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Startups em sleep tech: ajudam ou atrapalham na qualidade do sono?

Startups estão desenvolvendo recursos inovadores para trazer boas noites de sono à população, enquanto movimentam US$ 70 bilhões em todo o mundo

POR Carolina Cozer | 18/11/2019 14h00 Startups em sleep tech: ajudam ou atrapalham na qualidade do sono? Foto Bruce Mars (Pexels)

Boas noites de sono podem ajudar a minimizar uma série de problemas emocionais e doenças físicas. Mas, infelizmente, nem todas as pessoas são contempladas pela facilidade de dormir. Sabendo disso, algumas startups estão criando tecnologias para melhorar a vida dos insones.

A indústria do sono rende muito dinheiro. De acordo com a Fast Company, em 2017, ela gerou US$ 69,5 bilhões em receita em todo o mundo, e analistas dizem que o setor está a caminho de atingir US$ 101,9 bilhões até 2023. 

Essa explosão no “mercado da soneca” tem ocorrido porque, segundo a pesquisa, os millennials são consumidores que estão mais dispostos a reconhecer sua própria saúde mental do que as gerações anteriores, e tendem a buscar auxílio e recursos disponíveis para melhorarem a si mesmos.

sono Foto Ivan Oboleninov (Pexels)

O perigo dos aplicativos

De acordo com a matéria da Fast Company, as antigas tendências de ferramentas para dormir eram aplicativos de monitoramento do sono, luzes específicas e ruídos que ajudariam o cérebro a atingir frequências de descanso mais profundas. Contudo, pesquisadores têm compreendido que a tecnologia é, justamente, uma das grandes responsáveis pelo estresse e insônia da atualidade, e recursos de baixa tecnologia tendem a ser mais efetivos para corrigir a higiene do sono.

Uma pesquisa publicada na Journal of Clinical Sleep Medicine estima que, apesar de parecerem úteis, os dispositivos rastreadores do sono, podem estar causando mais mal do que bem à saúde dos usuários. 

Um distúrbio chamado ortossonia tem sido observado desde a ascensão destes dispositivos, que é causado pela obsessão em controlar e otimizar os processos de sono. De modo resumido, o excesso de controle causa mais ansiedade, e com este aumento, dormir se torna uma tarefa mais difícil, menos satisfatória e, ocasionalmente, acaba piorando a saúde do usuário em vez de melhorá-la.

sono Foto Kalegin Michail (Unsplash)

Soluções em colchões e roupas de cama

As empresas mais visadas têm sido as que oferecem soluções de baixa tecnologia para o aprimoramento da saúde do sono, como colchões ou roupas de cama com elementos auxiliadores.

A Bearaby é uma startup nova-iorquina que desenvolve um cobertor baseado na terapia pressão de toque profundo, que pesa entre nove e onze quilos. De acordo com a empresa, apesar do peso, as mantas são extremamente confortáveis, e causam uma sensação semelhante a um abraço – o que resultaria em um maior relaxamento e profundidade do sono.

A empresa também fornece edredons e lençóis feitos de eucalipto, com tecnologia que se adapta ao formato do corpo de cada usuário, causando a mesma sensação de peso leve e abraço relaxante.

A startup mineira I Wanna Sleep é parte do polo de tecnologia San Pedro Valley, em Belo Horizonte, e tem a proposta de transformar o processo de vendas de colchões, observando os padrões individuais de cada cliente. Para isso, utilizam a tecnologia Body Scan IWS, que faz uma leitura de pontos de pressão do corpo, além de fornecerem consultores especializados em fazer diagnóstico de persona noturna.

Outra empresa americana envolvida com a terapia de pressão de toque profundo é a Hatch Sleep, que criou uma espécie de saco de dormir, semelhante a um casulo, chamado Sleep Pod. É feito de um material elástico que exerce uma leve pressão sobre o corpo, diminuindo os níveis de cortisol e causando uma sensação de relaxamento, alívio do estresse e sono revigorante. O tecido envolve o corpo todo, em 360°, o que garante que os pontos de pressão de toque contemplem a pessoa inteira, como em um abraço absoluto.


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