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Tecnologia

Privacidade e os avanços tecnológicos

Para o CEO da InLoco e Incognia existe a necessidade na especialização das Leis, quando se fala de biometria e dados comportamentais

POR Laís Côrtes | 19/10/2020 10h20 Privacidade e os avanços tecnológicos Foto: Freepik

Os Estados brasileiros, por conta da pandemia do novo coronavírus, estão monitorando a localização das pessoas para entenderem a taxa de isolamento social da população. E a empresa responsável por isso é a InLoco, nascida em 2013, do empreendedor André Ferraz, também CEO e cofundador da Incognia, empresa que realiza biometria comportamental por localização para combater fraude nos celulares, criada neste ano. Ao todo André e seus sócios já levantaram US$ 28 milhões em investimentos nas duas startups.

Para compreender os desafios e a visão do criador destas duas empresas, sobre privacidade e os avanços tecnológicos, o Whow!, o convidou para uma Live na última semana.

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Privacidade e Leis Gerais de Proteção de Dados

André comenta que, 26 dos 27 Estados no Brasil ainda vão manter a parceria com a InLoco até o fim da pandemia para o monitoramento de descolamento das pessoas. Além disso, o varejo também começou a utilizar os dados providos pela empresa para campanhas de anúncio e promoções mais eficazes.

Hoje, o empreendedor mora no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, onde uma lei sobre proteção de dados começou a valer no primeiro dia de 2020. E com a atuação global, André comenta que a Leis no Brasil, na Europa e no estado norte-americano são muito parecidas, pois as três mantém a transparência na coleta de informação dos usuários, mas que existe espaço para melhorias, como, por exemplo, na linguagem técnica que aparece nos termos de uso dos sites.

“Elas [as Leis] dão muita visibilidade para o fim que terá o dado, e o usuário tem o direito de optar por fazer parte ou não daquilo”, comenta. André também acredita na necessidade de uma maior especialização nestas Leis, quando se fala de biometria e dados comportamentais, assim como acontece nas regulamentações de mercados como o financeiro e da saúde.

“Os nossos dados, em algum momento, vão vazar.”

André Ferraz, também CEO e cofundador da InLoco e Incognia

De acordo com a consultoria Gartner, até 2022, é previsto que 60% das grandes e 90% das médias empresas, ao redor do mundo, vão adotar meios sem senha. Na Incognia, segundo André, também há um planejamento para se livrar delas, através de uma inteligência artificial, que não exija números e letras, mas sim a biometria e face das pessoas.

Cultura da ousadia ao inovar no Vale do Silício

Após a mudança de país, André optou por morar próximo ao Vale do Slício e diz que o incentivo ao erro e a ousadia ao inovar, por lá, o chamaram a atenção na cultura da inovação.

“No Brasil ainda temos um estigma muito grande à falha, ao fracasso e a empresa que faliu. Já aqui [Vale do Silício] isso faz parte e o erro é o rascunho do acerto”, comenta o CEO e cofundador da Incognia e InLoco.

Outro ponto que ele destaca, está no quesito de “feedback direto ao ponto”. “Pela tendência mais cordial do brasileiro, ele não falava se está ruim ou feio na intenção de protejer a pessoa. Mas isso prejudica o empreendedor por poder quebrar a cara lá na frente. E aqui as pessoas são muito diretas no feedback e isso faz você se adaptar mais rápido”, diz André, ao acrescentar que isso traz um dinamismo no dia a dia de uma startup.

Quer saber o porquê do empreendedor foi morar nos Estados Unidos, a sua visão sobre o ecossistema de inovação em Pernambuco, seu Estado natal, e o início das duas startups? Confira a Live na íntegra, abaixo:


Confira esta Live do Whow!, na íntegra, abaixo

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“Qualquer base de dados terá as suas informações vazadas.” Foi com esta realidade que o CEO e fundador da Incognia e InLoco, @andresouzaferraz, abordou o tema desta Live no Whow!. A conversa também abordou a sua história e desafios como empreendedor, o ecossistema brasileiro de inovação e o mundo sem senhas no futuro. #inloco #incognia #whowlives #livedeinovacao #inovacaoparanegocios

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