Polícia Civil de SP vai usar reconhecimento facial - WHOW
Tecnologia

Polícia Civil de SP vai usar reconhecimento facial

Agentes passarão por treinamento para aprender a usar o reconhecimento facial, que vai contar com uma base de rostos de 35 milhões de pessoas

POR Luiza Bravo | 26/11/2019 20h00 Polícia Civil de SP vai usar reconhecimento facial Foto (Burst)

A Polícia Civil do Estado de São Paulo vai adotar, em breve, um sistema de reconhecimento facial para auxiliar na investigação de crimes. Com a ferramenta, a corporação polcial prevê que será possível cruzar fotos e vídeos de suspeitos com os rostos de mais de 35 milhões de pessoas que têm algum documento de identidade emitido pelo Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt.

Os policiais passarão por treinamento ao longo do mês de dezembro, antes de o recurso entrar em funcionamento. O sistema está sendo desenvolvido pela Thales Gemalto, empresa referência em segurança digital, e que foi responsável por automatizar o sistema de verificação por impressões digitais da Polícia Civil de SP em 2013.

A empresa também gerencia o sistema de biometria utilizado em embaixadas, portos e aeroportos americanos para controle de imigração, e no ano passado, venceu uma competição internacional com uma solução para reconhecimento facial em tempo real.

Ao Whow!, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que ainda não pode comentar o novo projeto em detalhes, mas disse que a Polícia Civil do estado “permanentemente avalia a adoção de novas tecnologias de combate ao crime, entre elas o reconhecimento facial de criminosos”.

reconhecimento facial Foto (Pixabay)

Como funciona o reconhecimento facial

A tecnologia começou a ser desenvolvida nos Estados Unidos na década de 1960, mas só ganhou força de fato com o surgimento dos primeiros smartphones, há cerca de dez anos.

Os algoritmos de reconhecimento facial dividem a imagem do rosto em pixels, e tentam traduzi-los em dados. Esses algoritmos são treinados para identificar características como formato da extremidade do rosto, cicatrizes e distâncias entre os olhos, entre a boca e o queixo, entre outras. 

Com as informações coletadas, são criados arquivos que funcionam como um documento de identidade facial, que pode ser usado para futuras consultas. No Brasil, bancos, redes varejistas e empresas de telefonia já possuem uma enorme base de imagens para reconhecimento facial de clientes.

reconhecimento facial Foto (Pixabay)

Tecnologia colabora cada vez mais para a segurança

Além da Polícia Civil, o Metrô paulista também está investindo na tecnologia de reconhecimento facial, e vai desembolsar cerca de R$ 58 milhões de reais em câmeras especiais. Os equipamentos serão instalados nos pátios de trens, e nas composições das linhas 1, 2 e 3. O sistema também será capaz de identificar e rastrear objetos, além de detectar a invasão de áreas.

As rodovias do estado também contam com  ajuda de câmeras especiais. Mais de 200 radares inteligentes, que são capazes de ler as placas dos automóveis, serão instalados até dezembro de 2019 nas rodovias do Estado de São Paulo, em pontos indicados pela Polícia Militar. Outros 548 já estão em operação. A tecnologia é apontada para facilitar a identificação de carros roubados, assim como de motoristas que estejam circulando com os impostos do veículo em atraso.

Entre os investimentos previstos pela Polícia Militar de SP, estão ainda mais de 200 drones silenciosos, que poderão ser usados em operações especiais, e uma licitação para a compra de duas mil câmeras pessoais, que podem ser instaladas nos uniformes dos policiais e com o intuito de trazer mais transparência sobre a atuação dos agentes. A PM diz, no entanto, que esses aparatos não oferecem risco à privacidade dos cidadãos.


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