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Scania e Mercedes-Benz transformam caminhões em hubs de captação de dados

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[vc_row][vc_column][vc_column_text]Há alguns anos, os carros passaram a ser hubs de captação de dados sobre o comportamento dos condutores e eficiência dos veículos. Hoje, as montadoras contam com esse tipo de informação para, entre outras coisas, criar um sistema mais preciso de cálculo de serviços de manutenção. E nessa esfera, as montadoras de caminhões têm sido referência pela infinidade de quilômetros rodados por esses veículos todos os dias.

No Brasil, o transporte viário é o mais popular meio de entrega de produtos ao longo de toda a cadeia logística. E cada dia mais esse sistema ganha novos desafios por conta do aumento das entregas de produtos que são vendidos na internet. Nos Estados Unidos, país com o comércio eletrônico desenvolvido, a Amazon foi acusada pelo presidente Donald Trump de estar saturando o serviço público de correios. Sinal do aumento das exigências sobre o sistema logístico.

Nesse cenário, as montadoras têm criado uma inteligência logística capaz de transformar os sistemas público e privado de transporte de cargas e passageiros. “Há alguns anos, começamos as iniciativas em torno da captação de dados (das viagens dos caminhões e ônibus). Estamos passando por uma evolução para transformar esses dados em algo para além de informações sobre o trânsito, mas em produto que facilita a gestão de frotas”, aponta Gustavo Andrade, gerente de Portfólio de Serviços da Scania no Brasil.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_cta h2=”Telemetria permite aumento de 85% no intervalo de tempo entre as revisões dos caminhões Scania ” txt_align=”center”][/vc_cta][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_single_image image=”1328″ img_size=”full” alignment=”center”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Enquanto o carro para, em média, uma vez por ano para revisão, caminhões têm entre quatro e seis paradas por ano. Segundo Andrade, com a telemetria, a necessidade de parar o veículo para manutenção pode baixar para três vezes ao ano. “Não é uma conta exata, mas é uma aproximação. A inteligência artificial e os sensores dos veículos vão dizer exatamente quando parar”, completa.

Dados que evitam reparos

No caso de caminhões, Andrade estima que uma revisão chega a ter 70 itens de checagem, muito acima do automóvel de passeio. Por isso, a utilização do histórico de rodagem e a comparação com o desempenho de outros caminhões pelo mundo é tão importante para as transportadoras, por exemplo. “O caminhão não é bem de consumo como um carro de passeio. Ele está na estrada para nunca parar. A manutenção para a Scania é parte fundamental do business, muito mais que para as montadoras de carros leves”, detalha.

Por isso, a inteligência de dados tem sido usada para criar programas personalizados de manutenção dos veículos. Entre 7 e 10% dos custos totais de operação das transportadoras no Brasil está relacionado à manutenção da sua frota. A Scania espera que a telemetria tenha capacidade de reduzir esses gastos para os operadores de frota. Dos 100 mil veículos da Scania nas ruas do Brasil, 20% disso é conectado e, portanto, rastreável. No mundo, são 320 mil veículos conectados da montadora. O que mostra um potencial enorme de inteligência de dados e engenharia de trânsito.[/vc_column_text][vc_text_separator title=”Ônibus conectado ao ponto de parada” color=”black” style=”double”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/3″][vc_single_image image=”1329″ img_size=”full”][/vc_column][vc_column width=”1/3″][vc_column_text]Na Europa, o poder de captação dos ônibus da Scania é usado para ajudar o poder público na otimização do sistema de mobilidade urbana. “Nossos ônibus conversam com a malha viária e com as plataformas das estações por meio da internet das coisas”, explica. No Brasil, Andrade afirma que a empresa está preparada para servir a outras indústrias, em especial, a de gerenciamento de risco e rastreamento.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/3″][vc_column_text]“Na caixa preta dos nossos caminhões, temos uma saída de interface para interligação de dados com qualquer gerenciadora de riscos para identificar eventuais bloqueios do caminhão. A gente não cuida da parte de segurança patrimonial, mas temos total condição de dar acesso a essas empresas aos dados operacionais”, diz Andrade.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_text_separator title=”” color=”black” style=”double”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]O sistema de conectividade da Scania permite que um caminhão que rode nas estradas do Brasil seja comparado a uma base de 380 mil veículos pelo mundo. Esses dados serão utilizados na customização de planos de manutenção pelas montadoras às transportadoras e consumidores finais. “Ao invés de oferecer uma manutenção periódica, como se faz no sistema antigo de revisão, eu consigo devolver uma inteligência onde, através de um algoritmo, o próprio caminhão vai dizer quando ele vai precisar para e o que será preciso trocar”, detalha. “Com o uso da telemetria, 85% dos veículos tendem a aumentar o intervalo entre as manutenções. O cara que parava a cada 20 mil ou 30 mil quilômetros rodados, passa a rodar até os 50 mil”, completa.

