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Pix e fintechs: veja as ações de novos players na revolução bancária

Arcabouço regulatório do Banco Central para facilitar a entrada de novos players no mercado financeiro converge com o avanço tecnológico

POR Larissa Sant'Ana | 17/11/2020 19h12 Pix e fintechs: veja as ações de novos players na revolução bancária Imagem: Shutterstock

O sistema bancário brasileiro é considerado um dos mais sólidos do mundo. Desde o início do Plano Real, houve um processo de consolidação muito forte e os poucos bancos que restaram conseguiram desenvolver parques tecnológicos robustos. Concentrando grande quantidade de ativos, esses bancos ficaram conhecidos pela resiliência e pelo poder de mudar o jogo. Porém, nos últimos anos, o mercado financeiro do País ganhou novos players: bancos digitais e fintechs.

Por acreditar que a entrada desses atores no mercado traria benefícios como rapidez e celeridade nas transações, diminuição da burocracia no acesso ao crédito, aumento da eficiência e concorrência no mercado de crédito, criação de condições para redução do custo de crédito, inovação e facilitação do acesso ao Sistema Financeiro Nacional, o Banco Central criou um arcabouço regulatório para favorecê-los. Em paralelo a isso, vemos o avanço da tecnologia e o advento de um consumidor mais digital. O resultado? bancos digitais ganhando cada vez mais clientes e soluções de fintechs sendo mais buscadas.

Octavio de Lazari Junior, presidente do Bradesco, conta como o mercado mudou nesse sentido. “Nós tínhamos cinco grandes bancos, e eu sabia exatamente quem eram os meus concorrentes, o que eles iriam fazer e sabia mais ou menos quais armas iriam usar. Isso acabou. Agora, todo dia quando acordo vejo que surgiu um concorrente novo. Concorrentes competentes, o que nos torna melhores.” Para o executivo, o novo cenário deixou uma visão mais clara: se preocupar mais com os clientes do que com os concorrentes e trabalhar para conquistá-los todos os dias.

Para Guilherme Horn, diretor de Estratégia e Inovação do banco BV, os novos players do mercado obrigaram os “bancões” a se movimentar mais rápido. “A evolução dos grandes bancos brasileiros nos últimos cinco anos, na agenda digital, é fantástica. E isso é decorrência da pressão das fintechs. A competitividade aumentou, mas de uma forma diferente. Em vez de tubarões brigando com seus pares, temos hoje centenas de pequenos peixes competindo e colaborando com os grandes. Isso trouxe uma outra dinâmica ao mercado, e os grandes bancos precisaram se adaptar”, afirma.

O consumidor quer ser digital

Mesmo antes da pandemia já existia um processo de digitalização das empresas e dos hábitos dos consumidores em curso, mas o novo coronavírus acelerou – e muito – isso. Nos primeiros seis meses de 2020, o e‑commerce brasileiro registrou um aumento de 47% no faturamento de vendas. De acordo com a Ebit|Nielsen, este foi o melhor resultado do comércio eletrônico nos últimos 20 anos. O uso de aplicativos, que oferecem desde entretenimento até compras e delivery, também teve um crescimento exponencial. Segundo estudo da AppsFlyer, empresa de análise de dados de aplicativos, o download de apps cresceu, em média, 25% em todo o País.

No setor financeiro, o movimento não é diferente. Segundo a pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária, em 2019, de cada dez transações bancárias, mais de seis aconteceram pelos meios digitais, principalmente via internet e mobile banking. De 2018 para 2019, o número de contas ativas com mobile banking cresceu 34%. Neste ano, apenas entre janeiro e abril, o número de transações realizadas nesse canal por pessoas físicas já registrou aumento de 22%.


 Leia este conteúdo completo, aqui, na edição de novembro de 2020 da Consumidor Moderno.


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