Startup brasileira promete impactar o setor de delivery sem taxar os restaurantes - WHOW
Eficiência

Startup brasileira promete impactar o setor de delivery sem taxar os restaurantes

Cozo Tecnologia, incubada no Cietec, desenvolveu uma plataforma que permite ao consumidor escolher o seu entregador

POR Adriana Fonseca | 13/11/2020 19h53 Startup brasileira promete impactar o setor de delivery sem taxar os restaurantes Imagem Kelly Sikkema: Unsplash

A incubadora USP/IPEN-Cietec recebeu 24 novas startups no primeiro semestre de 2020, em meio à crise da pandemia. Um aumento de cerca de 5% com relação ao mesmo período de 2019, pré-covid-19.

“Apesar da crise, o momento é oportuno não só para startups de tecnologia como também para startups voltadas à saúde, já que com a pandemia, as empresas e o governo estão ampliando os investimentos em projetos de inovação e automação de serviços, principalmente para produção de equipamentos hospitalares que podem ser usados no combate ao novo coronavírus”, afirma Sergio Risola, diretor-executivo do Cietec e colunista do Whow!.

Delivery sem taxa para os restaurantes

Entre essas novas startups incubadas está a Cozo Tecnologia, que oferece um modelo descentralizado e gratuito de delivery urbano que valoriza os restaurantes locais e permite que os entregadores tenham autonomia de preços, unindo as três partes do food delivery: usuário, restaurantes e entregadores. 

Para sua plataforma descentralizada funcionar, a empresa usa inteligência artificial, algoritmos modernos e arquitetura de software avançada. Enquanto seus concorrentes limitam o acesso ao delivery ao taxar em 30% os restaurantes e entregadores, a Cozo é gratuita e pretende levar esse mercado para um novo nível de escala.

“Acredito que precisamos dar esse próximo passo no delivery e oferecer uma plataforma gratuita que utiliza intensamente algoritmos inteligentes a serviço de nossa sociedade”, comenta Adauton Heringer, CEO da Cozo Tecnologia, ao Whow!. Para ele, o diferencial da plataforma é solucionar a imposição de taxas por parte dos aplicativos para restaurantes e entregadores. 

A monetização da startup

Funciona assim: na plataforma livre que reúne as três pontas do delivery de alimentos, o usuário escolhe quem vai fazer a entrega de seu pedido. Isso permite ao consumidor escolher seu entregador de confiança, ao invés de depender de uma “unidade central” que faça esse serviço e cobre por ele. Dizem os fundadores, ex-funcionários do Citibank, que isso só é possível com o uso intensivo de algoritmos modernos e arquitetura de software.

E para monetizar o trabalho, a startup tem parcerias com operadoras de cartão de crédito. “Isso porque todo o volume financeiro passa por nossa plataforma. Com um volume financeiro suficientemente grande podemos negociar melhores preços com as empresas de cartão de crédito e então monetizar a plataforma. Nossa estimativa é de alcançar até 2% no valor do pedido com esse modelo”, explica Adauton.

O CEO da startup, antes de empreender, foi gerente de produto do Citi e gerente de portfólio de risco. Entrou no banco como trainee e cursou economia na Universidade Federal de Minas Gerais. Atualmente, ele faz mestrado em ciência da computação no Instituto de Matemática Aplicada da Universidade de São Paulo (IME-USP).


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