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Empresas juniores e sua contribuição na pandemia

As Empresas juniores possuem um importante papel social. Veja o conceito e as funcionalidades desse negócio

POR Redação Whow! | 15/06/2021 13h21

As Empresas Juniores surgiram na França, na década de 60. Entretanto, é aqui no Brasil que elas fazem mais sucesso. 

Segundo dados da Confederação Brasileira de Empresas Juniores, o país conta hoje com 1.250 de EJs, que estão presentes em 225 instituições de ensino superior. Neste conteúdo, entenda o conceito, o papel social e o impacto da pandemia desse modelo de negócio.

O que é uma empresa júnior?

A Empresa Júnior chegou ao Brasil no ano de 1988, por meio da Câmara e Comércio Franco-Brasileira. 

As Empresas Juniores ou EJs, são compostas por estudantes de graduação, sob a mentoria de professores. O objetivo desse modelo de negócio é: aproximar os alunos das vivências do mercado e do empreendedorismo. Para isso, são desenvolvidos projetos de consultoria, conforme as áreas dos cursos superiores de uma instituição.

O trabalho dos estudantes é voluntário; porém, uma EJ tem cadastro CNPJ e realiza o pagamento de impostos. Grandes organizações tradicionais no mercado atuam como mantenedoras das Empresas Juniores, como a Nestlé, Ambev, Natura, Azul e o Bradesco. Além do incentivo financeiro, elas oferecem cursos e palestras, dentre inúmeras outras ações.

Nesse contexto, as EJs oferecem um serviço de qualidade a um baixo custo para a sociedade, já que não visam o lucro e sim, o aprendizado dos alunos.

Como uma empresa júnior funciona?

Você provavelmente deve ter se interessado pelo trabalho das EJs. Mas, como elas funcionam? Na Empresa Júnior, assim como uma empresa normal no mercado, têm seus cargos e funções bem definidas.  Os alunos desenvolvem todas as atividades. Por exemplo, funções de liderança  e   operacionais. Assim, eles conseguem colocar em prática tudo que estão aprendendo nas salas de aula.

Logo, elas possuem uma estrutura organizacional clássica, como qualquer organização. Assim, possuem por exemplo departamento de marketing, financeiro e contábil, recursos humanos, entre outros setores.

Principais públicos  favorecidos pela EJ:

  • os próprios estudantes, que têm a possibilidade de aprenderem na prática;
  • as empresas que contratam os projetos da EJ: investem pouco e contam com a qualidade do que é desenvolvido, tendo em vista o fato de que os alunos são acompanhados por um professor;
  • as universidades e faculdades,  que apoiam o desenvolvimento das EJs,  acabam tendo a sua imagem institucional associada a um projeto positivo;
  • a comunidade:  pois vários projetos são desenvolvidos também com micro e pequenos empresários locais.

Nesse sentido, possuem um importante papel social. Afinal, atuam na redução das desigualdades sociais, além de impulsionarem  o crescimento da economia local.

Empresas juniores movimentam a economia brasileira

Dá para acreditar que empresas sem fins lucrativos e dirigidas por estudantes voluntários movimentaram, só em 2020, mais de R$ 49 milhões na economia global, contra 45 milhões faturados em 2019? Ana Beatriz é o nome da presidente do Brasil Junior, órgão nacional de apoio ao Movimento Empresa Júnior. Segundo ela, é possível encontrar EJs com faturamento de até R$ 500 mil, nos mais variados ramos.

Nesse sentido, inclusive, em 2020, segundo Ana, o faturamento das Empresas Juniores foi de 32 milhões somente aqui no Brasil. E para onde vai esse dinheiro, se as EJs não visam lucro? O valor é reinvestido nas próprias EJs . Ou seja,  na formação dos próprios estudantes ou até mesmo, na comunidade. 

Conforme o Movimento Empresa Júnior, as EJs, de 2010 até agora, já impactaram a economia brasileira com mais de R$70.000.000,00.

Impacto das empresas juniores na pandemia

Todas as empresas sofreram os impactos da pandemia. Com as EJs, não foi diferente e elas também precisaram se reinventar. Em suma, o principal desafio enfrentado foi a adaptação ao home office. Para isso, contaram com o apoio do Brasil Júnior. O órgão atuou capacitando as EJs para a nova dinâmica do digital, com novas metodologias e ferramentas de trabalho.

Assim, os estudantes aprenderam também como realizar gestão de uma empresa de forma remota e sem perder a qualidade. Afinal, os clientes não podiam “ficar na mão”. Inclusive, durante a pandemia, teve a Empresa Júnior que ajudou até o centro de saúde. Foi o caso da EPR Consultoria, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, de Porto Alegre. Os alunos, do curso de Engenharia da Produção, desenvolveram uma ferramenta que ajudava no cadastro dos pacientes para a vacinação.

Outro projeto interessante foi também desenvolvido pelo Movimento: o Salve Um Negócio.

Projeto Salve Um Negócio

Salve Um Negócio conta com a ajuda das mantenedoras e atuando com  consultorias para pequenas empresas. 

Assim, durante os primeiros meses da pandemia, várias mentorias on-line foram realizadas pelos estudantes das EJs. Ao todo, o projeto ajudou 400 pequenas empresas, o que rendeu R$ 95 mil em investimentos às Empresas Juniores.

Para este ano, o Movimento busca beneficiar o dobro: 800 negócios e pretende gerar 200 mil reais em aporte financeiro.

Quero contratar uma EJ, o que faço?

As Empresas Juniores podem contribuir positivamente para o crescimento de qualquer empresa. Afinal, os alunos, como já mencionamos, atuam acompanhados de professores especialistas nas áreas de cada EJ.  Para contratar uma Empresa Júnior, basta entrar no site do Brasil Júnior e realizar um cadastro.

Ao contratar uma EJ, é importante  pesquisar sobre ela, bem como solicitar o seu portfólio de trabalhos efetuados e conhecer o perfil de cada aluno. É interessante também buscar informações sobre a instituição de ensino à qual a EJ faz parte.

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