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Eficiência

Veja as soluções de startups brasileiras na pandemia do coronavírus

Atuando em diversas frentes, empresas utilizam a tecnologia para ajudar no combate e prevenção à Covid-19. Conheça estas startups

POR Luiza Bravo | 08/04/2020 12h09 Veja as soluções de startups brasileiras na pandemia do coronavírus Arte Grupo Padrão (@flaviopavan_76)

A pandemia do novo coronavírus já é uma realidade em todo o mundo: milhares de pessoas morreram em diferentes países em decorrência da doença, e cientistas correm contra o tempo em busca de tratamentos eficientes ou de uma vacina que seja capaz de prevenir a infecção.

As startups, é claro, não poderiam ficar de fora deste desafio mundial. Atuando em diversos segmentos, algumas empresas têm desenvolvido soluções para tentar conter a disseminação do vírus, promover diagnósticos mais rápidos ou desenvolver novos equipamentos de saúde.

Healthtechs brasileiras em tempos de pandemia

3D Criar

Startup da incubadora USP/IPEN-Cietec alterou o foco de seu negócio, com a pandemia, para vendas e manutenções de máquinas para produção de equipamentos de proteção e componentes hospitalares. Agora, a empresa está imprimindo, em 3D, suportes para proteção facial, válvulas de respiradores e distribuidores de fluxo de ar, equipamentos cuja demanda disparou nas últimas semanas, por conta da Covid-19.

“Estamos utilizando impressão 3D e materiais biocompatíveis para validar soluções cocriadas em todo o mundo e adaptadas para o Brasil. A impressão 3D trouxe uma velocidade de resposta gigantesca a uma crise sem precedentes, colocando em uso prático algumas soluções desenvolvidas em questão de horas”, diz Daniel Huamani, diretor de Tecnologia da 3D Criar, ao Whow!.

“A colaboração global trouxe soluções de respiradores de baixo custo em uma velocidade que assusta a tradicional indústria médica”

Daniel Huamani, diretor de Tecnologia da 3D Criar

pandemia Foto ilustrativa (Freepik)

Timpel

A startup desenvolveu um tomógrafo por impedância que monitora pacientes que precisam de ventilação artificial. O equipamento permite otimizar a ventilação artificial em pacientes em tratamento intensivo, diminuindo os efeitos colaterais e o tempo de dependência de ventilação mecânica. Assim, mais ventiladores pulmonares e leitos de UTI ficam livres em menos tempo para atender novos pacientes com Covid-19.

O aparelho já está sendo utilizado em hospitais no Brasil, Europa, Estados Unidos, Japão e no Oriente Médio. Em São Paulo, é possível encontrá-lo no Hospital das Clínicas, Hospital Emílio Ribas, Instituto do Coração e em diversos hospitais privados.

A Timpel pretende utilizar os dados da aplicação do equipamento no tratamento de pacientes graves para desenvolver e validar um algoritmo computacional específico para definição de estratégias de ventilação em casos da doença.

TissueLabs

A startup, que atua na fabricação de órgãos e tecidos em laboratório, direcionou toda sua equipe científica para o desenvolvimento de uma plataforma que permite estudar a Covid-19 no epitélio pulmonar, tecido que é atingido pelo novo coronavírus. A ferramenta será distribuída gratuitamente aos pesquisadores que estão desenvolvendo estudos sobre a doença.

Com ela, o cientista pode personalizar o tipo e a origem das células que serão utilizadas na pesquisa, possibilitando um entendimento mais detalhado da atuação do vírus em diferentes organismos.

NTU

A NTU Software Technology desenvolve aplicações robóticas para execução de tarefas colaborativas em ambientes hospitalares e de atividades de apoio em tratamentos clínicos. As tarefas colaborativas auxiliam na prevenção e redução dos riscos de contágio dos profissionais de saúde em ambientes hospitalares, por exemplo, intermediando as relações entre pacientes, acompanhantes e equipes médica e de enfermagem.

Já as atividades de apoio visam a redução do desgaste físico e psicológico dos profissionais de saúde que atuam em tratamentos clínicos, como as práticas repetitivas de monitoramento de pacientes infectados que ficam em isolamento.

Os robôs móveis também executam tarefas de esterilização e higienização, reduzindo a quantidade de pessoas que transitam pelo hospital.

O CEO da NTU Software Technology, Flavio Yamamoto, diz que as soluções desenvolvidas pela empresa criam um novo cenário para a dinâmica nos hospitais. “Os robôs colaborativos podem agilizar processos médicos de forma consistente e sistemática, para que os médicos dediquem, de fato, o seu tempo para os pacientes, garantindo a eles segurança e qualidade no tratamento.”


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