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Soluções de IoT impulsionam setor varejista

A internet das coisas é aliada na hora de melhorar as relações de consumo e proporcionar maior eficiência às operações do varejo

POR Carolina Cozer | 15/12/2020 10h00 Foto: Pixabay (Pexels) Foto: Pixabay (Pexels)

Os dispositivos conectados ainda estão em evolução, à espera da implementação da internet 5G para atingirem vigor máximo. Isso não significa, porém, que alguns segmentos já não estejam se beneficiando dessa inovação.

Um dos setores a beber da fonte da internet das coisas é o varejo. Uma pesquisa da Global Market Insights Inc. constatou que o varejo de IoT vai ultrapassar US$ 35 bilhões até 2024. Existem diversas áreas deste setor em que os dispositivos conectados podem fazer a diferença, como logística e estoque, caixas inteligentes, climatização, rastreamento de ativos e muitos outros.

“Estamos certos que a IoT é uma das grandes aliadas para melhorar as relações de consumo, gerar experiência memoráveis, proporcionar maior eficiência à cadeia de valor e aumentar o controle de operações”, diz Alessandro Galvão, Diretor de Marketing da Associação Brasileira da Internet das Coisas (ABINC).

Segundo Galvão, a adoção da internet das coisas pelo varejo ocasiona a aceleração do processo de decisão dos compradores em até 25%, além do aumento significativo no consumo em canais digitais, que, em algumas empresas, pode chegar a até 250% a mais.

Também há outros benefícios, como a redução de falhas no abastecimento e aumento do índice geral de satisfação no atendimento.

“A IoT tem sido aliada do varejo há muito tempo”, diz Galvão. “A sofisticação da infraestrutura de captura e processamento de dados na ponta, e o estreitamento do varejo com os provedores e integradores de tecnologias, criou uma nova dinâmica nos últimos 10 anos, que se intensificou pelo avanço tecnológico e pela preocupação cada vez mais intensa com experiência do cliente”, aponta.

Vantagens para o varejo online e offline

E não é apenas o varejo físico que pode se beneficiar da internet das coisas. Também há ações implementadas de IoT no e-commerce. “As empresas de varejo online vêm adotando, ao longo dos últimos anos, diversas práticas em suas operações e centros de distribuição, que estão totalmente em conformidade com as medidas de isolamento, protocolos de saúde e vigilância sanitária”, afirma Galvão. 

Alguns exemplos de utilização de IoT no e-commerce citados pelo diretor são: robôs de transporte; endereçamento de mercadoria em estoque; realização de processos de picking and packing; práticas de desinfecção e isolamento de mercadorias; e os smart robôs nas operações logísticas e de limpeza.

“O frictionless retail também foi uma das tendências adotadas pelos varejistas. Afinal, com o shopper buscando ter menos contato para evitar o contágio pelo vírus, soluções como os self-checkouts, scan & go e o pagamento por aproximação estão sendo adotadas pelo varejo brasileiro”, diz, citando exemplos de dispositivos IoT no varejo físico durante a pandemia.

“Já nos varejos de vestuários, especialmente as grandes redes, podemos incluir as aplicações que fazem contagem automática de clientes, indicando quando a capacidade máxima da loja foi atingida. Todas essas tecnologias têm proporcionado melhores condições de visitação às lojas, reduzindo o medo da população, evitando a criação de focos de contaminação e, principalmente, criando novas perspectivas de consumo para o mercado”.

IoT A IoT no varejo ocasiona a aceleração do processo de decisão dos compradores em até 25%. Foto: Markus Winkler (Unsplash)

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Fastshop 

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Grandes redes de supermercado

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Shoulder e Maria Filó

Ambas têm investido em novas tecnologias visando o aprimoramento de seus serviços de atendimento ao cliente antes, durante e após a conclusão da compra.

Próximos passos de IoT

Ainda há muito o que se esperar das tecnologias de IoT nos próximos anos. Além da ampliação da cobertura, que deverá ocorrer após a implementação da internet 5G no Brasil, Galvão observa que veremos o barateamento dessas tecnologias e a difusão de seus benefícios, que proporcionará a sua expansão para todos os tipos de varejo, deixando de ser um privilégio das grandes redes.

“Com a 5G teremos maior cobertura e velocidade de processamento na ponta, além de plataformas digitais criando maior interação entre os elos da cadeia. Isso irá gerar experiências diferenciadas, que contribuirão para a digitalização de negócios e processos nas empresas”, finaliza.


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