Saúde e bem-estar: negócios digitais são boas opções para empreender - WHOW

Consumo

Saúde e bem-estar: negócios digitais são boas opções para empreender

Em comparação com outros setores, negócios de saúde e bem-estar faturaram mais durante a pandemia, mas usam menos os meios digitais

POR Daniel Patrick Martins | 19/08/2021 15h11

Atuar nas áreas de saúde e bem-estar hoje é um caminho promissor, pois o mercado passa por uma fase de intensas transformações. Este ecossistema está adotando inovação à produtos e serviços, bem como em toda a cadeia produtiva, desde os consultórios, clínicas, hospitais, planos de saúde, e principalmente, na atenção aos consumidores.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os gastos com a saúde representam cerca de 10% do PIB (Produto Interno Bruto). Já no Brasil, estas despesas estão na casa dos 9,2%, que equivalem a R$608 bilhões, de acordo com os dados de 2017, compilados pela Agência IBGE de notícias. Trata-se, portanto, de um mercado gigantesco.

Devido ao contexto da pandemia do novo coronavírus, aceleraram-se as inovações para o setor, que já eram previstas. “Há um potencial enorme para as micro e pequenas empresas que querem inovar na saúde e uma das metas é apoiar empresas de base tecnológica que usam tecnologias portadoras de futuro para resolver desafios da sociedade”, relata Hulda Giesbrecht, analista de inovação, no portal Agência Sebrae.

No entanto, não são apenas as healthtechs, empresas de tecnologia com modelo de startup no segmento da saúde, que têm potencial para aproveitar este setor em ascensão. Também as pequenas e médias empresas estão se destacando neste contexto. Segundo dados do Sebrae, negócios da área de saúde tiveram uma queda de faturamento consideravelmente menor do que dos demais mercados. Em maio deste ano, o setor teve receita média 30% abaixo do patamar pré-pandemia, enquanto nos demais segmentos o faturamento ficou em 43% abaixo do mesmo patamar.

Além disso, o percentual do faturamento das vendas digitais é bem menor nas empresas de saúde do que na média de todos os outros setores. Ou seja, há uma oportunidade: empreendedores que desenvolverem negócios online para o mercado de saúde tendem a se diferenciar da concorrência. Um exemplo nesse sentido é a Omens, empresa de consultas online para saúde masculina, que faturou R$ 100 mil desde que foi fundada, em novembro de 2020.

Mercado de bem-estar: além da saúde

Vale destacar que dentro deste mercado está a linha wellness (bem-estar), que é a busca e união da mente e corpo saudáveis. Este setor, inclusive, é crescente no Brasil, entrando no radar de 75% das pessoas em importância e prioridade. Países como Estados Unidos e Reino Unido, este percentual está entre 40% a 50% para este quesito, segundo o estudo “Sentir-se bem: o futuro do mercado de bem-estar” da empresa de consultoria McKinsey.

Para este mercado entram também os negócios atrelados ao esporte, alimentação saudável, saúde mental, entre outros que encaixam neste amplo leque. “Alguns anos atrás, o bem-estar era visto como a saúde médica, no sentido de estar com um bom funcionamento do corpo e fazer uma academia, com exercício físico. Era um conceito bem restrito e agora houve uma ampliação, bem-estar é sono, é saúde mental, nutrição etc.”, explica Mariana de Paiva Guimarães, consultora associada da McKinsey & Company, em entrevista à revista Consumidor Moderno.

A crescente demanda das consumidores na busca de opções de saúde e bem-estar incentiva a transformação dos negócios e a busca por novas formas de oferecer estes produtos e serviços, desde a ponta até o consumo final, seja por fornecedores, pacientes, consumidores e clientes. Assim, o segmento traz muitas oportunidades aos que estão dispostos a empreender neste setor.