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Setor automotivo: crescem as buscas por carros usados

Carros usados: veja aqui um panorama do mercado atual. A queda na procura por veículos novos e as previsões para o setor são destaque

POR Redação Whow! | 02/06/2021 16h36

Os carros usados vêm sendo mais procurados do que os veículos novos, do ano passado para cá. A pandemia do covid-19 e seus desdobramentos, impactaram diretamente o setor automotivo. Ainda hoje, o setor vivencia quedas nas vendas de veículos novos e paralisação de montadoras. Por outro lado, a procura dos carros usados cresceu. Neste conteúdo, veja um panorama geral sobre o tema. Continue a leitura!

Setor automotivo: a queda nas vendas de automóveis novos

Em abril de 2020, logo após as primeiras medidas de isolamento social serem anunciadas, os emplacamentos dispararam em torno de 214%. Entretanto, após o período,  as vendas dos veículos novos entraram em baixa e a tendência segue este ano. 

Já em abril de 2021, segundo dados da Fenabrave-Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, a venda de carros novos caiu 7,5%. Em contrapartida, a venda de motocicletas registrou um salto de 52%, o que representou 94,7 mil unidades no país.  Devido aos baixos números, os estoques de carros comerciais novos seguem reduzidos. A paralisação e fechamento de várias montadoras produziram efeitos diretos sobre as vendas de veículos zero.

Fábricas das montadoras estão paradas em todo país

Muitas fábricas das montadoras sentiram na pele os impactos provocados pela pandemia do COVID-19. No primeiro trimestre do ano passado, uma crise se instalou no setor, em razão da falta de componentes e da desaceleração da economia. 

Para cada automóvel, estima-se cerca de 600 mil semicondutores. A alta da demanda por eletroeletrônicos, que são abastecidos, em maioria, por empresas do mesmo segmento, impactou diretamente no processo de fabricação dos veículos. Os consumidores que optam por um carro novo, estão tendo que aguardar até 120 dias para recebê-lo.

Segundo dados da ANFAVEA – Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores, em torno de 29 montadoras tiveram suas atividades paralisadas. A Volkswagen foi uma das primeiras a anunciar a suspensão da produção, em  19 de março de 2020 . 

Em resumo, conforme dados do último levantamento da Anfavea em março deste ano,  estavam paradas: Mercedes, Renault, Scania, Toyota, Volkswagen, Volkswagen Caminhões e Ônibus, BMW, Agrale, Honda, Jaguar e Nissan. GM e Volvo não pararam totalmente, mas haviam reduzido substancialmente a produção. 

Setor automotivo no primeiro semestre de 2021

De fato, em janeiro deste ano, a projeção mediana do mercado para o avanço do PIB em 2021 era de 3,4%, após queda de 4,1% registrada em 2020. No boletim Focus do Banco Central mais recente, a previsão de crescimento para esse ano já estava em 3,18%. 

Entretanto, a situação pode melhorar, com o avanço da vacinação e a  reabertura gradual das atividades no segundo semestre. Embora o Ibre-FGV estime que o PIB do país deve cair 0,5% no primeiro trimestre e outro 0,5% no segundo trimestre, o instituto projeta alta de 3,2% do PIB no ano. 

Além da pandemia, a desvalorização cambial dos preços dos carros novos atingiu diretamente as vendas. Quer um exemplo? O Fiat Mobi, um dos carros mais vendidos do país em abril, é comercializado a partir de 45.000 reais. 

Crescem as buscas por carros usados e seminovos  

O cenário segue positivo para o segmento de carros usados. Afinal, o carango novo ficou mais caro e sua espera, mais longa. Além disso, as orientações para o distanciamento social, evitar aglomerações e ambientes fechados impulsionaram a compra de carros usados e, por sua vez, mais baratos. 

Conforme dados da Fenabrave, todos os segmentos do setor automotivo (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros veículos) registraram uma queda de 9,61% em abril deste ano.  

Porém, segundo a Federação, no acumulado de janeiro a abril de 2021 foram negociados 4.706.004 veículos usados, alta de 41,7%,  sobre o mesmo período de 2020, que somou 3.321.191 carangos mudando de dono.  Um número semelhante foi observado nos dados de automóveis e comerciais leves, ainda segundo a Fenabrave. Abril de 2021 registrou uma queda de 10,31% nas negociações (821.159 unidades) quando comparado ao volume de março (915.537). Contudo o número registra crescimento de 463,77% sobre os 145.654 automóveis e comerciais leves, em comparação aos negociados em abril de 2020. 

Previsões otimistas para o segmento dos veículos usados

Para o segmento de carros usados, as previsões seguem bem otimistas. Uma pesquisa encomendada pela ANFEAVA ao instituto Webmotors Auto Insights apontou que 96% dos respondentes têm intenção de comprar ou trocar o veículo em 2021.  Acredita-se que um dos principais fatores para isso é a busca pela segurança. Afinal, trafegar em ônibus, vans e carros de aplicativos pode representar um risco em relação à contaminação pelo COVID-19.

Vale a pena mesmo comprar um carro usado?

A resposta a essa pergunta é: depende. Adquirir um carro seminovo pode ajudar bastante quem precisa se deslocar mas que, no momento, não tem condições financeiras para desembolsar o valor de um veículo zero. No entanto, é preciso ter atenção. Afinal, um carro, em tese, deve facilitar a sua vida e não trazer mais gastos e estresse ao novo dono.

Dessa forma, atente-se ao ano do veículo, pois um carro é considerado de segunda mão ou seminovo com até 3 anos de uso. A quilometragem deve ficar entre 2 e 20 mil quilômetros. Observe também o estado do carango como um todo. Mesmo que entre nas características de carro seminovo em relação ao ano e à quilometragem, avarias na lataria e outros problemas podem fazer com que a compra não valha a pena.

Outro ponto a ser observado são os documentos e o chassi do veículo. Verifique multas e também se não existe algum sinistro registrado. Na dúvida, não faça negócios pelo calor da empolgação do momento. Busque algum mecânico ou alguém que entenda bem da área para oferecer suporte no momento da compra.

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