Recommerce: uma tendência de mercado para negócios mais sustentáveis - WHOW

Consumo

Recommerce: uma tendência de mercado para negócios mais sustentáveis

Ao apostar na economia circular, empreendedores colaboram para uma atividade que gera lucro e impacto positivo

POR Daniel Patrick Martins | 02/09/2021 19h08

Os sebos e brechós espalhados pelo Brasil são exemplos tradicionais do mercado de produtos usados. Porém, com as praticidades e diminuição de custos relacionadas ao comércio eletrônico, a tendência de mercado chamado recommerce é algo que veio para ficar.

Com origem nas palavras ‘reverse commerce’ (comércio reverso), o recommerce é uma prática do varejo digital em que consiste na extensão da vida útil de produtos e na preservação do meio ambiente, já que não se vale da recolocação de produtos de volta ao mercado, economizando matéria-prima natural.

“Produtos usados e reformados voltam para o varejo em novo formato de venda, em lojas focadas neste tipo de negócio”, sintetiza Felipe Macedo, sócio fundador da agência de marketing digital CoreBiz, em entrevista ao portal GS1 Brasil.

O recommerce está inserido na economia circular, um modelo que vai contra a lógica de extração, produção, consumo e descarte de recursos finitos, segundo o relatório Fios da Moda, divulgado em fevereiro deste ano.

De acordo com a consultoria internacional GlobalData, o mercado dentro de recommerce deve dobrar até 2024, atingindo R$ 360 bilhões em faturamento nos próximos anos. Mas esta estratégia de negócio, que está baseada na revenda do que chamamos de ‘segunda mão’, não está somente atrelada ao varejo de moda, mas também a itens como eletroeletrônicos, materiais para escritório, casa e decoração, entre outros.

“De uma forma que nunca poderíamos imaginar, o ciclo de consumo foi rompido pela pandemia, marcando um momento de mudança em direção a uma mentalidade mais ponderada. Isso nos obriga a definir novas expectativas para o varejo”, comenta Anne Pitcher, diretora geral da Selfridges, empresa de lojas de departamento britânica, em entrevista ao jornal O Globo.

Este novo ‘modus operandi’ do varejo ganha espaço no cotidiano e no consumo brasileiro, fazendo com que se abra possibilidades para que empreendedores possam realizar novos negócios, assim aproveitando a estratégia para atender à demanda dos variados públicos, além de ampliar as fontes de renda e lucro.