Do setor financeiro à inovação das fintechs - WHOW
Eficiência

Do setor financeiro à inovação das fintechs

Representantes de diferentes organizações do segmento apontam para novas parcerias e investimentos com as startups do setor financeiro

POR Eric Visintainer | 15/04/2021 16h40 Do setor financeiro à inovação das fintechs Imagem: Shutterstock

Quase US$ 2 bilhões foram investidos nas fintechs brasileiras no último ano, de acordo com dados divulgados no início de 2021 noInside Fintech Report. Mas a tendência é que a quantidade de novos aportes para aumentar a competitividade no setor financeiro continue crescente.

Este tema foi foi parte da discussão durante um evento voltado para o setor financeiro das startups no Fintouch da Associação Brasileira de Fintechs, nesta quinta-feira (15). E os especialistas no setor financeiro Renan Schaefe, diretor-executivo na ABFintechs, Newton Hamatsu, superintendente de inovação da FINEP, e Filipe Borsato, chefe do departamento de gestão de investimentos do BNDES abordaram as atuais e futuras formas de financiamento à inovação no segmento.

Fintechs no apoio da transformação digital

O superintendente de inovação da FINEP, agência de fomento à ciência e inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, compartilhou que dentro dos atuais programas de incentivo da instituição estão: o Centelha, para a criação de empreendimentos inovadores; Tecnova, apoio com recursos de subvenção econômica; e o  Finep Startup, com foco no investimento quando a startup passou do momento de prototipação.

“Buscamos ser uma agencia focada em micro e pequenas empresas e em startups, só no ultimo ano foram mais de mil startups ajudadas”, disse durante a palestra.

No quesito do papel das fintechs auxiliando na transformação digital das empresas e no setor financeiro, o gestor público comentou que o movimento não vai parar. “Isso consegue reduzir a assimetria de quem empresta e vai tomar o recurso, com taxas de juros de acordo com o perfil de risco, e mais crédito sendo gerado e resultando em impacto social. Estamos bastante interessados neste segmento e buscamos alternativas para incorporar mais fintechs na nossa atividade da FINEP”, completou.

E dentro a aceleração da digitalização também já faz parte do próprio órgão público. “Não temos nenhum papel hoje, é tudo digital. Na maior parte dos programas da FINESP precisávamos fazer visitas presenciais às empresas, com tudo, agora acontece de forma virtual o que se soma à assinatura digital e migração para a nuvem. O que significa maior velocidade e menor custo”, contou Newton.

Já no caso do BNDES, que possui um R$ 1 bilhão para fundos de investimento semente e conta com os programas como o BNDES Garagem, a instituição também de beneficiou da agilidade do ambiente digital, segundo o responsável pelo departamento de gestão de investimentos do banco estatal. “Acreditamos que novas tecnologias vão aumentar a conmeptitivada bancaria em diversos acessos ao capital e vamos ver um número maior de canais de crédito. Temos aprendido a trabalhar em conjunto e conectar o sistema do banco com o sistema das fintechs. E com base nesses aprendizados, queremos aumentar o fluxo de entrantes”, apontou.

Filipe destacou também na fintechzação da economia, que pode proporcionar mais acesso à informações com menor risco. “Enxergamos o banco com uma descentralização do crédito e por outro lado existem múltiplas empresas que vão ter atuações no mercado financeiro: adquirentes, subadquirentes, empresas de ERP e marketplaces. Vemos as tecnologias financeiras como uma parte importante para o mercado de capital e crédito”, disse no debate virtual.

Novas parcerias do FINESP e BNDES

Os dois órgão nacionais que fomentam a inovação no Brasil querem manter e até expandir os seus investimentos e parcerias com as startups do país, de acordo com os participantes. Na FINEP o foco está no uso de novas tecnologias. “Queremos trazer um novo produto para a organização do credito, parceira para análise de credito interno e prestação de contas por meio do blockchain”, contou Newton. “Temos uma parceira com o Sebrae para o segundo semestre e o Centelha foi renovado. As perspectivas são bastante positivas. Inovação é o que gera riqueza e precisamos apontar nisso”, completou o superintendente de inovação da FINEP.

O blockchain também está nas ações do BNDES em especial para rastreabilidade, segundo Filipe. Além disso, as parcerias vão focar em um tamanho específico de empresas. “Há uma tendência de crescimento na atuação em conjunto com empresas de tecnologia para a modernização da atuação interna, mas também para o fortalecimento de crédito para PMEs”, disse o chefe do departamento de gestão de investimentos do banco.

A instituição também quer lançar fundos de investimento semente de R$ 500 milhões para capital de equity, com a tendencia das instituições aumentem a atuação com fintechs, principalmente o BNDES nos próximos anos, de acordo com o gestor.

E não perca as novidades nas nossas redes sociais no LinkedIn, Instagram, Facebook, YouTube e Twitter.


+SETOR FINANCEIRO

Veja a trajetória de empreendedores e executivos brasileiros no setor financeiro
7 lições de empreendedores que falharam em seus negócios
O que é acquihire? Empreendedores retomam o controle de suas startups
10 livros que aceleram a evolução dos empreendedores