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Tecnologia

Startup foca em nova tecnologia para ganho de produtividade na indústria

Serviços de interpretação de imagem ganham destaque ao combinar IA e câmeras de alta capacidade. O resultado? Informações mais refinadas   

POR Raphael Coraccini | 19/02/2020 09h30 Startup foca em nova tecnologia para ganho de produtividade na indústria Foto ilustrativa Bernard Hermant (Unsplash)

A expressão de alegria de alguém em uma loja, por exemplo, é algo que só a tecnologia de interpretação de imagem pode oferecer. Isso somado à grande quantidade de câmeras por todos os lugares têm o potencial de produzir inteligência para vários setores da economia. A tecnologia de captação e interpretação de imagem está ganhando força graças ao desenvolvimento e combinação com outras tecnologias, em especial, inteligência artificial e machine learning.

Segundo Daniel Moura, fundador e CEO da startup Pix Force, especializada em serviços de interpretação de imagens para vários setores da economia, o Brasil tem potencial para emparelhar com as grandes nações nesse assunto pelo fato de ser uma tecnologia ainda em desenvolvimento, sem hegemonia construída.

“Nas novas tecnologias, a gente consegue ficar muito próximo do que está sendo feito em países desenvolvidos, porque são novas até para eles [outros países]”

Daniel Moura, fundador e CEO da Pix Force

Redução de custo da tecnologia

Daniel garante que esse é o momento certo para que as tecnologias relacionadas à interpretação de imagem ganhem tração por aqui. Isso porque as câmeras estão com custos baixos, mesmo as termais, para ambientes escuros e de tecnologia mais recente. “Tecnologias que eram comercializadas a 100 mil dólares até poucos anos atrás hoje são vendidas a mil dólares”, afirma.

Além da melhora na captação das imagens, o poder computacional também têm passado por acelerada evolução. “Hoje, a gente consegue processar em tempo real, consegue colocar placas de vídeo em drones, por exemplo, para processar em tempo real para alertar áreas de incêndio”, explica.

tecnologia Foto ilustrativa Pawel Czerwinski (Unsplash)

LGPD e interpretação de imagens

O empreendedor alerta que o crescimento da importância da imagem como base de dados para otimização de processos requer um cuidado maior na privacidade de dados. Essa preocupação já está em evidência graças às leis de proteção de dados que surgiram pelo mundo e por conta de setores da economia que já estão mais adiantados no uso da interpretação de imagens, como o setor financeiro, que usa essa tecnologia para comprara documentos enviados digitalmente e realizar abertura de contas, por exemplo.

Para Daniel, a tecnologia veio para substituir processos mecânicos e muito passíveis de erro quando feito por humanos. Mas avalia que, para que realize todo seu potencial, precisa demonstrar que é capaz de proteger as pessoas. “A interpretação de imagem têm a função de proteger e fazer com que o mundo seja um lugar melhor. Várias cidades usam hoje câmeras de segurança para achar carros roubados ou clonados”, afirma. “Se você é uma pessoa do bem, honesta, você não tem nada a perder. Isso já está sendo feito no Brasil e não tem volta.”

Setores estratégicos para informação

O que pode impulsionar o Brasil nesse mercado da informação é a participação de setores estratégicos. Para além do setor financeiro, outros como energia e indústria, são potenciais no uso de novas tecnologias de interpretação de imagem.

Pode parecer estranho falar desta tecnologia nesses segmentos porque o que é mais frequente nos textos que abordam esse tema é reconhecimento de faces humanas para segurança pública e para pagamentos, principalmente.

Na segurança do trabalho, as indústrias estão preocupadas em cuidar dos funcionários por meio dessa tecnologia, avaliando situações de risco por meio da interpretação de imagens. Empresas de mão de obra em grande quantidade, como da produção de energia e da indústria de base, são destinos possíveis das novas tecnologias de interpretação de imagem.

Hoje, a Pix Force já tem aplicações em áreas de indústria, agroindústria e linhas de transmissão.

Para Daniel, a interpretação de imagens têm potencial para alavancar a produtividade da indústria por meio da automação de processos que passarão a ser supervisionados por pessoas enquanto os robôs fazem a parte mais mecânica da atividade.

“Existe uma regra de ouro quando se fala em inovação, sempre que você tiver um ser humano supervisionando, vai ter uma máquina fazendo melhor a um custo menor”

Daniel Moura, fundador e CEO da Pix Force

E a interpretação de imagens representa um segundo nível nessa capacidade de otimizar compreensão e otimização em tempo real de processos.


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