Conheça startups e aceleradoras que promovem impacto social - WHOW

Eficiência

Conheça startups e aceleradoras que promovem impacto social

Conheça três startups e uma aceleradora que estão trazendo soluções para problemas sociais através da inovação em diversos setores

POR Carolina Cozer | 07/10/2019 15h02

Startups de impacto social trazem situações inovadoras para problemas recorrentes no mundo que, algumas vezes, não recebem todo o apoio que precisam dos governos. 

Enquanto muitas delas têm como objetivo maximizar seu capital, outras estão direcionadas muito mais à ocasionar mudanças e transformar o mundo em um lugar melhor. Para alguns empreendedores da atualidade, inclusive, ganhar dinheiro sem resolver nenhum problema social, concomitantemente, é algo que já nem deveria mais existir.

Mercado no Brasil

Segundo dados do Sebrae, o Brasil tem mais de mil negócios de impacto social, sendo que mais da metade deles estão operando há menos de um ano. É um mercado emergente, e que tende a crescer, uma vez que o empreendedorismo está passando por uma onda de ressignificação dos valores capitais.

A maior parte desses negócios são geridos por jovens entre 30 e 39 anos, na região sudeste do país, e usam tecnologias e tendências inovadoras para trazerem soluções à dores locais ou globais.

impacto social Foto Blake Wisz (Unsplash)

Quem está fazendo a diferença

Simbiose Social – São Paulo, SP

As Leis de Incentivo fiscal no Brasil são pouco conhecidas e subutilizadas, gerando desigualdade social. Segundo dados da empresa, 71% dos projetos de incentivo acabam não saindo no papel, por falta de recursos, e 50% do teto de recursos fiscais das empresas não é direcionado a lugar nenhum. 

A Simbiose Social, que está localizada em São Paulo, desenvolveu uma plataforma com uma base de dados de mais de 180 mil projetos sociais, para unir as empresas que precisam de incentivo com as que procuram direcionamento para os recursos. O sistema de busca é capaz de encontrar os projetos mais alinhados com as estratégias de responsabilidade social de empresas que querem doar seus recursos a elas. Assim, empresas do primeiro, segundo e terceiro setor se unem e dão “match” em seus propósitos em comum para impacto social.

A empresa oferece a consultoria de um profissional (que eles chamam de “Simbiótico”) para intermediar esse contato e tornar os aportes mais seguros. 

Esta é a maior base de dados de investimento social do país. Mais de 80 organizações sociais já foram contempladas com recursos graças a esse projeto, e R$ 150 milhões foram gerados e direcionados pela Simbiose Social.

O Polen – Curitiba, PR

Levar impacto social para o comércio, tornando o varejo virtual como colaborador em causas sociais, ao mesmo tempo em que torna a experiência de compra do consumidor mais positiva e com mais significado. Esta é a missão do O Polen.

Criada em Curitiba, a plataforma é capaz de converter vendas em lojas virtuais em doações.

O consumidor, na hora de fechar uma compra, seleciona uma causa para apoiar. Assim que o pagamento é efetuado, a loja doa automaticamente R$ 1 ou 1% do valor para a causa escolhida.

Segundo o site oficial do projeto, é comprovado que 94% dos consumidores brasileiros preferem efetuar compras em lojas que têm alguma importância social. Com isso, O Polen tem melhorado a repercussão de lojas e aumentando a conversão de vendas através dessa possibilidade.

Mais de 300 instituições já foram beneficiadas pelo projeto, com mais de R$ 340 mil movimentados em doações. A empresa foi vencedora do desafio de inovação do Sebrae em 2018. Entre as empresas que já são “polinizadoras” estão 99, Fom, Shop B, Quintess, Stoned e Meu Game Usado.

impacto social Foto Shaila (Pixabay )

M.A.E. – Campinas, São Paulo

Cinquenta por cento das mulheres ainda perdem seus empregos após meses de licença maternidade e, normalmente, nunca conseguem chegar a altos cargos por conta dos filhos. Isso faz com que muitas delas abandonem suas carreiras, ou se submetam a salários inferiores, em um momento da vida em que o lado financeiro é muito mais delicado.

A M.A.E., situada na cidade de Campinas, é uma escola de negócios online para mães empreendedoras. É a primeira instituição de ensino do gênero no país, e surgiu para capacitar mulheres a se tornarem donas de seus próprios negócios, e não dependerem do mercado tradicional, que tende a desvalorizá-las em situação de maternidade.

A empresa oferece cursos com uma metodologia própria, chamada GO!MÃE, que ensinam planejamento, gestão e validação de seus negócios próprios. Desta forma, as mulheres não precisam mais escolher entre abandonar a carreira ou cuidar dos filhos com as próprias mãos.

Mais de 3 mil mães empreendedoras aceleraram seus negócios no último ano. Suas fundadoras foram reconhecidas como as mulheres mais inovadoras do Brasil, e a empresa já ganhou prêmios nas áreas de melhores empresas de impacto social e de mais inovadoras do Brasil, como o prêmio Whow!.

Artemísia – São Paulo, SP

Há muito espaço para startups de impacto social no Brasil, mas a maioria não sai do papel por falta de recursos financeiros. Como o lucro desses novos empreendimentos não é imediato, fica ainda mais difícil que novas empresas surjam em locais de baixa renda.

Por isso a Artemísia surgiu como uma aceleradora de startups de periferias, que tenham foco em impacto social. A empresa identifica e potencializa empreendedores com esse perfil, capacitando novos negócios que podem trazer impacto positivo a milhares de brasileiros em situação de vulnerabilidade econômica.

Em 10 anos de atuação, a Artemísia, que fica em São Paulo, já acelerou mais de 170 negócios brasileiros de impacto social, capacitou outros 400 em seus diversos programas e acumulou cerca de RS 112 milhões de investimentos em negócios acelerados. A empresa é pioneira na disseminação e no fomento de negócios de impacto social no Brasil.

Já segue o Whow! no Instagram?


+ STARTUPS

As startups mais desejadas para se trabalhar no Brasil
Há vagas: 10 startups que estão em busca de talentos
As asas dos unicórnios brasileiros
7 startups que receberam aportes em agosto
Grandes empresas apostam em programas de aceleração para startups