Quais serão as tendências de consumo pós pandemia? - WHOW

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Quais serão as tendências de consumo pós pandemia?

Estamos passando por uma realidade inédita para a sociedade. Na qual a tecnologia virou uma das principais aliadas dos comerciantes

POR Redação Whow! | 11/06/2021 14h53

É muito difícil prever o futuro. Afinal, são muitas coisas que fogem do nosso controle. No entanto, para aqueles que pesquisam e estudam o mercado, é possível antecipar quais serão as tendências de consumo pós pandemia. Por isso, se você é dono de um negócio e deseja estar por dentro do que o futuro do mercado te aguarda, confira o texto na íntegra e boa leitura!

Impacto da pandemia nas tendências de consumo

Atualmente, um assunto muito falado no meio do empreendedorismo é a respeito de quais serão os impactos da pandemia de Covid-19 no mercado. Essas mudanças refletem tanto na economia, quanto no comportamento do consumidor. Até porque, estamos passando por uma realidade inédita para a sociedade. Na qual é incentivado o isolamento social e a tecnologia virou uma das principais aliadas da sociedade.

Transformação digital e a mudança comportamento do consumidor: Com o alastramento da pandemia, o trabalho remoto passou a ser incentivado pelos órgãos de saúde. Assim, o home office passou a ser empregado por diversas empresas. Até porque, muitos negócios já não precisam necessariamente que o funcionário esteja presente fisicamente. Com o avanço da tecnologia e da digitalização muitas pessoas podem realizar seus trabalhos da suas próprias casas.

Assim, essa transformação digital alterou muitos comportamentos do consumidor.

Tendências de consumo depois da pandemia

Antes de compreender o consumo pós pandemia, precisamos levar em conta as mudanças que ela já está resultando. Um estudo da Infobase Interativa aponta que:

  • 13% dos consumidores brasileiros realizaram a sua primeira compra online durante a pandemia;
  • 1/4 da população do Brasil está comprando mais online;
  • Mais da metade dos brasileiros já estão consumindo mais conteúdos pela internet.

Ou seja, muitas destas mudanças provavelmente ficarão presentes de forma permanente no mercado.

E Commerce: compras online em foco

O que já era uma realidade no mercado passou a ganhar mais espaço com o início da pandemia. Afinal, com as medidas de isolamento social muitas pessoas preferiram aderir às compras online regularmente.

Segundo dados do indicador de e-commerce da Câmara Brasileira da Economia Digital e da empresa Neotrust, em 2010 esse tipo de comércio gerou R$ 15,4 bilhões em vendas. Já em 2019, o mercado já havia crescido quatro vezes, fechando o ano com R$ 61.9 bilhões.

Mas foi com a pandemia, que o e-commerce brasileiro chegou aos dados recordes de R$ 115,3 bilhões em vendas. Um saldo que representa um crescimento de 122% quando comparado ao ano anterior. Isso se deu, principalmente, porque o público passou a aderir a compra online no seu dia a dia. Até aqueles que tinham desconfiança no comércio digital se viram obrigados a recorrer ao e-commerce devido às restrições impostas pela pandemia. 

Além das lojas que já apostam nas vendas online, muitos negócios locais também migraram para esse tipo de abordagem. Algo que também chamou a atenção de novos públicos. A tendência de consumo é que este mercado continue a crescer cada vez mais. Até porque, muitas pessoas estão apostando em compras online não só para diminuir a circulação nas ruas, como também para otimizar seu tempo.

Novas formas de pagamento

Outra tendência de consumo que tem crescido com o passar do tempo, são as novas formas de pagamento. Nesse sentido, várias novas tecnologias têm sido desenvolvidas para agilizar uma das partes mais decisiva da compra: o pagamento.

Com a entrada dessas inovações, muitos comércios ganharam aliados potentes para alavancar suas vendas. Como por exemplo o Pix, que permite transações financeiras mais ágeis e sem burocracia.

Outra forma que tem ganhado cada vez mais espaço nas opções de pagamento dos clientes são as carteiras digitais e QR Codes, que mudaram a necessidade de utilizar cartões ou dinheiro nas transações financeiras. Basta ter um smartphone e instalar determinados aplicativos para efetuar tais transações.

No e-commerce, muitas plataformas já permitem estes tipos de pagamento digitais. Em diversas lojas online, você cadastra seu cartão de crédito apenas uma vez, e quando for fazer alguma compra futura, basta clicar num botão e pronto.

Dessa forma, as empresas reduzem o tempo de compra, e permitem que o consumidor tenha mais agilidade na hora de comprar. Ou seja, benéfico para ambos os lados.

Entretenimento, estudo e atividades físicas

Mesmo com um cenário de crise, muitas pessoas continuam realizando suas atividades corriqueiras. A diferença, é que neste momento, essas tarefas migraram para o ambiente digital.

Segundo o estudo da NZN Intelligence, mais da metade dos entrevistados começaram algum estudo online durante a pandemia. Além disso, 82% afirmaram que nunca tinham feito cursos à distância antes, mas que irão continuar depois da crise.

No mesmo sentido, as plataformas digitais de exercício também cresceram com o isolamento social, visto que os ambientes de exercício físico geralmente são locais de aglomeração.

O mesmo fenômeno ocorre com o entretenimento. Conforme a mesma pesquisa, cerca de um terço dos entrevistados passaram a assinar algum tipo de serviço de streaming neste período de pandemia.

Até porque, teatros, cinemas e restaurantes  foram duramente impactados pela pandemia, e tiveram seus negócios fechados durante meses.

Segundo  estudo da NZN Intelligence, a Amazon Prime Video, por exemplo, é o serviço de streaming mais utilizado pelos brasileiros, com uma parcela de 30% do mercado. Seguido pela Netflix, que possui 28%.

Valorização das PMEs e empresas locais

Um dos principais pilares para o Brasil sair da crise é fortalecer os pequenos e médios empresários, que são os maiores empregadores e geradores de renda do país.  Até porque, as PMEs já são responsáveis pelo emprego de 52% dos trabalhadores formais no País e respondem por 40% da quantia salarial brasileira.

Além disso, a valorização do comércio local permite que a comunidade consiga se desenvolver mesmo em meio à crise. Logo, a partir do momento que consumimos de empresas locais, estamos injetando o dinheiro diretamente no tipo de negócio que mais é prejudicada com a crise.

Como as pequenas empresas podem aproveitar desse movimento?

A principal forma que os pequenos e médios empresários podem aproveitar nesta mudança de tendência de mercado é se adaptando às mudanças de consumo e ofertando produtos e serviços que estejam em linha com as novas necessidades dos consumidores e do mercado (problemas reais existentes durante e pós pandemia) 

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