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As startups mais desejadas para se trabalhar no Brasil

Confira o ranking 25 Top Startups de 2019 do LinkedIn, que revela quais empresas do setor de inovação são as melhores para se trabalhar no Brasil

POR Redação Whow! | 04/09/2019 16h36 Sede do Nubank, em São Paulo (imagem: divulgação) Sede do Nubank, em São Paulo (imagem: divulgação) ranking LinkedIn

* Por Carolina Cozer e Raphael Coraccini

O trabalhador brasileiro ainda está descobrindo o potencial das startups como local de trabalho. Um estudo publicado com exclusividade na edição de agosto da revista Consumidor Moderno aponta que apenas 4% dos jovens das gerações Y e Z têm como objetivo trabalhar em uma startup. E apenas 1% já realizaram esse sonho.

Os dados são da pesquisa “Jovens Digitais”, realizada pelo Centro de Inteligência Padrão e pela plataforma de pesquisas global eCGlobal.

Entre as startups que já conseguem atrair os profissionais do mercado, destacam-se as fintechs. As novas empresas do setor financeiro, como Nubank e C6, não estão só ganhando clientes exponencialmente, mas também conquistando corações e mentes dos profissionais.

Nesta quarta-feira (4) saiu a lista “LinkedIn Top Startups 2019” – ranking que seleciona as empresas que os brasileiros mais desejam trabalhar atualmente, e quatro fintechs se destacam entre as mais cogitadas do país para seguir carreira.

Pare serem elegíveis ao prêmio, as empresas precisam ter um máximo de 7 anos de vida, mínimo de 50 funcionários, sede no Brasil e propriedade privada. Os dados foram analisados entre 1º de julho de 2018 a 30 de junho de 2019 e abrange 645 milhões de ações de usuários analisadas na rede social para que esses dados fossem obtidos.

O levantamento mostra que as empresas não só trazem soluções inovadoras para o mercado consumidor, mas também para as práticas em recursos humanos e aperfeiçoamento da cultura empresarial.

Os quatro pilares utilizados pelo LinkedIn para avaliar as empresas foram:

Crescimento do número de funcionários √

Engajamento √

Interesse em empregos √

Atração de talentos √

Marcelo Loureiro, da Grow Mobility, que juntou Yellow e Grin numa empresa só, afirma que os profissionais que já procuram as startups como destino profissional são os mais adeptos ao risco.

“Eles têm um perfil de pessoas que entendem que existe um risco em startup e estão dispostos a assumir esse risco em troca de aprendizado, porque as coisas acontecem muito rápido nesse segmento”, avalia o fundador da empresa que ficou na sétima posição entre as startups mais desejadas.

A Loft, 3ª colocada e primeira empresa do ramo imobiliário a figurar na listagem, reinventou o processo de compra e venda de apartamentos, tornando a experiência menos desgastante e revolucionando as habitações. A empresa já está avaliada em R$ 1,5 bilhão e atraiu grandes investidores, com rodadas de US$ 18 milhões e US$ 70 milhões.

startups 1 Foto Unsplash

As posições mais carentes

Para Florian Hagenbuch, Co-CEO da Loft, o processo de seleção de novos profissionais é uma arte. “Se fosse ciência seria muito mais fácil executar em escala”, compara. “Muitas vezes, no começo, as empresas precisam de talentos mais coringas, dispostos a fazer o que for necessário. São entusiastas, pessoas empreendedoras com foco em mão na massa”, detalha o executivo.

“Se fosse ciência seria muito mais fácil executar em escala”

Florian Hagenbuch, Co-CEO da Loft

O fato de haver ainda poucos profissionais ambicionando trabalhar em uma startup está ligado à alta exigência que as posições nesse tipo de empresa exigem. Segundo Hagenbuch, as vagas mais comuns na Loft são para desenvolvedores de produto, de tecnologia e também cientistas de dados. “São as vagas mais difíceis e com menos talentos no mercado”, ressalta.

Para Estevan Sartoreli, CEO e Confundador da Dengo (16ª colocada), a qualificação técnica não é requisito único para o profissional das startups. “É preciso estar constantemente antenado às novas tendências, novas disciplinas, ter uma visão generalista do que é uma operação e da necessidade do consumidor”, avalia.

