Startups da América Latina e Caribe já valem US$ 221 bilhões, segundo o BID - WHOW

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Startups da América Latina e Caribe já valem US$ 221 bilhões, segundo o BID

Estudo aponta que fintechs e e-commerces agrupam 72% do valor do ecossistema de startups no continente. Além disso, Argentina e Brasil têm a maior quantidade de unicórnios

POR Redação Whow! | 15/04/2021 16h33 Arte Grupo Padrão (@flaviopavan_76) Arte Grupo Padrão (@flaviopavan_76)

Com um número cada vez mais e aportes. mais volumosos nas startups da América Latina e Caribe, as estratégias de atuação, bem como a expansão internacional, têm variado na região, como aponta um relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Nele aparece que, enquanto as startups brasileiras se concentram mais no mercado local, as outras empresas da economia no restante do bloco necessitam focar na internacionalização de forma mais antecipada.

O relatório aborda que no Brasil, 83% das startups têm estratégias locais e representam 74% do valor do ecossistema. Já fora do território nacional, 49% atuam nos respectivos mercados locais. As fintechs e e-commerces já são 72% do valor do ecossistema, porém existem outros 16 setores de atuação das startups na América Latina e Caribe. E completam o top cinco de setores com as startups de maior valor: desenvolvimento de software (6%), proptech (3%) e logística (2%).

O BID também traz no seu estudo um dado da consultoria McKinsey, no qual destaca que as fintechs podem impulsionar o PIB dos países emergentes em US$ 3,7 trilhões até 2025, com a criação de 95 milhões de novos empregos. E pode levar 1,6 bilhão de pessoas para o setor do sistema financeiro.

Raio-x das startups na América Latina e Caribe

O ecossistema de startups na América Latina e Caribe já somam 1.005 empresas, que receberam mais de US$ 1 milhão em investimento, e com um valor coletivo de US$ 221 bilhões. Este valor de de US$ 7 bilhões em 2010, segundo o BID. Além disso, elas já levantaram US$ 28 bilhões e juntam incluem 28 organizações que valem mais de US$ 1 bilhão e possuem mais de 245.000 funcionários.

86% das startups no continente estão concentradas no Brasil e na Argentina, sendo que o primeiro tem uma base de 16 com valor superior a US$ 1 bilhão e 51% da atividade de capital de risco da região em 2019. Já a Argentina abriga cinco startups com valor superior a US$ 1 bilhão, segundo maior na América Latina e Caribe. E desde 2017, o valor das startups unicórnio aumentou sete vezes e meia até o final do ano passado. Mas apenas outros quatro países da região possuem startups com este status, México, Uruguai, Colômbia e Chile.

A publicação também pontua que oito ações podem alavancar o potencial das startups da região, sendo elas:  estimular países não ativados, ativar Deep Tech, ativar áreas metropolitanas de médio porte, facilitar a internacionalização, fortalecer VC corporativo, dimensionar setores digitais imaturos, aumentar o foco na inclusão, e a regeneração e o aumento da representação feminina.

Também o estudo estima que, até 2030, o valor do ecossistema de startups na região será de mais de US$ 2 trilhões e mais de US$ 30 bilhões advindos dos investimentos de venture capital. O que contribui para isso é a o aumento de 68 vezes que aconteceu na atividade de capital de risco crescer na última década na América Latina e Caribe. Porém, outros países têm uma quantidade maior de investimentos, como nos casos da China, que investe sete vezes mais per capita, em comparação com a ALC, e Israel 117 vezes e a Estônia 82 vezes.

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