No fim das contas, o aumento do tempo na estrada significa aumento da rentabilidade do negócio das transportadoras.

Para além do controle das informações dos caminhões, a Scania é capaz de classificar também as ações dos motoristas. A telemetria permite saber detalhes mais refinados da condução, como exigência de freios, comportamento nas subidas e outros aspectos que influenciam diretamente na durabilidade das peças e do veículo como um todo. Com isso, a montadora criou um serviço oferecidos a transportadoras que queiram identificar os melhores (e piores) condutores. “A gente entrega ao gestor da frota um relatório de desempenho do motorista e cria um score para cada um”, explica.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_cta h2=”380 mil veículos pelo mundo preparados para aprimorar a base de dados da Scania” txt_align=”center”][/vc_cta][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Andrade garante que, na conta final, a posse e a utilização dos dados pela Scania garante melhores preços para o cliente. Além disso, diminui a recorrência de caminhões paralisados por problemas mecânicos, que impactam diretamente na rentabilidade. “Hoje, todos os nossos pontos Scania estão preparados para ligar para o cliente e agendar a manutenção, a nossa central entra em contato com 14 dias de antecedência (do prazo identificado pelo algoritmo para um possível problema na peça)”, destaca.

Roberto Leoncini, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da Mercedes-Benz, destaca que as novas tecnologias nos caminhões permitem que sistemas sejam atualizados à distância. “A tendência é que os caminhões fiquem cada vez mais conectados e inteligentes e com isso não só passem informações, mas também recebam. Será possível fazer uma atualização over the air (atualização dos softwares sem a necessidade de encostar a máquina). Se eu tiver que fazer um udpate de software no motor ou na caixa de transmissão, não vou mais precisar que o caminhão vá até a concessionária. Vou conseguir fazer remotamente, onde ele estiver.

Para Leoncini, a dinâmica de manutenção dos caminhões hoje está se aproximando das usadas em aviões, o sistema mais seguro de transporte do mundo. A capacidade de predição que os caminhões têm hoje está diretamente relacionada à capacidade que de reunir dados. E em um País de dimensão continental e que privilegia o transporte viário, como o Brasil, essa riqueza é enorme e pode alimentar a operação das montadoras em outros lugares do mundo onde o tráfego de dados é menor. “Com esses dados, avisamos o gestor da frota sobre quais falhas estão próximas e como ele deve proceder para evitar uma parada indevida. A gente já prepara o concessionário para receber aquele caminhão com mecânico e peças”, explica.

Relação com as startups

As inovações que estão transformando os caminhões em um hub de dados e em um veículo mais seguro passam por soluções construídas fora das montadoras. Leoncini afirma que a Mercedes-Benz se conscientizou de que “sozinha, ela não vai a lugar nenhum” e que, por isso, a empresa tem aproximado das startups de diversos setores. “Nosso caminhão autônomo para colheita de cana, por exemplo, teve seu sistema de geolocalização desenvolvido por uma startup e se a gente fosse produzir essa tecnologia em casa, ia demorar de cinco a seis anos. Conseguimos colocar na rua em um ano e meio”, detalha.

Em maio, a Mercedes-Benz organizou uma expedição para o Vale do Silício com gestores de frota que trabalham com caminhões da marca, para conhecer mais a fundo o ecossistema de startups que estão trazendo soluções para o mercado de transporte. “Nós também estamos explorando o ecossistema nacional para encontrar respostas para necessidades nossas e dos nossos clientes”, aponta o executivo. “O que posso dizer é que para muitas delas, a resposta não está dentro da Mercedes-Benz”, conclui.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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