Saúde mental nas empresas: do empreendedor aos colaboradores
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Saúde mental nas empresas: do empreendedor aos colaboradores

De acordo com a OMS, quase 90% dos brasileiros sofrem com algum transtorno mental e já somos o país com maior taxa de ansiedade do mundo

POR Redação Whow! | 08/07/2021 16h39 Saúde mental nas empresas: do empreendedor aos colaboradores

Nunca se falou tanto sobre saúde mental nas empresas como atualmente. Afinal, os casos de doenças psiquiátricas crescem a cada ano e os empreendedores são um dos públicos que mais sofrem. Até porque, seja pela pandemia, pelas crises que enfrentamos ou pela invenção de novas tecnologias, a verdade é que vivemos num cenário de incertezas.

E isso pode gerar muita angústia e ansiedade para os donos de negócios, que geralmente esperam um planejamento bem estruturado dos próximos passos da empresa. Por isso, produzimos esse conteúdo voltado a esse assunto tão importante nos dias de hoje. Confira o texto até o final e saiba como promover a saúde mental dos seus colaboradores.

A importância da saúde mental no ambiente corporativo

Afinal, qual é a importância do trabalho na saúde mental das pessoas? Como ela pode interferir nos resultados da empresa?

Para a OMS, a saúde mental é um estado de bem-estar, no qual o indivíduo está em equilíbrio psicológico, emocional e cognitivo. Assim, a pessoa consegue administrar as variadas situações que surgem no seu dia a dia, sejam elas positivas ou negativas. Ela realiza as atividades com um controle comportamental e emocional que não irá prejudicar outras pessoas nem a si mesmo.

Segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde, em 2019 mais de 80% dos brasileiros sofrem com algum transtorno mental e já somos o país com maior taxa de ansiedade do mundo.

Vale ressaltar que um trabalho com ambiente tóxico ou prejudicial para os funcionários pode gerar diversos desgastes e uma série de problemas.

Dessa forma, um ambiente de trabalho que possui uma competitividade muito acirrada, ou que não valorize a individualidade de cada trabalhador, pode deixar os colaboradores com alto nível de estresse e ansiedade. Essa dinâmica resulta em perda de foco e produtividade e até pode gerar depressão.

De acordo com pesquisa da Vittude, plataforma online voltada para a saúde mental, entre 2016 e 2019 as principais causas de afastamento de trabalho dos brasileiros são:

  • 49% dos trabalhadores já tiveram algum problema com crises de ansiedade;
  • 20% dos trabalhadores entrevistados relatam estar trabalhando sob forte pressão;
  • 44% dos trabalhadores dizem já ter sofrido com o esgotamento mental;
  • 32% dos entrevistados sofrem com o efeito do stress, um dos primeiros sinais do burnout

Os custos para as empresas

Vale ressaltar que uma má saúde mental nas empresas pode ocasionar em custos altos para os empresários. Isto porque um funcionário deprimido tende não render muito bem e até faltar mais.

Assim, dependendo da função e do período de afastamento do colaborador, ele terá que ser substituído por outro, para que não comprometa o fluxo do trabalho. Ou seja, irá gerar custos que vão desde as despesas destinadas a esse funcionário, até o processo seletivo de um novo profissional.

Além disso, ao negligenciar a saúde dos trabalhadores, a empresa pode ficar vulnerável a processos trabalhistas. As doenças podem provir de lideranças tóxicas ou despreparadas, de assédio moral e psicológico, falta de incentivos e rotinas desgastantes, por exemplo.

Atenção à saúde mental nas organizações brasileiras

Uma pesquisa realizada pela startup Kenoby apontou que 93% dos funcionários brasileiros acham que as empresas negligenciam a saúde mental dos seus trabalhadores.

O levantamento ainda indicou que cerca de 70% das empresas já tiveram algum funcionário afastado por algum problema psíquico ou emocional.

Além disso, o estudo também apresentou que os principais causadores de danos mentais aos colaboradores são:

  • falta de diálogo da liderança (19,1%);
  • praticamente empatada com assédio moral e constrangimentos (18,9%) e
  • falta de diálogo com o colaborador (18,7%).

Saúde mental e o empreendedorismo

Primeiramente, precisamos desconstruir a ideia de que empreendedores são heróis, que conseguem fazer tudo que precisam. Afinal, são pessoas como qualquer outra e também possuem frustrações, medos, ansiedade e inseguranças.

Não são todas as pessoas que conseguem suportar o peso de tomar decisões e sofrer as consequências diretas por isso. Isso porque são muitas as questões que podem atingir o psicológico do empreendedor, como por exemplo:

  • Perder clientes;
  • problemas pessoais;
  • concorrência;
  • resultados abaixo da média;
  • disputas com parceiros ou sócios;
  • cobranças dos investidores.

Só quem já empreendeu sabe como esses problemas podem atingir a vida pessoal e a saúde. Afinal, que dono de negócio nunca perdeu o sono pensando se as vendas iriam aumentar?

Dessa forma, empreender pode se tornar algo bastante estressante e com grandes cargas emocionais para quem se arrisca nesse mundo.

Com tantos problemas, falta tempo para dar uma atenção maior a si mesmo, o que pode ocasionar em problemas relacionados à saúde mental.

Saúde mental e os colaboradores

Os trabalhadores brasileiros, no geral, estão sofrendo diversos problemas relacionados com o psicológico. Porém, ainda são poucas as empresas que investem em formas de melhorar esse panorama.

É papel das empresas atentarem na saúde mental dos colaboradores. Até porque, num período de crise como esse que vivemos, as pessoas fazem qualquer coisa para manterem seus trabalhos.

Ou seja, muito dificilmente o funcionário irá impor o seu próprio limite, visto que geralmente, ele quer apresentar o melhor serviço para a empresa.

Por isso, os gestores e líderes devem investir em alternativas para que seus trabalhadores não sofram ao realizarem suas funções.

Como promover a saúde mental nas empresas

Assim como em qualquer outro ambiente, a ajuda profissional é o ponto mais importante para promover a saúde mental nas empresas. Afinal, psicólogos ou psiquiatras, são especializados em compreender e auxiliar as pessoas a resolverem suas questões mentais.

Vale destacar que a busca por esse tipo de serviço  não deve ser feita apenas em situações mais extremas, mas por qualquer pessoa que sinta vontade de resolver alguns problemas que carregam com si.

Além disso, outras medidas que as empresas podem adotar é incentivar pausas, conversas e momentos de descontração entre os funcionários. Isso porque, na rotina puxada, os colaboradores tendem a negligenciar esses momentos.

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