Mulheres na programação

O QuintoAndar conseguiu resolver uma das maiores dores dos consumidores brasileiros. A startup, que desburocratiza o empréstimo de imóveis residenciais, ocupa o quinto lugar entre as mais populares entre os profissionais.

Entre as principais ações de valorização do capital humano do QuintoAndar está o recém-lançado curso de programação voltado exclusivamente para mulheres.

“Quando olhamos para o mercado, as mulheres representam apenas 20% das posições ocupadas em tecnologia. Acreditamos que contribuir com a formação delas é uma forma de prepará-las e incentivá-las para ocupar cada vez mais espaços na área, não apenas aqui no QuintoAndar, aumentando esse índice de profissionais no país”, comentou Késia Cristine, head de Employer Branding da QuintoAndar, ao portal Consumidor Moderno.

Hoje, a QuintoAndar tem um trabalho eficiente de igualdade de oportunidade na questão de gênero. As posições de liderança, segundo a startup, estão equilibradas meio-a-meio entre homens e mulheres. “Queremos contribuir para que essa equidade também aconteça em desenvolvimento de software”, afirmou a porta-voz.

Nubank: o banco pop-star

Este é o segundo ano que a lista é revelada no Brasil, e pela segunda vez consecutiva, o banco digital Nubank esteve em primeiro lugar, mostrando que sua popularidade é bastante abrangente.

A equipe de redes sociais do Nubank, em um posicionamento sobre a premiação, disse: “Esse reconhecimento é resultado direto da importância que atribuímos à preservação da nossa cultura, principalmente em um momento de crescimento acelerado.”

Em abril deste ano, o banco digital lançou uma biblioteca de machine learning durante o Dia do Livro para motivar desenvolvedores à tomarem decisões com base em dados confiáveis.

A iniciativa transformou-se em uma biblioteca open source na plataforma GitHub, onde desenvolvedores de todo o mundo podem contribuir com diversos dados. É a aposta da maior startup brasileira em fomentar o desenvolvimento de talentos e da ética da privacidade no ecossistema de inovação nacional.

Além de ser reconhecida internacionalmente como a startup mais relevante do Brasil, a Nubank é a 7ª fintech mais importante de todo o mundo, e está avaliada em US$ 10,4 bilhões, contando com mais de 2 mil funcionários em sua sede no Brasil.

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A fintech tem emergido ao reduzir as dores causadas pelos bancos tradicionais no consumidor: fim das longas filas (em bancos e no atendimento por telefone); oferecer cartões de crédito sem taxas de anuidade e um serviço mais humanizado em seus atendimentos.

E para ter atendimento humanizado é preciso profissional preparado para lidar com pessoas. Para Vitor Olivier, VP of Consumers do Nubank, a resposta cabe em uma palavra: respeito: “Ouvimos as pessoas e tentamos resolver problemas reais da melhor maneira possível. Isso tem a ver com cultura, com capacidade técnica e com colocar o cliente no centro da nossa estratégia. Parece loucura – mas não é”, explica.

A Creditas (10ª colocada) é outro banco digital que está entre os mais bem avaliados no ranking do LinkedIn. E para a fintech, o momento não poderia ser melhor: no mesmo dia em que recebeu a notícia da ótima colocação, chegou à marca de 1.000 funcionários (ou “tripulantes”, como costumam chamar).

A COO Ann Williams celebrou em um vídeo comemorativo: “O fato de chegarmos em 1.000 tripulantes, no mesmo momento em que somos reconhecidos no Top Startups como décimo colocados, não poderia ser melhor. Parece que foi planejado assim, e isso vai ser muito bom para atrairmos os talentos que queremos, e reter as pessoas tão especiais que temos aqui dentro”, comemora.

1.Nubank

2.C6 Bank

3.Loft

4.Neon

5.QuintoAndar

6.Loggi

7.Grow Mobility

8.EmCasa

9.Cobli

10.Creditas

11.Warren Brasil

12.StarSe

13.CargoX

14.One Solutions

15.KOIN

16.Dengo Chocolates

17.Desinchá

18.Mooven Consulting

19.idwall

20.Zoop

21.Xerpa

22.MaxMilhas

23.Contabilizei

24.Vita IT

25.Atlas Quantum

+ STARTUPS

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