Serviços domésticos: startups movimentam mais de 100 bilhões ao ano - WHOW
Eficiência

Serviços domésticos: startups movimentam mais de 100 bilhões ao ano

Empresas investem em tecnologia de geolocalização e oferecem ganhos superiores a 3 salários mínimos para profissionais domésticos

POR Carolina Cozer | 20/08/2019 11h50 Serviços domésticos: startups movimentam mais de 100 bilhões ao ano

Contratar um serviço de manutenção não é uma das tarefas mais divertidas. Encontrar profissional qualificado, orçar um preço justo, encaixar um horário e receber um estranho em casa são missões que podem ser bem desgastantes.

Por conta disso, há alguns anos, algumas startups no Brasil têm visto nessas dificuldades uma nova oportunidade.

Aliada à tecnologia geolocalizadora dos serviços estilo “Uber”, elas proporcionam agilidade e segurança para essas contratações.

As dificuldades não são apenas por parte dos contratantes, mas também dos prestadores de serviços.

Muitas vezes, não conseguem encontrar demanda em bairros próximos aos seus. O resultado? Horas de deslocamento até seus clientes.

Com a ajuda dos aplicativos, é possível “dar match” em jobs muito mais próximos.

O mercado de startups de reparos domiciliares já fatura mais de R$ 100 bilhões ao ano e tende a crescer muito mais, sobretudo na área de limpeza.

O Brasil é o maior consumidor mundial de serviços do gênero.

Segundo dados do IBGE, em 2018 o Brasil registrava 6,4 milhões de profissionais de faxina, e, hoje, a maior parte não consta como CLT.

Apesar da PEC das Domésticas, institucionalizada em 2012, o atual salário mínimo é um grande desmotivador, que leva à busca de novas possibilidades de ganhos através desses novos aplicativos.

Ganhos superiores a R$ 3 mil para prestadores de serviços

Triider, a principal startup de serviços domiciliares do Rio Grande do Sul, acabou de iniciar seu projeto de expansão nacional, chegando aos estados de Minas Gerais e Paraná, além de uma projeção de chegada à São Paulo e Brasília nos próximos meses.

Desde 2016, o aplicativo já efetivou mais de 20 mil serviços nas áreas de limpeza, ar-condicionado, elétricos, hidráulicos, reforma, montagem de móveis, fretes e assistência técnica.

Segundo Juliano Murlick, cofundador e CEO da Triider, a média de ganho dos prestadores de serviço da plataforma é de R$ 3 mil por mês, mas há registros de atendentes que já chegaram ao marco de R$ 8 mil, a depender do mês.

Casaecafe aposta em segurança e dobra faturamento

A startup Casaecafe é a mais recente do segmento a registrar 1 milhão de usuários. Ela começou como um site tradicional de oferta e procura de empregos para profissionais domésticos e babás. Recebeu rodadas de investimentos em 2014 e 2017, possibilitando a modernização da plataforma.

Segundo o CEO, Guilherme Silva, o “pulo do gato” da empresa ocorreu quando passaram a incluir a verificação de antecedentes criminais dos profissionais cadastrados. Garantindo maior confiabilidade por parte dos contratantes e aumentando a chance de ter um negócio fechado.

Em 2018, a startup chegou à receita de R$ 1 milhão, com perspectiva de dobrar o faturamento em 2019.

Mais de R$ 40 milhões em aportes e expansão para a América Latina

Com mais de 240 mil serviços oferecidos por mês, a GetNinjas é a startup líder do segmento no país. Além de ter recebido um aporte de R$ 47 milhões, foi premiada como a melhor startup do ano pela TNW Startup Awards Brasil. Também foi eleita como uma das empresas mais promissoras do país pela Forbes.

No final de 2018, começou seu projeto de expansão para o México.

Hoje, a empresa conta com um escritório com mais de 100 funcionários na movimentada avenida Rebouças, em São Paulo. Diferentemente das outras plataformas, a GetNinjas aposta em serviços de todas as áreas, desde diaristas a programadores, professores de piano, mecânicos, personal stylists e até mesmo videntes.


+STARTUPS

Todos os 62 unicórnios que surgiram em 2019
As 100 startups mais promissoras para fazer negócios
Brasil é celeiro de investimentos para inovação e startups
EdTechs: 7 Startups que estão atuando na mudança da educação no Brasil