Por que os bancos brasileiros estão entre os mais inovadores do mundo? - WHOW
Consumo

Por que os bancos brasileiros estão entre os mais inovadores do mundo?

Diretora comercial do BMG comenta sobre o processo de aceleração digital a partir da pandemia e sobre o futuro dos bancos do país

POR Carolina Cozer | 12/11/2020 19h46

Com os consumidores cada vez mais mais focados em uma transição do meio físico para o digital, os bancos brasileiros trabalham na segurança de dados, no Cadastro Positivo e na facilitação para a abertura de novas contas. 

E com o Pix para revolucionar as formas de pagamento entre pessoas físicas e jurídicas, o ecossistema financeiro no Brasil se mostra sempre inovador e em linha com as principais ideias, dentro e fora do país. Qual será a bola da vez na inovação financeira, depois do Pix?

O ecossistema financeiro do Brasil foi discutido no painel “Do físico para o digital: por que os bancos brasileiros estão entre os mais inovadores do mundo?”, no Whow! Festival de Inovação 2020, com mediação de Amaury Oliva, diretor de sustentabilidade, cidadania financeira, relações com o consumidor e autorregulação da Febraban, e participação de Amanda Ituassu, diretora comercial do Banco BMG.

Mobile: o favorito dos brasileiros

A importância da digitalização do setor de finanças ficou ainda mais evidente após a pandemia. “Ao mesmo tempo, vimos uma mudança de perfil do consumidor. De acordo com um levantamento da Febraban, 63% das transações financeiras em 2020 ocorreram em mobile ou internet banking”, diz Amaury Oliva. “O mobile é o canal favorito dos brasileiros.”

Amanda Ituassu, do BMG, afirma que a pandemia pegou o banco preparado no aspecto de inovação. “Já estávamos há anos em processo de digitalização, e esse ano, de fato, usamos tudo que tínhamos, se não perderíamos espaço no mercado”, diz.

O Banco BMG há 20 anos é líder em crédito para um perfil de base de pirâmide, que muitas vezes ainda é desbancarizado e não tem acesso a atendimentos diferenciados. “Neste ano voltamos nosso foco para o processo de aceleração digital desse cliente, e entregamos a ele uma experiência mais fluída”, conta.

Mas, para que tudo isso fosse viabilizado, Ituassu diz que o banco passou por um processo de transformação interno antes de mais nada. “Para entregar um modelo diferenciado era preciso se transformar internamente. O BMG passou um processo de transformação multifuncional, em que tomamos algumas decisões, como colocar a força de trabalho em home office até janeiro de 2021, demos liberdade de dress code aos funcionários e mais do que nunca estamos avaliando a capacidade humana e o intelecto antes de mais nada”, compartilha.

Diferenciais competitivos

O processo de transformação do Banco BMG também chegou com a remodelação do sistema para o modelo phygital, dando mais possibilidades para que o cliente escolha os canais de compra e atendimento que deseja para si.

“Nesse modelo phygital resolvemos admitir que o mundo físico não precisa acabar. O cliente é que define onde ele quer contratar serviços. Partimos da intermediação do aculturamento do cliente, para que ele possa escolher fazer a renovação de operação pelo digital. A escalabilidade do digital é importante, mas o mais relevante é a decisão do cliente. O modelo phygital é o nosso diferencial competitivo”, afirma.

Outro diferencial competitivo que está na aposta do BGM, segundo Ituassu, é a chegada do Pix. “O Pix facilita transações com dinheiro e isso vai nos colocar em uma condição de igual para igual em comparação com os grandes bancos. Esse foi outro movimento que nos pegou preparados, e estamos muito felizes com ele, pois temos certeza que vai nos ajudar a crescer”, aposta a diretora.

“Crescemos 19% nos últimos 12 meses e atingimos mais de 1 milhão de contas phygital. São contas digitais de clientes que não seriam clientes de outro banco digital, porque não saberiam fazer isso sem a intermediação de alguém que os ajudasse. Isso, para nós, é a verdadeira inclusão financeira consciente. Nos orgulhamos muito desses números, pois eles contribuem com a economia do país inteiro.”


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