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Profissões do futuro: veja o perfil dos profissionais de product management

Pesquisa com profissionais da área de produtos aponta que, o futuro destes trabalhos será entender o comportamento do consumidor

POR Laís Côrtes | 19/10/2020 11h34 Profissões do futuro: veja o perfil dos profissionais de product management Imagem: Shutterstock

Uma pesquisa realizada, entre março e abril deste ano — no início da pandemia da covid-19 no Brasil — traçou um panorama do mercado de product management, e coletou dados de 415 participantes, onde, cada um respondeu a 46 perguntas. O relatório foi desenvolvido pela escola de ensino executivo PM3.

Na metodologia da pesquisa, foram levantados dados como, o perfil demográfico, formação e experiência, o cargo atual, satisfação com o mesmo, rotina de trabalho, ferramentas, desafios, satisfação na carreira e motivações, sobre o futuro da área e eventos do produto.

“Queremos oferecer informações relevantes para quem está inserido no mercado de Produto e também para as empresas que estão com dúvidas sobre essa área tão nova. Sabíamos que uma pesquisa como essa iria destacar notáveis tendências do nosso mercado, que ainda está em maturação mas avança a passos largos”, dizem os fundadores da empresa no relatório.

Diferença salarial

De acordo com a pesquisa, no cargo de Product Managers, os homens recebem mais do que as mulheres em todas as faixas salariais, exceto a de R$ 5 a R$ 8 mil. As pessoas que fizeram parte da pesquisa foram representadas por três grupos, homens equivaliam a 59,8%, mulheres denotaram 39,5% e outros gêneros configuraram 0,6%.

Durante a pesquisa, concluíram que, os respondentes, em sua maioria, eram homens, residentes de São Paulo, contudo, também houveram pessoas de Santa Catarina, Minas Gerais e Rio de Janeiro. 

Dentre os respondentes, 19% ganham entre 2 a 5 mil, 28,2% ganha 5 a 6 mil, 17,6% ganha de 8 a 10 mil, 13% ganha de 10 a 12 mil, 10,8% ganha entre 12 e 15 mil, 8,9% ganha entre 15 a 20 mil, 1,9% ganha de 20 a 30 mil e 0,4% ganha mais de 30 mil. E quase metade está em empresas com até 300 funcionários.

Formação e experiência

Os entrevistados tinham formação e cargos diversos, sendo 45,7% de Tecnologia, 21,4% em Marketing e Comunicação, 5,1 na área Financeira, 3,4% em Dados, 0,7% na Saúde, 0,5% em Jurídico, 17,6% em outra profissão e 8,7% que entraram direto no produto. Enquanto isso, pouco mais de 14% estão no Ensino Médio, 44,3% no Ensino Superior, 45,8% na pós-graduação/MBA, 5,3% em Mestrado e 0,2% em doutorado.

Outra descoberta da pesquisa aponta que 45% se dispostos caso uma oportunidade profissional melhor apareça e 26% dos respondentes afirmaram que  mudariam de emprego dentro dos próximos seis meses, confirmando a tendência da alta rotatividade nas profissões da nova economia.

Principais desafios nesta profissões do futuro

Apenas 22,2%  destes profissionais, que variam deste designers de UX, analisas e heads de produtos, product owners até product managers, dizem que tem convicção de sua função na empresa. Além disso, o gerenciamento de stakeholders desponta como o maior desafio no cargo. E na sequência estuo mostra que alinhamento é a atividade que mais consome o tempo.

Entre as ferramentas mais utilizadas por estes profissionais estão: o Google Analytics usada por 83,1%, 36,9% utiliza o Tableau, 24,6% usa Metabase e/ ou Mixpanel, 17,8% usa o Amplitude, 16,4% usa o Qlikview, 7,5% com Looker, 6,5% Redash, 4,6% GoodData, 3,9% Kissmetrics e 8,9% nunca usou nenhuma dessas ferramentas. A pergunta possibilitava a escolha de mais de uma opção como resposta.

Também a falta de autonomia está presente na vida profissional de quase 46% dos entrevistados.

Futuro de product management

Segundo a pesquisa, o futuro destas profissões do futuro estará em compreender os detalhes sobre os comportamentos dos consumidores, como responderam quase 36% dos entrevistados para a pergunta “Onde investiria na empresa atual se tivesse R$500 mil?”, com a resposta sendo “User Research“. 24,8% disserem em time de engenharia, 16,1% em treinamentos, 10,1% em pesquisa de mercado, 6,3% em ferramentas, 3,4% em consultorias/agências e 3,6% em outos.

Assim, o relatório partir desta amostra indica que, são necessárias algumas mudanças de conduta e novas abordagens dentro e fora das empresas, para que haja um melhor alcance dos produtos no mercado atual.


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