Recolocação profissional: Startup e ONG se juntam para ajudar jovens - WHOW
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Recolocação profissional: Startup e ONG se juntam para ajudar jovens

Programa foi pensado para criar oportunidades reais de desenvolvimento e empregabilidade para jovens de baixa renda de São Paulo. Confira

POR Luiza Bravo | 29/07/2020 19h38

No Brasil, segundo o IBGE, cerca de 7,8 milhões de postos de trabalho foram fechados entre abril e maio de 2020. O número de desempregados no país chega a 12,7 milhões, e ainda deve levar um tempo até que o mercado comece a se recuperar. De acordo com especialistas, os trabalhadores mais jovens e menos qualificados devem ser os mais atingidos pelo desemprego. 

Ajuda em tempos de crise

A startup Meu Entrevistador firmou uma parceria com o Instituto PROA – uma ONG que atua junto a investidores, empresas e escolas da rede pública – para ajudar jovens de baixa renda a passar por esse período conturbado e se recolocar no mercado de trabalho.

Os estudantes pela ONG e alunos da rede pública de ensino podem ganhar acesso à plataforma startup. Para isso, eles precisam participar do jogo educacional gratuito PROACOINS, onde trocam missões culturais por prêmios.

A Meu Entrevistador funciona como uma espécie de “Netflix de Carreiras”, que ajuda candidatos a conseguirem uma vaga no mercado de trabalho. Os jovens têm acesso a mais de mil vídeos, que são atualizados semanalmente e apresentados por diversos profissionais de RH e executivos de grandes empresas, como PayPal, iFood, Heineken e Ambev. O Instituto PROA, por sua vez, já deu suporte a mais de 6 mil jovens em suas carreiras. preparou para a carreira mais de 6 mil jovens e continua acompanhando suas trajetórias. 

O fundador Fábio Cassettari, diz que a plataforma já nasceu com um viés social. “Para cada assinatura feita, uma outra é doada para alguém que não possa arcar com os custos. O Instituto PROA é uma das ONGs mais significantes que nos ajudam nesse processo, pela importância e seriedade do trabalho realizado”, explica ao Whow!.

Busca por ajuda para recolocação aumentou na pandemia

A plataforma funciona como uma espécie de cursinho, e não realiza conexões entre usuários e empregadores. Nela, é possível, por exemplo, simular entrevistas em inglês e ter acesso a dicas para dinâmicas de grupo. Segundo Fábio, o retorno do público costuma ser bastante positivo. “80% do público que entra na Meu Entrevistador consegue emprego até quatro meses após começar utilizar a plataforma. Pela pesquisa semanal que realizamos com nossos clientes, 89% dizem que nosso conteúdo fez a diferença no processo seletivo”, afirma. 

Ainda de acordo com o CEO, a startup, que foi fundada em 2017, vem registrando um crescimento mensal de 30% no número de usuários durante a pandemia.

“O Brasil já vivia um momento complicado, com cerca de 25% de desemprego entre os jovens, e agora esse número está perto de 50%, ou seja, 1 a cada 2 jovens está desempregado no país.”

 Fábio Cassettari, fundador e CEO da Meu Entrevistador

Além de parcerias com ONGs, a Meu Entrevistador vem atuando nos modelos B2C e B2B, e recentemente fez parcerias com grandes instituições e sistemas de ensino. Para quem busca recolocação no mercado de trabalho ou até mesmo o primeiro emprego, Fábio dá uma dica: “De modo geral, o que mais destaco neste momento é a necessidade de se ter inteligência emocional e de saber ‘se vender’, deixando claro para a empresa que você é um funcionário necessário, mesmo em um momento como esse. Liste todas as atividades que realizou nos últimos anos, quais foram seus resultados e o que aprendeu com cada uma delas.”


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