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Pix, Cashback e outras ações da Magazine Luiza para se inspirar

É surpreendente que mesmo com as lojas fechadas no último ano, praticamente, a conta digital Magalu cresceu cerca de quatro vezes e atingiu vendas de R$ 44 bilhões, pontuou Frederico Trajano, principal executivo do Magazine Luiza, em entrevista concedida à imprensa. Seria o fim do boleto? Como o cashback e o PIX estão transformando o […]

POR Redação Whow! | 30/04/2021 09h31

É surpreendente que mesmo com as lojas fechadas no último ano, praticamente, a conta digital Magalu cresceu cerca de quatro vezes e atingiu vendas de R$ 44 bilhões, pontuou Frederico Trajano, principal executivo do Magazine Luiza, em entrevista concedida à imprensa.

Seria o fim do boleto? Como o cashback e o PIX estão transformando o comportamento de compra? E os pequenos e médios empreendedores, como podem se inspirar nessas ações? Neste artigo, vamos tirar todas essas dúvidas. Continue a leitura!

Cashback no varejo em 2021

Apesar de ter sido muito comentado nos últimos tempos, o cashback não é algo novo. Esse método de fidelização de clientes, por meio de recompensas, surgiu em 1998, nos Estados Unidos, pela empresa Ebates. Na época, ela detinha um portfólio com mais de 40 lojas online parceiras, que ofereciam até 25% do dinheiro de volta. Essa, inclusive, é a tradução literal do termo.

No Brasil, esse modelo demorou um pouco mais para chegar. Porém, de acordo com o Sebrae, em 2019, já era possível encontrar mais de 6 milhões de estabelecimentos cadastrados em programas de cashback.

Em 2020, o cashback ganhou força no varejo brasileiro. Em pesquisa realizada pela Ebit Nielsen, os cupons de cashback movimentaram mais de R$ 1,5 bilhões de reais. Mesmo ainda sendo considerada um número pequeno no varejo online, esse modelo já pode ser tido como potencial no mercado local.

Como o cashback funciona?

O cashback é uma forma de fidelização e/ou retenção de clientes que, à medida que realizam compras, recebem dinheiro de volta. Os valores de “reembolso” variam de acordo com o produto e valores de frete e descontos e outras taxas não se aplicam ao cálculo da quantia a ser recebida.

Geralmente, o dinheiro pode ser recebido de volta por meio de duas formas:

  • A primeira, é por meio de aplicativos e sites, que redirecionam o consumidor às lojas associadas;
  • Já a outra forma, é por meio da compra em lojas físicas, que já sejam parceiras de alguma plataforma. Assim, você pode solicitar o benefício no próprio local.

Diferente do que muitos podem pensar, o cashback não tem a função de estimular o consumismo, mas sim a consciência sobre o ato de comprar. A ideia é que se compre melhor para que não seja necessário comprar mais.

MagaluPay e o cashback

MagaluPay está nas mais de mil lojas conveniadas com o Magazine Luiza. Por meio da conta digital, é possível fazer compras, pagar contas e receber o dinheiro de volta, por meio do cashback.

O valor é como saldo na sua conta MagaluPay em 20 dias após a confirmação do pagamento da sua compra e é  calculado com base no percentual indicado no selo Dinheiro de Volta. Fretes, descontos e juros não são considerados no cálculo.

A estratégia de cashback foi lançada pelo Magazine Luiza em agosto de 2020, como forma de incrementar a carteira virtual da empresa.

Parceria com a Hub Fintech

A companhia se prepara para dar um verdadeiro salto nos meios de pagamento, com a aquisição da Hub Fintech, que é integrada  ao Sistema de Pagamentos Instantâneos (PIX).

A ideia principal é integrar a Hub com a conta digital do MagaluPay e do Magazine Luiza, que serve também como carteira para compras no aplicativo.

Frederico Trajano, principal executivo da companhia, ao comentar os resultados de 2020 do Magazine Luiza, ressaltou também que, dos 5,7 milhões de varejistas no País, apenas 47 mil integram o marketplace do grupo.

Ainda, segundo ele, “A maioria destes 5,7 milhões nem sequer está online, daí também a importância de termos comprado uma plataforma de ensino a distância, a ComSchool, que pode treinar os varejistas para se tornarem sellers“.

Trajano também disse que o bons resultados de 2020 não foram “acidentes”, em meio a um momento tão crítico do País: “O resultado de 2020 não foi acidente de percurso, considero um resultado épico“, afirmou, ressaltando que, entre 2018 e 2020, a empresa cresceu 325% e ganhou 13 pontos em participação de mercado.

Para 2021, o grupo deve investir na melhoria da logística das entregas, com foco em reduzir o tempo tanto dos produtos próprios, quanto dos produtos comercializados por outros lojistas. Em paralelo a isso, deve dar mais atenção a outras categorias de produtos, como o mercado de delivery de refeições.

Pix e a extinção dos boletos nas vendas

“O PIX vai matar o boleto”, disse Frederico Trajano, na mesma videoconferência que comentou os resultados da companhia em 2020. A companhia já prevê o fim dos dias dos velhos carnês de compra, como serviço que permite a transferência em dinheiro em tempo real, 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem taxas adicionais e utilizando apenas o CPF.

No site e no aplicativo, já é possível encontrar produtos sinalizados com pagamento por essa modalidade.

Como a sua empresa pode se inspirar

As compras pela internet vem aumentando, mas ainda é grande a quantidade de pessoas que não sabem que podem receber o dinheiro de volta com isso. Já pensou em ser o pioneiro, na sua cidade ou, até mesmo, no seu segmento, aplicando tal modelo?

Assim, se inspire em aplicar este modelo na sua empresa. Como mencionamos, ainda há uma parcela muito pequena do varejo utilizando essa modalidade. Depois, conforme o seu tipo de negócio, busque agregar valor e outros benefícios ao próprio cashback. Dinheiro só é “dinheiro” quando faz a real diferença.

Pense que, da mesma forma que um cliente pode ter o valor de volta em uma compra realizada na sua empresa, ele pode também optar por comprar em outra,  com preços mais baixos

Atente-se também a cashbacks com valores muito agressivos: estratégias assim podem não se sustentar por muito tempo.

Por último, o cashback também pode ser utilizado por empresas que buscam oferecer carteiras virtuais aos seus clientes. Grandes aplicativos de delivery de comida, como o Ifood, Uber Eats e o Rappi estão se destacando com a estratégia.