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Startup unicórnio brasileira comenta sobre o futuro da logística

O vice-presidente da Loggi diz que a comunicação e o frete precisam ser diferentes para atingir os diferentes brasileiros

POR Redação Whow! | 17/11/2020 18h54 Startup unicórnio brasileira comenta sobre o futuro da logística Imagem Loggi: divulgação

Conectar o Brasil, este é o futuro da logística vislumbrado pela Loggi, de acordo com Ariel Herszenhorn, vice-presidente de Expansão da startup unicórnio brasileira. 

O executivo ainda comentou, durante o Whow! Festival de Inovação 2020, que ao se pensar no transporte de produtos é necessário pensar em ser acessível para possibilitar o consumo em qualquer lugar. “A comunicação e o frete precisam ser diferentes para atingir os diferentes brasileiros”, comenta Ariel.

Na sua continentalidade, o Brasil impõem um desafio geográfico também por conta das regiões remotas e de difícil acesso, quando o assunto é a logística. Mas mesmo nestas regiões, a população está cada vez mais conectada e também está criando os próprios negócios. Segundo dados do vice-presidente de Expansão da Loggi, 58 milhões de brasileiros estão envolvidos com um negócio próprio ou tem o próprio negócio e o País está conectado, com nove horas de acesso à Internet pela população, e 94% dos municípios com Internet 4G.  

“Para nós, conectar o Brasil significa entregar qualquer coisa, para qualquer pessoa em qualquer lugar. E também ter bons parceiros para receber e distribuir uma encomenda, e na logística de transporte para chegar em qualquer lugar no Brasil, nos 60 milhões de domicílios”, descreve o executivo que também detalha a importância dos parceiros em diferentes regiões do Brasil para a constante expansão do negócio. 

Futuro da logística através da tecnologia

Ariel aponta que a startup, que nasceu como um negócio de mensageira, tem sete anos de existência e chegou ao valor de mercado acima de US$ 1 bilhão em junho de 2019, quer usar mais as possibilidades de gestão via celular e com automação para trilhar o futuro da logística. “Estamos conectando o Brasil e reinventando a logística com tecnologia. Hoje, o processo é baseado em rodovias e modais pouco desenvolvidos. Há uma possibilidade de repensar a logística e ter uma facilidade via mobile e trabalhar com automação, de forma escalável, com um modelo de negócio diferente, e com diferentes modais de entrega, para atrair uma eficiência de custo”, descreve.

No entanto, a Loggi apresenta um foco além da tecnologia. Ariel comenta que pilares estratégicos, como foco no cliente, integração, status, a democratização do acesso dos clientes com as plataformas da Loggi, e principalmente o cross-docking, para a gerencia na palma da mão, estão trazendo diferenciais competitivos ao unicórnio brasileiro.

“E temos um grande centro de distruibuição em São Paulo e outros seis espalhados pelo Brasil, para possibilitar a distribuição a qualquer lugar no País. E com a agência, temos um modelo próprio que faz a conexão com o last mile, que pela palma da mão, vê as ofertas de entregas com os entregadores. Isso nos dá mais velocidade”, comenta o vice-presidente de Expansão da Loggi.

Expansão e abertura da startup

De acordo com Ariel, a empresa pretende acabar o ano atendendo 540 cidades no Brasil e já planeja uma expansão para 3.000 no próximo ano. “E através dos parceiros podemos levar para 100% da população”, completa.

O executivo também revelou, durante o evento, que nos próximos meses as APIs da Loggi estarão abertas para a participação do ecossistema nos serviços de transporte. “Somos orientados ao produto para torná-lo melhor, escalável, mais barato e mais rápido”, comenta.

A Loggi já captou US$ 295 milhões em investimentos, com o último sendo em maio de 2019, através do SoftBank.


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