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Tecnologia

Santander: uma cidade inteligente no Norte da Espanha

Conheça o projeto que está transformando em realidade o uso de Internet das Coisas para aprimorar serviços públicos por meio de sensores

POR Luiza Bravo | 12/03/2020 17h07 Santander: uma cidade inteligente no Norte da Espanha Arte Grupo Padrão (Giovana Sorroche)

Um projeto implantado no município de Santander, na Costa Norte da Espanha, pode se tornar referência na implantação de tecnologias para a construção de cidades inteligentes ao redor do mundo. O SmartSantander instalou dispositivos de Internet das Coisas para oferecer aos cidadãos aplicativos e serviços típicos de uma smart city.

A cidade de 180 mil habitantes, que até pouco tempo atrás recebia turistas interessados especialmente em suas praias e no seu centro histórico, passou a atrair a atenção, também, de visitantes apaixonados por tecnologia. Grupos de todo o mundo chegam agora para conhecer os sensores de Santander, que medem tudo, desde a quantidade de lixo nos contêineres até os níveis de poluição do ar.

Um dos principais objetivos da plataforma é estimular a integração entre a comunidade científica, os usuários finais e os provedores de serviços, a fim de reduzir as barreiras que impedem que o conceito de IoT se torne uma realidade.

Como funciona a cidade inteligente

O SmartSantander começou a ser desenvolvido em 2010 por uma equipe da Universidade da Cantábria. Pesquisadores e programadores instalaram centenas de sensores no asfalto para gerenciar o número limitado de vagas disponíveis no centro da cidade. O projeto custou € 8,5 milhões, financiados em sua maior parte pela União Europeia, que patrocinou a iniciativa com € 6 milhões. O governo da Cantábria também colaborou com € 500 mil.

De um lado, a comunidade de pesquisa se beneficia da implantação de uma infraestrutura única, que permite experiências reais de campo, enquanto, de outro, os cidadãos usufruem de diferentes aplicativos que atendem às suas necessidades.

Desde então, mais de 12 mil sensores foram instalados na cidade nas seguintes áreas: disponibilidade de estacionamento, iluminação, gerenciamento de resíduos, tráfego e informações sobre o ônibus. A coleta de dados através desses sensores pode levar a melhorias significativas na maneira como a infraestrutura da cidade é usada e a um melhor entendimento das questões urbanas.

Os dados são enviados a uma central que analisa as informações em tempo real e dá às autoridades da cidade informações que lhes permitem ajustar a quantidade de energia que usam nas ruas, o número de caminhões necessários para a coleta de lixo durante a semana e o volume de água usado para regar os parques da cidade. Com isso, a cidade já reduziu seus custos com energia elétrica em 25%, e em 20% com coleta de lixo.

A tecnologia desenvolvida pelo SmartSantander já foi estendida para as cidades de Belgrado, na Sérvia, Guildford, no Reino Unido e Lübeck, na Alemanha.

Usuários e geolocalização

Apesar de essenciais, os sensores instalados não são a única maneira usada pelo SmartSantander para testar o conceito de cidade inteligente. Usuários de smartphones também são instrumentos preciosos para transmitir informações sobre a cidade e facilitar novas interações com ela, como já acontece com o Waze, por exemplo.

Por meio de um aplicativo, moradores e turistas podem receber informações atualizadas sobre tudo que acontece na cidade. Os alertas são geocodificados para que as pessoas possam usar seus telefones para acessar os eventos por meio de QR codes. Uma pessoa pode obter os horários de chegada do seu ônibus simplesmente apontando o telefone para o ponto, por exemplo.

Outra nova aplicação promissora da geolocalização já está sendo testada: sensores sensíveis ao som podem captar a frequência de sirenes de ambulâncias e ativar, assim o sistema de controle de tráfego para a criação de faixas prioritárias, permitindo que esses veículos se locomovam mais rapidamente pela cidade.

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