecnologia possibilita o desenvolvimento de produtos e serviços voltados para os animais de estimação e impulsiona investimentos no setor

POR Luiza Bravo | 29/02/2020 16h00 Conheça startups voltadas para tecnologias na indústria pet Foto ilustrativa Kyle Hanson (Unsplash)

Nos últimos anos, o mercado pet passou por sua própria transformação digital. A tecnologia permitiu o desenvolvimento de produtos e serviços capazes de dar mais conforto para os animais de estimação e praticidade para seus donos, que os acolhem cada vez mais como membros da família.

Números que não mentem

O Brasil tem a segunda maior população de animais de estimação do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. De acordo com a Euromonitor, são cerca de 150 milhões de pets no país – um número maior do que o de crianças, por exemplo. Ainda segundo a consultoria, também ocupamos a segunda posição global em faturamento no setor: entre 2014 e 2019, houve um crescimento de 66,7%, saindo de R$ 14 bilhões para R$ 23,5 bilhões.

O interesse em empreender no mercado pet vem aumentando tanto que, no ano passado, o Brasil sediou a primeira Startup Weekend com temática pet do mundo. 

pet Foto ilustrativa (Pixabay)

Tecnologia para facilitar a vida 

Quem tem um animal de estimação sabe que eles são fonte inesgotável de amor e enchem a casa de alegria, mas que ainda assim, são motivo de preocupação e precisam de cuidados que, muitas vezes, podem ser cansativos. Foi para facilitar a rotina dos donos que começaram a surgir startups oferecendo soluções para digitalizar o mercado pet.

É o caso, por exemplo, da Zee.Now, aplicativo que é braço da Zee.Dog e oferece entrega de itens como ração e remédios 24 horas por dia. A empresa oferece não apenas produtos próprios, mas também comprados direto da indústria e entregues a partir de centros de distribuição. 

Já a startup Vetsmart surgiu com o propósito de facilitar a vida dos veterinários por meio da tecnologia, de conteúdo acadêmico e educação contínua. “Os profissionais se beneficiam através de ferramentas e conteúdos que os ajudam a prestar um melhor atendimento. Algumas dessas ferramentas também visam aumentar a conveniência e simplicidade de compra de produtos por parte de donos de animais, ajudando a melhorar a aderência ao tratamento médico”, explica o CEO da Vetsmart, Felipe Cunha, ao Whow!.

A empresa foi adquirida recentemente pela Petlove, maior e-commerce pet do Brasil e 6º maior do mundo, e tem planos ambiciosos para 2020: o objetivo é praticamente dobrar os pilares que compõem seu core business atualmente. Felipe acredita que ainda existe bastante espaço para a expansão da tecnologia no mercado pet brasileiro.

“Acredito que, em breve, veremos uma penetração maior de tecnologia para auxiliar na omnicanalidade, treinamentos, serviços veterinários, booking de serviços pet e IoT”

Felipe Cunha, CEO da Vetsmart

Inteligência das Coisas é justamente a aposta da startup mineira Zenpet, que desenvolve há quatro anos modelos de acessórios inteligentes para cães e gatos. O bebedouro e o alimentador criados pela empresa são controlados por aplicativos: pelo celular, os donos conseguem monitorar a quantidade de água e ração oferecida e consumida por seus bichinhos. 

O fundador da empresa, Jefferson Magalhães, diz que os produtos são os primeiros pilares da Zenpet, mas que a startup já planeja avançar e atuar na área de comercialização de outros produtos e serviços, intermediando o agendamento de consultas e a contratação de planos de saúde e funerários para os animais, por exemplo. 

Ainda segundo ele, a captação de investimentos é um dos principais desafios para quem empreende na área pet. A empresa ainda não conseguiu viabilizar financeiramente a fabricação dos produtos, e está em busca de um sócio-investidor que já atue nesse mercado.

pet Foto Zenpet (divulgação)

“O segmento pet ainda não está em evidência para os fundos de investimentos, mas acredito que isso vai acontecer em breve. É um mercado em crescimento, não tem como negar”

Jefferson Magalhães, fundador da ZenPet, ao Whow!

Em um terceiro estágio, a ideia é usar os dados coletados pela plataforma da Zenpet para colaborar com a indústria. “Como a gente vai ter uma base de usuários, será possível saber não só quais são as preferências de compra do tutor do animal, mas também os hábitos de consumo dos animais, de acordo com a raça e a idade. Isso permitirá orientar tutores, veterinários e principalmente a indústria de ração e medicamentos”, conclui.


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