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Eficiência

Startup brasileira é convidada a levar negócio sustentável para Europa

A Green Mining desenvolveu uma solução de logística inversa inteligente, com rastreamento total do processo de coleta e descarte dos resíduos

POR Adriana Fonseca | 12/03/2020 11h00 Startup brasileira é convidada a levar negócio sustentável para Europa Arte Grupo Padrão (Giovana Sorroche)

A Eurada, Associação das Agências de Desenvolvimento da Europa, convidou uma startup brasileira para apresentar sua iniciativa de coleta e rastreabilidade de recicláveis. A apresentação aconteceu em janeiro em Bruxelas, na Bélgica, durante o Brokerage Event for Innovation Agencies 2020, que abre oportunidade para a discussão de ideias e projetos inovadores.

A startup selecionada foi a Green Mining, fundada em 2018. A empresa cria soluções para reaproveitamento de embalagens. Chamada de logística reversa inteligente, a solução coleta embalagens pós-consumo em estabelecimentos como bares, restaurantes e condomínios de maneira ambientalmente correta, por meio de triciclos e sem emissão de gás carbônico.

Os coletores de resíduos que trabalham para a Green Mining são funcionários com carteira assinada, garante a startup.

startup Foto ilustrativa (Pixabay)

Tecnologia em prol do negócio sustentável

Com um sistema de rastreabilidade, que é feito em todas as fases do processo, a empresa garante que todo o material coletado chegue ao seu destino de maneira correta, seja ele a reciclagem ou a reutilização, evitando que os resíduos tenham os aterros como destino.

“Todas as informações são registradas no aplicativo da Green Mining por cada coletor, incluindo o local onde o material foi gerado. Com informações como data e local da coleta, peso e destino dos recicláveis, o sistema faz o rastreamento do percurso de cada triciclo, garantindo a transparência da informação”, explica o presidente da Green Mining, Rodrigo Oliveira.

A startup diz adotar um conceito chamado de “mineração urbana”, em que reúne inovação e tecnologia para recuperar as matérias-primas da cidade e levá-las de volta para o ciclo de produção de maneira econômica.

Com um algoritmo proprietário, a Green Mining faz o mapeamento de pontos de geração de resíduos e em áreas onde se identifica uma quantidade grande, é instalada uma central de recebimento denominada “hub”. Lá fica armazenado todo o material coletado nas redondezas antes de seguir para o seu destino final. Quando o hub atinge sua capacidade, o material é enviado a usinas e empresas de reciclagem.

Todo o material é pesado em cada etapa do processo e tudo é registrado no sistema da Green Mining, para garantir que o que foi coletado seja corretamente destinado. Dessa forma é feito o rastreamento total de origem, trajeto e destino, com segurança de tecnologia blockchain operada com smart contract.

Entre as empresas parceiras da startup está a cervejaria Ambev, que permite que o vidro recolhido seja levado à fábrica da cervejaria, devolvendo o material à cadeia produtiva da empresa.

A Ambev, aliás, acelera a Green Mining por meio de seu programa global 100+ Accelerator, que visa impulsionar o progresso dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e os Objetivos de Sustentabilidade 2025 da multinacional.

De 1 a 18 bairros atendidos 

Em menos de um ano de atuação, a startup, que iniciou em um bairro de São Paulo, expandiu sua operação para 18 bairros da cidade, além de Osasco, Rio de Janeiro e Brasília.

Nesses locais, a Green Mining já coletou mais de 720 toneladas de resíduos e diz ter evitado mais de 120 toneladas de emissões de ‎CO2.

A meta da startup é atingir mil pontos de coleta.


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