Startup da Bahia desenvolve robô para recrutamento de pessoas - WHOW

Tecnologia

Startup da Bahia desenvolve robô para recrutamento de pessoas

A Intera nasceu como uma escola de tecnologia que formava desenvolvedores, e a aproximação com o RH das empresas mudou o rumo do negócio

POR Adriana Fonseca | 15/10/2020 10h48 Imagem: Pixabay Imagem: Pixabay

Ao perceber a escassez de profissionais qualificados para atuar no mercado digital, surgiu em 2017 a Weber School, uma escola de tecnologia que formava desenvolvedores web. Esse foi o embrião do que é, hoje, a Intera, uma hrtech voltada para recrutamento digital. “Em 2018, mudamos o modelo de negócio da Weber School e nasceu a Intera”, comenta Paula Morais, CEO e cofundadora da Intera junto com Augusto Frazão, ao Whow!.

“Nas interações com o RH, era evidente a dor em relação ao preenchimento lento das vagas, fazendo com que chegássemos ao ‘hunt hacking’, solução que teve evidente adesão e encaixe com as necessidades do mercado.”

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O “hunt hacking”, ou melhoria contínua no recrutamento de pessoas, a que Paula se refere é o core business da startup. Ela explica: “Diferentemente das consultorias tradicionais, utilizamos tecnologia e dados para tornar o processo de ‘hunting’ mais eficiente, gerando altas taxas de assertividade, com velocidade e baixo custo, ao mesmo tempo em que oferece um atendimento personalizado ao cliente e uma experiência do candidato única.”

Hackeamento no recrutamento de pessoas

Segundo a empreendedora, o que a Intera faz é “hackear” os métodos tradicionais de recrutamento e investir em inteligência e tecnologia para tornar o processo de atração mais assertivo e ágil. “O espírito ‘hacker’ é sinônimo de inconformismo, é não se acomodar diante das imperfeições e buscar sempre evoluir. Olhamos para cada etapa do processo de recrutamento como algo a ser ‘hackeável’, algo a ser melhorado dia após dia”, diz.

Isso, de acordo com Paula, se reflete desde o modelo de negócio, que é baseado em um plano de assinatura, até as tecnologias desenvolvidas para otimizar etapas do processo de seleção de profissionais. “Esse mindset nos fez ainda desenvolver uma cultura ‘data driven’, na qual utilizamos de dados e inteligência para tomar decisões embasadas. Em um mercado onde contratar profissionais de tecnologia está cada vez mais concorrido, evitar decisões baseadas em ‘achismos’ acaba se tornando um grande diferencial”, explica a empreendedora.

Dessa forma, a Intera diz ajudar as empresas a preencherem vagas em uma média de 20 dias, “metade do tempo médio do mercado”, segundo Paula. “Em 2020, tivemos uma taxa de contratação de 82,58%, e se analisarmos apenas o trimestre passado (julho a setembro), essa taxa foi de 93,58%”, descreve. 

Desafios da startup nordestina

Ela cita como exemplo a contratação de um engenheiro de software sênior, que chega a sair menos que R$ 2 mil para o cliente da Intera “quando há contratação de mais de um talento em um mesmo crédito”. “Isso não é possível com nenhuma outra empresa do mercado”, diz. A receita da startup cresceu 280% entre maio e agosto deste ano, comparado ao mesmo período de 2019 e a estimativa é crescer mais de 50% até o fim do ano. Hoje, são 55 funcionários na equipe.

A sede da startup, aliás, é em Salvador, na Bahia, mas a empresa possui também um escritório em São Paulo, no Cubo Itaú. Segundo Paula, a maior dificuldade de estar na Bahia é conseguir talentos para as áreas de tecnologia, produto e dados. A vantagem está no custo, menor do que manter a sede em uma cidade como a capital paulista. Já do ponto de vista de vendas ela diz não haver dificuldade.


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