Setores com potencial para empreender de 2022 em diante - WHOW

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Setores com potencial para empreender de 2022 em diante

De acordo com estudo do BCG, há setores que não apenas tiveram impacto positivo na pandemia como devem manter o crescimento no longo-prazo

POR Marcelo Almeida | 07/12/2021 19h32

O sofrimento causado pela pandemia é generalizado, impactando todas as pessoas de forma negativa (algumas com maior ou menor intensidade, é claro). No entanto, quando se fala de negócios e empreendedorismo, alguns setores tiveram resultados positivos ao longo dos últimos dois anos, e o desempenho pode continuar em alta no futuro.

O impacto positivo ou negativo às empresas de determinado setor durante a pandemia se deve, sobretudo, às mudanças de hábitos dos consumidores, impulsionadas por restrições de locomoção, de aglomerações e a migração para o ambiente digital. De acordo com estudo do Boston Consulting Group (BCG), é possível agrupar empresas e indústrias inteiras em quatro grupos no período pandêmico: as que “perderam” no curto prazo, as que “venceram” no curto prazo, as que “perderam” no longo prazo e as que “venceram” no longo prazo.

Primeiro, vamos focar neste último grupo, por ser o de mais potencial para empreender em 2022 e ter sucesso dali em diante.

Setores para empreender de 2022 em diante

Segundo o BCG, os seguintes setores têm alto potencial de crescimento nos próximos anos:

  • serviços de entretenimento de consumo caseiro, como por exemplo as assinaturas de serviços de streaming nos EUA  que cresceram 5%;
  • serviços e produtos para o segmento pet, por conta do aumento da convivência com animais de estimação e mais pessoas adotando pets;
  • serviços e produtos de limpeza doméstica, devido ao maior tempo que as pessoas passam e passarão em casa, precisando realizar faxinas com maior frequência;
  • delivery e retirada de produtos para consumo em casa. com destaque para soluções de logística, mas também passando por empreendimentos como serviços de entrega de comida caseira.

Setores que “venceram” no curto prazo

  • melhoria para a casa, um setor que engloba desde empresas de reformas, até móveis, eletrodomésticos e outros produtos e serviços que ajudam as pessoas a estarem bem ambientadas em seus próprios lares;
  • mercados e hortifrúti,  com destaque para produtos saudáveis devido a uma temporária mudança de hábitos alimentares;
  • planos e serviços de saúde, uma vez que o medo de contrair o próprio Covid-19 ou ter algum doença durante um momento de crise levou muitas pessoas a buscarem serviços de saúde melhores.

Os grandes “perdedores” na pandemia

  • Os perdedores de curto prazo: os serviços de viagens para lazer, assim como as companhias áreas que fazem voos para locais turísticos, em função das restrições para conter a pandemia; restaurantes, afetados por serem locais de natural aglomeração de pessoas em que o uso de máscaras é impossível; áreas de luxo de moda em geral, já que tais produtos não são tão essenciais, sobretudo quando as pessoas passam mais tempo em casa.
  • Os perdedores de longo prazo: transporte público, já que em muitos lugares as pessoas preferem usar qualquer outra alternativa mais individual para evitar as aglomerações de transportes públicos, mas o impacto no Brasil deve ser menor porque uma grande parte da população depende desse tipo de transporte e não têm condições de pagar por serviços individuais para ir ao trabalho, ou mesmo usarem bicicletas por morarem geralmente longe de onde trabalham; viagens de negócios, motivadas também pelo desejo das empresas de cortar gastos e preocupações com sustentabilidade; cinemas, já que com a pandemia os serviços de streaming passaram a lançar diversos filmes de tremendo sucesso que antes da pandemia teriam passagem certa pelas telonas.